Agathocles: começando a se repetir após duas décadas

Resenha - Grind Is Protest - Agathocles

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Por Ben Ami Scopinho
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Ainda que seja um osso verdadeiramente duro de roer, o Agathocles conquistou um público que o elevou à categoria de uma das mais cultuadas bandas extremas do underground, cuja discografia é tão extensa que está com quase 200 registros. E não é erro de digitação, não! O número é esse mesmo: praticamente 200 participações em LPs, Splits, CDs, Eps, coletâneas, etc. "Grind Is Protest" foi liberado no final de 2008, e, para se manter aquecido, neste ano o pessoal já encarou mais um split. Os caras conseguem gerar mais crias do que coelhos...!

Sua nova anarquia musical é dedicada ao companheiro baixista Tony, que, aos 35 anos, decidiu por fim à sua vida em agosto de 2008. O incansável e único membro da formação original, Jan Frederickx, trocou o baixo pela guitarra – obviamente continua cantando – e, juntamente com Nils Laureys (bateria) e o novato Bram Criekemans (baixo), o Agathocles dispara 40 faixas de seu famigerado Mincecore (a banda assim classifica sua música), cuja audição beira os 35 minutos.

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E, considerando que o conjunto praticamente não libera mais álbuns com uma sonoridade muito diferente desde o começo deste milênio, "Grind Is Protest" até consegue seguir uma linha mais old school. Com grandes doses de Punk em meio ao seu Grindcore e Heavy Metal, tudo continua com aquele jeitão descompromissado e ofensivo, como se pode esperar dos belgas.

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Mas, ainda que o sobrecarregado Agathocles continue sendo honesto em sua proposta, infelizmente está começando a se repetir após mais de duas décadas insistindo em liberar registro após registro, sem dar tréguas. É claro que é muito difícil tornar um repertório realmente interessante, ainda mais quando ele é formado por tantas micro-canções... E as novas faixas nem são ruins, que fique claro. Possuem sua ponderada dose de energia, mas se o ouvinte não está dando muita atenção, é muito fácil perder a transição de uma canção para outra.

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Em suma, parte do novo álbum está longe de ser realmente estimulante e passa mais longe ainda de causar aquela sensação de entorpecimento que, por exemplo, clássicos do porte de "Razor Sharp Daggers" (95) ou "Thanks For Your Hostility" (96) ainda conseguem, nos dias de hoje, causar no público que aprecia o estilo. Ainda que "Grind Is Protest" seja um disco ‘apenas’ decente, a banda já deu provas de que consegue fazer muito melhor.

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Formação:
Jan Frederickx - voz e guitarra
Bram Criekemans - baixo
Nils Laureys - bateria

Agathocles - Grind Is Protest
(2008 / Displeased Records – importado)

01. Grind Is Protest
02. Only Friction
03. Bon Apetit
04. Legions Of Consumption
05. Pathetic
06. Bang Bang
07. Worthless
08. Open The Gates
09. Paula
10. Big Flat Cages
11. Run Whitey Run
12. Ministries Of Arms
13. Contradiction
14. Desk Armada
15. Liberal Cancer
16. Ring Tone Rip Off
17. Porcelain A
18. Hype And Go
19. Bad Ass Farmer
20. Electrifarce
21. Axe The Tax
22. Voor War Het Baat
23. Religious Fucking Dope
24. Hear More
25. VMO
26. Bank (Rupt) Cards
27. Todays Solution
28. Infoverdose
29. Knights Of The Cash
30. Too Fast
31. Tension
32. Horns Up - Fuck Off
33. Not A Bit
34. Monitored And Controlled
35. Abolition
36. Chronic Death
37. Necessity
38. Solution Or Prob
39. Arbeit Macht Krank
40. Arrows Of Death

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Homepage: www.agathocles.com




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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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