Rhapsody: mais épico, mais bombástico e mais Heavy Metal

Resenha - Frozen Tears of Angels - Rhapsody of Fire

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Por Thiago El Cid Cardim
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Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Os jornalistas especializados gostam de chamar os caras de “power metal sinfônico”. Uma parte dos fãs de metal brinca (alguns em tom até elogioso, outros em tom sacana) dizendo que eles fazem “nerd metal” e/ou “RPG metal”. E os próprios músicos já se auto-intitularam “Hollywood Metal” ou “film score metal”. Não importa o rótulo: quando se fala na banda italiana Rhapsody of Fire, já dá para saber que tipo de som vamos ouvir. Se você não gosta do gênero, portanto, que fique claro que é bom fugir de “The Frozen Tears of Angels”, o mais novo disco de Luca Turilli e seus comandados. Mas para quem gosta, a notícia não poderia ser melhor: estamos falando daquele que é o melhor álbum deles desde “Dawn of Victory”, o grande destaque de sua discografia. Sim, senhor, pode comemorar erguendo aos céus seu machado para matar dragões. O Rhapsody of Fire voltou mais épico, mais bombástico e, por que não dizer, mais heavy metal.
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“The Frozen Tears of Angels” é a terceira parte da “Dark Secret Saga”, nova história de fantasia medieval de inspiração tolkieniana que vem permeando a obra do grupo. A saga conceitual começou em “Symphony of Enchanted Lands II: The Dark Secret” (2004), de longe o mais ambicioso e megalomaníaco disco da trajetória do Rhapsody, inflado de orquestrações, corais e demais recursos aos quais a banda só foi ter acesso com a superprodução de Joey DeMaio (baixista do Manowar).

Logo depois, foi a vez de “Triumph or Agony” (2006), bem menos deslumbrado, menos trilha sonora e mais metal, do jeito que deveria ser. Mas a banda ainda estava retornando aos eixos, retomando as rédeas da própria carreira depois dos muitos problemas profissionais envolvendo a relação com DeMaio e sua gravadora, a Magic Circle. “Triumph or Agony” ainda era um Rhapsody vacilante, tentando reencontrar a própria personalidade. Com “The Frozen Tears of Angels”, a pompa e a circunstância estão presentes como sempre, ou este não seria um disco do Rhapsody, claro. Mas o sexteto enfim põe novamente os pés no chão, colocando orquestrações e afins como acessórios para a música, e não o contrário. A principal estrela é a guitarra acelerada de Turilli, que continua tocando na velocidade da luz. Escute a instrumental “Labyrinth of Madness” e me diga se ele não está completamente em casa.

Para quem estava com saudades de canções como “Holy Thunderforce”, com aquele jeitão de hino épico como só o power metal nos proporciona, prepare-se: as ótimas “Crystal Moonlight” e “Raging Starfire” estão aqui para isso, com as doses certas de peso, melodia e refrões para sair cantando junto no minuto seguinte. No entanto, para provar que os caras não estão aqui para brincadeira, recomendo a audição de “Reign of Terror” – canção que tem lá seus corais e demais firulas, tudo bem. Mas que também é uma porrada veloz e furiosa, de guitarras quase thrash metal e com Fabio Lione cantando de maneira agressiva como quase nunca se ouve.

Em “The Frozen Tears of Angels”, o Rhapsody of Fire ainda manteve uma característica típica dos últimos discos e que vem se mostrando um acerto considerável: a obrigatória canção cantada em italiano. É o idioma natal dos caras e, vamos ser bem sinceros, pelo menos até agora tem encaixado muito bem com a sonoridade metálica. Aqui, temos a bonitinha “Danza di Fuoco e Ghiaccio”, uma espécie de balada de inspiração celta a la “Village of Dwarves”, que com certeza deve entrar no repertório das apresentações ao vivo da banda.

No fim das contas, para provar que este Rhapsody of Fire é uma banda de energias renovadas, que achou sua própria cara novamente mas que continua soando, afinal das contas, como os fãs sempre quiseram que o Rhapsody of Fire soasse, eles deixaram a faixa-título para o final. E estamos falando de uma composição enorme (com seus mais de 10 minutos), com diversas viradas, quebradeiras na bateria, longos e emocionados riffs...Se isso não é o Rhapsody of Fire mais puro e genuíno, juro que não sei dizer o que é.

Os anjos podem estar chorando. Mas os fãs do som do Rhapsody of Fire estão rindo à toa. E é isso que importa.

Line-Up:
Fabio Lione- Vocal
Luca Turilli – Guitarra
Dominique Leurquin – Guitarra
Patrice Guers – Baixo
Alex Holzwarth – Bateria
Alex Staropoli - Teclado

Tracklist:
1- Dark Frozen World
2- Sea of Fate
3- Crystal Moonlight
4- Reign of Terror
5- Danza di Fuoco e Ghiaccio
6- Raging Starfire
7- Lost in Cold Dreams
8- On the Way to Ainor
9- The Frozen Tears of Angels
10- Labyrinth of Madness
11- Sea of Fate (Orchestral Version)

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Sobre Thiago El Cid Cardim

Thiago Cardim é publicitário e jornalista. Nerd convicto, louco por cinema, séries de TV e histórias em quadrinhos. Vegetariano por opção, banger de coração, marvete de carteirinha. É apaixonado por Queen e Blind Guardian. Mas também adora Iron Maiden, Judas Priest, Aerosmith, Kiss, Anthrax, Stratovarius, Edguy, Kamelot, Manowar, Rhapsody, Mötley Crüe, Europe, Scorpions, Sebastian Bach, Michael Kiske, Jeff Scott Soto, System of a Down, The Darkness e mais uma porrada de coisas. Dentre os nacionais, curte Velhas Virgens, Ultraje a Rigor, Camisa de Vênus, Matanza, Sepultura, Tuatha de Danaan, Tubaína, Ira! e Premê. Escreve seus desatinos sobre música, cinema e quadrinhos no www.observatorionerd.com.br e no www.twitter.com/thiagocardim.

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