Watain: caminho próprio no território da música extrema
Resenha - Lawless Darkness - Watain
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 13 de agosto de 2010
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O Watain é uma força que está, desde 1998, conquistando cada vez mais espaço entre os amantes do Black Metal e, graças a "Sworn To The Dark" (07), alcançando até mesmo um espaço em certos segmentos da mídia mainstream que muitos poderiam julgar como desnecessário. Mas esses são eventos inevitáveis do mercado fonográfico... Pois bem, depois dos louros alcançados nos últimos anos, o grupo está liberando "Lawless Darkness", um quarto álbum aguardado com muita expectativa pelo público.
Watain - Mais Novidades
Com muitos dos elementos apresentados no passado, e em várias ocasiões aplicados de forma ainda mais poderosa, "Lawless Darkness" se confirma como a extensão de uma sonoridade que o Watain vem desenvolvendo a cada lançamento. Ainda que a energia sinistra e malévola, riffs realmente cortantes e sinuosos, blast beats e vocalizações inumanas comprovem que a conexão com o universo Black Metal continua forte, os suecos procuram ir além, seguindo seu próprio caminho no território da música extrema.
Neste sentido, algo muito marcante por aqui é a forma como o surpreendentemente trabalho das guitarras despeja solos melódicos, cuja natureza remete diretamente ao saudoso NWOBHM. São muitos deles, quem diria... Acrescente a inserção de muitos ritmos mais cadenciados, alguns até meio intrincados, em meio à tradicional velocidade, e temos um álbum que oferece uma diversidade que muitas hordas prefeririam não arriscar.
Mas, no contexto geral, nada em "Lawless Darkness" se aprofunda em tendências modernas. E, ainda que alguns possam vir a se queixar do comprimento de algumas composições, seus arranjos conseguem ser imprevisíveis e estão longe de serem supérfluos. O maior exemplo desta constatação está na derradeira "Waters Of Ain", cujos 14 minutos são preenchidos com seções de música ambiente e fantasmagórica, passagens extremas e limpas e, novamente, um maravilhoso solo melódico.
Não se restringindo à idéia preconcebida de como o Black Metal deva soar – não importa tanto como soa, e sim o que transmite, certo? – o Watain se mantém firme na velha (mas que certamente durará por mais algumas gerações) ideologia, com um áudio sujo e devidamente atualizado. Um belo álbum para ser compartilhado pelos que apreciam as obras de Gorgoroth, Dark Funeral, Marduk e Dissection.
Contato:
http://www.templeofwatain.com
http://www.myspace.com/watainofficial
Formação:
E. (Erik Danielsson) - voz e baixo
P. (Pelle Forsberg) - guitarra
H. (Håkan Jonsson) - bateria
Watain - Lawless Darkness
(2010 / Season Of Mist - importado)
01. Death's Cold Dark
02. Malfeitor
03. Reaping Death
04. Four Thrones
05. Wolves Curse
06. Lawless Darkness
07. Total Funeral
08. Hymn To Qayin
09. Kiss Of Death
10. Waters Of Ain
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A opinião de Tony Iommi sobre "Heaven and Hell", clássico do Black Sabbath
Como o Queen, Sylvester Stallone e uma guitarra quebrada produziram o maior hit de 1982
A música mais pesada do Faith No More, segundo a Metal Hammer
A música do Megadeth inspirada em personagem da Marvel
O álbum do Black Sabbath que a própria banda tentou impedir de ser lançado
Sepultura "rouba o show" no maior festival de heavy metal da Inglaterra, diz a Metal Hammer
Within Temptation deve levar músicos de apoio em próxima turnê
A banda que poderia ter rivalizado com o Iron Maiden, segundo Regis Tadeu
Os 50 melhores discos de todos os tempos, segundo a Classic Rock
O álbum dos Rolling Stones que foi estragado pela banda, segundo Mick Jagger
O segredo que Jimmy Page escondia de seus amigos mais radicais
Johnny Ramone sentiu mais a morte de Dee Dee do que a de Joey Ramone
Morte de Jeff Hanneman aproximou Tom Araya e Kerry King
Novo álbum de Bruce Dickinson não seguirá história de "The Mandrake Project"
Baterista afirma ter orgulho do álbum "Native Tongue", do Poison
George Harrison assistiu show do Deep Purple e achou "muito engraçado"
O que significa "frequentar as festas do Grand Monde", cantado por Cazuza em "Ideologia"
O baixista que John Paul Jones diz ser "perfeito"; "ele sempre foi muito bom"



Erik, do Watain, sobre o metal atual: "Não me sinto parte dessa cena"
RHCP: O monstro saiu da jaula com um de seus melhores trabalhos



