Ocultan: vida inteligente além do satanismo descartável
Resenha - Atombe Unkuluntu - Ocultan
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 07 de maio de 2010
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
É, passou-se um longo tempo desde que o paulistano Ocultan iniciou suas atividades... As mudanças de integrantes ainda são uma constante, mas o mentor Count Imperium é persistente e possui consciência do potencial do grupo, tanto que, a cada álbum lançado alcança-se um novo patamar no cenário underground Black Metal nacional.

Pois bem, esta escalada continuará com "Atombe Unkuluntu", que inclusive marca o retorno do próprio baterista Imperium à função de vocalista, posto já ocupado nos primórdios da trajetória do Ocultan. O trabalho das guitarras de Lady Of Blood está ótimo, com riffs pesadíssimos e sempre explorando e encaixando harmonias ao longo do repertório, além de a seção rítmica continuar a fazer uso de elementos do Death Metal.
Com um encarte apresentando as respectivas traduções de suas letras, algo muito característico e que faz toda a diferença em seu Black Metal é a forma como o conjunto trabalha seu conteúdo lírico, abordando o ocultismo, simbologia e história de personagens que deram origem às divindades africanas que posteriormente encontram terreno fértil aqui mesmo, no Brasil.
Apesar de toda a experiência e bagagem adquiridas ao longo dos anos proporcionarem uma coleção de canções bastante linear e que mereça cuidadosa atenção, algumas conseguem se distinguir, em especial o clima épico da própria faixa-título, o padrão tradicional de "Tata Caveira", além de a interpretação e todas as mudanças de ritmos de "Kakulo (Reign Of The Ancient Dead)".
O Ocultan mostra que existe vida inteligente além do mero satanismo descartável, tão freqüente na cena mundial. Chegando ao mercado nacional via Free Mind Records, "Atombe Unkuluntu" é mais um exemplo de como nosso exótico Brasil soube, há tempos, se desenvolver em termos de Heavy Metal, propiciando a melhor safra de bandas de sua história. Excelente disco!
Contato:
http://www.ocultan.com
http://www.myspace.com/darkf666
Formação:
Count Imperium - voz e bateria
Lady Of Blood - guitarra
Magnus Hellcaller - baixo
Ocultan - Atombe Unkuluntu
(2010 / Free Mind Records - nacional)
01. Kalunga Ngombe (intro)
02. Atombe Unkuluntu
03. Tata Caveira
04. Rites Of Dark Legions
05. Unguia Unketa Muki Azan Akodi
06. King Of The Night Tribes
07. O Triunfo da Escuridão
08. Kakulo (Reign Of The Ancient Dead)
09. Uanga Asueki (Outro)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Por que Ricardo Confessori e Aquiles ainda não foram ao Amplifica, segundo Bittencourt
Show do Guns N' Roses no Rio de Janeiro é cancelado
Adrian Smith reconhece que o Iron Maiden teria acabado se Nicko McBrain não saísse
A banda que é "obrigatória para quem ama o metal brasileiro", segundo Regis Tadeu
Dave Mustaine admite que seu braço está falhando progressivamente
Cinco álbuns que foram achincalhados quando saíram, e que se tornaram clássicos do rock
O disco nacional dos anos 70 elogiado por Regis Tadeu; "hard rock pesado"
A música de Raul Seixas que faria ele ser "cancelado" nos dias de hoje
Como uma canção "profética", impossível de cantar e evitada no rádio, passou de 1 bilhão
Todas as tretas de Renato Russo com diversas bandas do rock nacional explicadas
As duas músicas do Metallica que Hetfield admite agora em 2026 que dão trabalho ao vivo
A banda Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs que André Barcisnski incluiu no melhores do ano
A lenda do rock que Axl "queria matar", mas depois descobriu que era tão ferrado quanto ele
O clássico que é como o "Stairway to Heaven" do Van Halen, segundo Sammy Hagar
Por que David Gilmour é ótimo patrão e Roger Waters é péssimo, segundo ex-músico


Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Metallica: em 1998, livrando a cara com um disco de covers
Whitesnake: Em 1989, o sobrenatural álbum com Steve Vai


