Kalmah: saindo dos rígidos padrões do Melodic Death
Resenha - 12 Gauge - Kalmah
Por Felipe Kahan Bonato
Postado em 09 de agosto de 2010
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O KALMAH é um grupo finlandês de death metal melódico, sendo uma das grandes bandas ao lado de CHILDREN OF BODOM e NORTHER, por exemplo. Em 2010, lançam seu sexto álbum em praticamente uma década de história – sem contar a época sob o nome de ANCESTOR. E mais do que lançar muitos discos, os nórdicos o fazem com muita qualidade.

Mais uma vez, o KALMAH investe em faixas tipicamente pesadas e rápidas, por vezes com alguma influência do thrash metal, além do vocal potente e gutural que marca o estilo. O lado mais thrasher já é mostrado na abertura, "Rust Never Sleeps". A banda parece também muito à vontade com suas composições, mantendo-se equilibrada e sem se concentrar apenas em dado instrumento. Um dos grandes diferenciais do grupo é a boa dosagem dos teclados em suas músicas, como mostrado na épica "Better Not To Tell", com um instrumental mais melódico e cadenciado e com o título da faixa sussurrado potente e lentamente, e na bela e sofrida "Sacramentum".
"Swampwar" é outra que merece destaque, sendo uma das melhores faixas, incluindo vários elementos da música do KALMAH, como ótimos solos, backing vocals e um vocal mais contido e profundo. Em "Hook The Monster", tudo está perfeitamente encaixado, com cada integrante dando seu melhor, dos harmônicos das guitarras ao refrão de vozes muito bem trabalhadas. A agressividade permanece em "Bullet Are Blind" e em "Godeye", que é a aquela que melhor funde o lado épico com o caos raivoso do grupo. A faixa título, por sua vez, traz ótimo vocal, mas perto das demais acaba sendo relativamente convencional, mesmo com o início meio folk. Ainda tem-se, na versão japonesa, a ótima e engraçada "Cold Sweat", cover de THIN LIZZY – como de costume dos finlandeses, que já lançaram também "Skin O’ My Teeth", do MEGADETH.
Nesse disco, o KALMAH consegue dar brilho a suas músicas, tornando-as envolventes e memoráveis, sem perder o peso. Além disso, são trazidos traços de outros estilos, enriquecendo ainda mais seu som e levando o death metal melódico a outro patamar. Apesar da evolução natural, tem-se um único e grande ponto negativo: a curta duração do disco, que deixa aquela vontade de "quero mais". Grande álbum!
Integrantes:
Pekka Kokko – Vocais, guitarra
Antti Kokko – Guitarra
Marco Sneck – Teclados
Timo Lehtinen – Baixo
Janne Kusmin – Bateria
Faixas:
1. Rust Never Sleeps
2. One Of Fail
3. Bullets Are Blind
4. Swampwar
5. Better Not To Tell
6. Hook The Monster
7. Godeye
8. 12 Gauge
9. Sacramentum
Bônus:
10. Cold Sweat
Gravadora: Spinefarm Records
Site oficial: kalmah.com
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Tony Iommi é condecorado membro da Ordem do Império Britânico
Após sair do I Am Morbid, Pete Sandoval anuncia que David Vincent deixa o Terrorizer
Fernanda Lira explica por que Crypta escolheu Victoria Villarreal e não Helena Nagagata
Sonata Arctica cancela show no Uruguai em cima da hora
Baterista do Raven é chamado às pressas para substituir Charlie Benante em show do Anthrax
De Megadeth a Bruce Springsteen, as 10 músicas mais sombrias da história do rock
A lenda nordestina que é o Van Halen brasileiro, segundo Rafael Bittencourt
Os bastidores da saída de Fabio Lione do Angra, segundo Marcelo Barbosa
Rudy Sarzo acredita que morte de Randy Rhoads não foi acidente: "Piloto sabia que ia fazer"
Organizadores do The Town falam sobre vinda de Marilyn Manson em 2027
A banda idolatrada por Eddie Vedder que nunca tocou no Brasil: "Ele era fanático"
Por que Tony Iommi acha que grandes músicos não conseguiam tocar Black Sabbath direito
Pete Sandoval anuncia que não faz mais parte do I Am Morbid
Livro que retrata o Big Four do thrash metal será lançado em novembro
"Esta é a banda dele"; Keith Richards revela quem era o verdadeiro líder dos Rolling Stones
Os dois maiores bateristas de todos os tempos para Lars Ulrich, do Metallica
Fotos de Infância: Kurt Cobain, do Nirvana

O Julgamento do Metal Clássico: Rock Justice impressiona na estreia com "You've Been Served"
Carach Angren - O horror dentro da caixa em "Dance and Laugh Amongst the Rotten"
Animals (1977) - quando o Pink FLoyd resolveu chamar todo mundo de bicho
Moonspell - A grandiosidade do Heavy Metal e da música erudita em "Opus Diabolicum"
Resenha: "Hard-Fi" - Rosa Tattooada (2026)
Depois da ressurreição, Marilyn Manson declara vingança em novo álbum
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Iron Maiden: Grata surpresa e despedida perfeita do gigante
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível



