Slayer: peso e qualidade num dos melhores discos do ano

Resenha - World Painted Blood - Slayer

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Fernão Silveira
Enviar correções  |  Ver Acessos


Não que o SLAYER precise provar alguma coisa para alguém, mas os caras acertaram a mão (de novo!). Em "World Painted Blood", recém-lançado trabalho do seminal quarteto thrasher da Bay Area, encontramos um dos melhores discos de 2009. Conciso (11 músicas e menos de 40 minutos), moderno e brutal, trata-se de um trabalho facilmente comparável - em termos de qualidade, e não em tentativa de cópia de um passado de glórias, diga-se de passagem - a obras-primas como "Reign in Blood" (1986) ou "Seasons in the Abyss" (1990).

Covers: quando bandas de Heavy e Power Metal prestam tributoOzzy Osbourne: dando "chega mais" em Mônica Apor na coletiva

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Seria injusto classificar "Diabolus in Musica" (1998) e "God Hates Us All" (2001) como álbuns ruins, embora eles estejam alguns degraus abaixo de "Christ Illusion" (2006), que marcou a volta de Dave Lombardo aos tambores do SLAYER. Mas é evidente que "World Painted Blood" recoloca Tom Araya (baixo e vocal), Kerry King (guitarra), Jeff Hanneman (guitarra) e Lombardo no nível de excelência que eles merecem. Eis um thrash metal como manda a cartilha que eles, METALLICA, MEGADETH, ANTHRAX e outros bastiões ajudaram e escrever na Califórnia dos anos 80.

"World Painted Blood", a música, abre o disco de forma magistral. Não é exagero dizer que esta é uma das melhores compostas pelo SLAYER em anos. De cara, ao ouvir as guitarras de King e Hanneman em duelo infernal, já se pode perceber que os trabalhos no estúdio e a produção executiva do onipresente Rick Rubin fizeram muito bem à banda. "Unit 731", que vem na sequência, mata a saudade de fãs afeitos à pegada grindcore de "Undisputed Attitude" (1996). E "Snuff" nos ajuda a recordar o quanto Lombardo é bom atrás do set de bateria.

"Beauty Through Order", com sua coloração altamente doom, é uma das melhores do CD, além de mostrar o quanto a banda se sente confortável em passear pelas mais diversas vertentes do metal. "Hate Worldwide", "Public Display of Dismemberment" e "Psychopathy Red" mostram que não é preciso mais do que três minutos de pauleira para encaixar uma letra profunda, solos alucinados, bateria em altíssima rotação e um vocal que parece socar o seu estômago - receita básica do melhor thrash metal.

O desfile de excelência prossegue em "Human Strain", "Americon" e "Not of this God" (outra digna de lugar em qualquer "Best Of"). E uma boa surpresa fica por conta de "Playing with Dolls", sombria e inquietante, que dá nome ao curta-metragem de animação produzido por Mark Brooks - filme inspirado e baseado nas músicas do disco, encartado como DVD bônus da versão especial americana. Show de bola!

Para seguir o caráter conciso e econômico de "World Painted Blood", vale a pena fechar este review com uma descrição sucinta: ótimo.

"World Painted Blood" - SLAYER

World Painted Blood
Unit 731
Snuff
Beauty Through Order
Hate Worldwide
Public Display of Dismemberment
Human Strain
Americon
Psychopathy Red
Playing With Dolls
Not of this God

Gravadora: American Recordings (importado)


Outras resenhas de World Painted Blood - Slayer

Slayer: 23 anos após Reign In Blood, outro álbum magistral

Slayer: em forma como nunca, fazendo o inferno como sempreSlayer
Em forma como nunca, fazendo o inferno como sempre




GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Todas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDsTodas as matérias sobre "Slayer"


Ministry: Slayer é barulho e Kerry King um otário cuzãoMinistry
Slayer é "barulho" e Kerry King um "otário cuzão"

Slayer: King está preparado para fazer uma turnê de despedidaSlayer
King está preparado para fazer uma turnê de despedida


Covers: quando bandas de Heavy e Power Metal prestam tributoCovers
Quando bandas de Heavy e Power Metal prestam tributo

Ozzy Osbourne: dando chega mais em Mônica Apor na coletivaOzzy Osbourne
Dando "chega mais" em Mônica Apor na coletiva


Sobre Fernão Silveira

Paulistano, são-paulino, nascido nos "loucos anos 70" (1979 ainda é década de 70, certo?) e jornalista. Sua profissão já o levou a cobrir momentos antológicos da história da humanidade, como o título paulista do São Caetano, a conquista da Copa do Brasil pelo Santo André, a visita de Paris Hilton a São Paulo e shows de bandas como Judas Priest, Whitesnake, W.A.S.P., Megadeth, Slayer, Scorpions, Slipknot, Sepultura e por aí vai. Ainda tem muito gás para o nobre ofício jornalístico, mas acha que não vai muito mais longe depois de ter entrevistado Blackie Lawless, Glenn Tipton, Rogério Ceni e, claro, Paris Hilton.

Mais matérias de Fernão Silveira no Whiplash.Net.

adGoo336