O disco que David Gilmour diz que todo guitarrista precisa conhecer
Por Bruce William
Postado em 14 de maio de 2025
Antes de influenciar gerações com sua guitarra no Pink Floyd, David Gilmour foi um aprendiz como qualquer outro. E, como muitos dos grandes nomes britânicos dos anos 1960, encontrou sua primeira grande escola nos velhos riffs do blues americano. Mas foi um disco inglês que realmente moldou o início de seu estilo — um álbum que, segundo ele, deveria ser conhecido por qualquer guitarrista em formação.
Lançado em 1966, o álbum "Blues Breakers with Eric Clapton", de John Mayall & The Bluesbreakers, foi um divisor de águas para a cena do blues britânico. A sonoridade pesada da guitarra de Clapton, o timbre do amplificador cravado no talo e a pegada limpa, mas agressiva, impactaram toda uma geração. Para Gilmour, aquilo era um manual de riffs, bends e sentimento.
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Falando à revista Relix em 2015, Gilmour explicou como tentava reproduzir cada detalhe das frases tocadas por Clapton: "Passei um tempo tentando aprender a tocar os licks deles perfeitamente. Qualquer guitarrista jovem deveria fazer isso — isso força seu próprio estilo a surgir."
Ele ainda completou, conforme relembra a Far Out: "Você acaba aprendendo a tocar o material deles muito bem. Mas, eventualmente, vai encontrar seu próprio estilo a partir disso. Ele se impõe no meio da cópia." A frase resume bem o caminho que muitos seguiram: copiar os mestres até encontrar algo que soasse como "seu".
Na época em que Gilmour se apaixonava por esses sons, Clapton já estava se tornando um ícone. E, mesmo que o Pink Floyd tenha enveredado por um território mais psicodélico do que blueseiro, os fundamentos de Gilmour continuam marcados por aquela linguagem — especialmente nos solos lentos, emotivos e cheios de espaço.
Curiosamente, o álbum saiu em 1966, um ano antes de Gilmour entrar no Pink Floyd para assumir as guitarras no lugar de Syd Barrett. É possível que a sonoridade do disco tenha sido uma das alavancas que o empurraram na direção da banda que definiria sua carreira.
Entre tantos álbuns que ajudaram a moldar os grandes guitarristas do rock britânico, este segue como um dos mais citados e estudados. E, para David Gilmour, ainda é a melhor porta de entrada para quem quer aprender não só a tocar — mas a descobrir o próprio som.
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