Rhapsody: mais épico, mais bombástico e mais Heavy Metal
Resenha - Frozen Tears of Angels - Rhapsody of Fire
Por Thiago El Cid Cardim
Postado em 14 de julho de 2010
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Os jornalistas especializados gostam de chamar os caras de "power metal sinfônico". Uma parte dos fãs de metal brinca (alguns em tom até elogioso, outros em tom sacana) dizendo que eles fazem "nerd metal" e/ou "RPG metal". E os próprios músicos já se auto-intitularam "Hollywood Metal" ou "film score metal". Não importa o rótulo: quando se fala na banda italiana Rhapsody of Fire, já dá para saber que tipo de som vamos ouvir. Se você não gosta do gênero, portanto, que fique claro que é bom fugir de "The Frozen Tears of Angels", o mais novo disco de Luca Turilli e seus comandados. Mas para quem gosta, a notícia não poderia ser melhor: estamos falando daquele que é o melhor álbum deles desde "Dawn of Victory", o grande destaque de sua discografia. Sim, senhor, pode comemorar erguendo aos céus seu machado para matar dragões. O Rhapsody of Fire voltou mais épico, mais bombástico e, por que não dizer, mais heavy metal.
"The Frozen Tears of Angels" é a terceira parte da "Dark Secret Saga", nova história de fantasia medieval de inspiração tolkieniana que vem permeando a obra do grupo. A saga conceitual começou em "Symphony of Enchanted Lands II: The Dark Secret" (2004), de longe o mais ambicioso e megalomaníaco disco da trajetória do Rhapsody, inflado de orquestrações, corais e demais recursos aos quais a banda só foi ter acesso com a superprodução de Joey DeMaio (baixista do Manowar).

Logo depois, foi a vez de "Triumph or Agony" (2006), bem menos deslumbrado, menos trilha sonora e mais metal, do jeito que deveria ser. Mas a banda ainda estava retornando aos eixos, retomando as rédeas da própria carreira depois dos muitos problemas profissionais envolvendo a relação com DeMaio e sua gravadora, a Magic Circle. "Triumph or Agony" ainda era um Rhapsody vacilante, tentando reencontrar a própria personalidade. Com "The Frozen Tears of Angels", a pompa e a circunstância estão presentes como sempre, ou este não seria um disco do Rhapsody, claro. Mas o sexteto enfim põe novamente os pés no chão, colocando orquestrações e afins como acessórios para a música, e não o contrário. A principal estrela é a guitarra acelerada de Turilli, que continua tocando na velocidade da luz. Escute a instrumental "Labyrinth of Madness" e me diga se ele não está completamente em casa.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Para quem estava com saudades de canções como "Holy Thunderforce", com aquele jeitão de hino épico como só o power metal nos proporciona, prepare-se: as ótimas "Crystal Moonlight" e "Raging Starfire" estão aqui para isso, com as doses certas de peso, melodia e refrões para sair cantando junto no minuto seguinte. No entanto, para provar que os caras não estão aqui para brincadeira, recomendo a audição de "Reign of Terror" – canção que tem lá seus corais e demais firulas, tudo bem. Mas que também é uma porrada veloz e furiosa, de guitarras quase thrash metal e com Fabio Lione cantando de maneira agressiva como quase nunca se ouve.
Em "The Frozen Tears of Angels", o Rhapsody of Fire ainda manteve uma característica típica dos últimos discos e que vem se mostrando um acerto considerável: a obrigatória canção cantada em italiano. É o idioma natal dos caras e, vamos ser bem sinceros, pelo menos até agora tem encaixado muito bem com a sonoridade metálica. Aqui, temos a bonitinha "Danza di Fuoco e Ghiaccio", uma espécie de balada de inspiração celta a la "Village of Dwarves", que com certeza deve entrar no repertório das apresentações ao vivo da banda.

No fim das contas, para provar que este Rhapsody of Fire é uma banda de energias renovadas, que achou sua própria cara novamente mas que continua soando, afinal das contas, como os fãs sempre quiseram que o Rhapsody of Fire soasse, eles deixaram a faixa-título para o final. E estamos falando de uma composição enorme (com seus mais de 10 minutos), com diversas viradas, quebradeiras na bateria, longos e emocionados riffs...Se isso não é o Rhapsody of Fire mais puro e genuíno, juro que não sei dizer o que é.
Os anjos podem estar chorando. Mas os fãs do som do Rhapsody of Fire estão rindo à toa. E é isso que importa.
Line-Up:
Fabio Lione- Vocal
Luca Turilli – Guitarra
Dominique Leurquin – Guitarra
Patrice Guers – Baixo
Alex Holzwarth – Bateria
Alex Staropoli - Teclado

Tracklist:
1- Dark Frozen World
2- Sea of Fate
3- Crystal Moonlight
4- Reign of Terror
5- Danza di Fuoco e Ghiaccio
6- Raging Starfire
7- Lost in Cold Dreams
8- On the Way to Ainor
9- The Frozen Tears of Angels
10- Labyrinth of Madness
11- Sea of Fate (Orchestral Version)
Outras resenhas de Frozen Tears of Angels - Rhapsody of Fire
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Como "volta às origens" causou saída de Adrian Smith do Iron Maiden
Bangers Open Air tem datas confirmadas para 2027
O guitarrista que fazia Lemmy perder a paciência; "era só pra me irritar"
A banda de metal que Lars Ulrich achava inalcançável, mesmo sem virar gigante como o Metallica
A canção para a qual o Kiss torceu o nariz e que virou seu maior sucesso nos EUA
Elton John revela qual o maior cantor de rock que ele ouviu em sua vida
Derrick Green anuncia estar formando nova banda para o pós-Sepultura
Falar mal do Dream Theater virou moda - e isso já perdeu a graça há tempos
A opinião de Regis Tadeu sobre o clássico "Cabeça Dinossauro" dos Titãs
Os motivos que fizeram Iggor Cavalera recusar reunião com o Sepultura, segundo Andreas Kisser
A banda em que ninguém recusaria entrar, mas Steven Tyler preferiu dizer não
10 discos que provam que 1980 foi o melhor ano da história do rock e do heavy metal
15 bandas de rock e heavy metal que colocaram seus nomes em letras de músicas
Faixa de novo EP do Sepultura remete à música do Black Sabbath cantada por Ian Gillan
O disco do Sepultura que tem vários "hinos do thrash metal", segundo Max Cavalera
A opinião de Regis Tadeu sobre o clássico "The Final Countdown" do Europe
A banda que podia fazer "praticamente qualquer coisa", segundo James Hetfield
Gibson: as dez melhores composições épicas do rock


"Eagles Over Hellfest" é um bom esquenta para o vindouro novo disco do colosso britânico Saxon
Ju Kosso renasce em "Sofisalma" e transforma crise em manifesto rock sobre identidade
Moonspell atinge o ápice no maravilhoso "Opus Diabolicum - The Orchestral Live Show"
Carach Angren - Sangue, mar e condenação no Holandês Voador
Testament - A maestria bélica em "Para Bellum"
Pink Floyd: The Wall, análise e curiosidades sobre o filme

