Kingdom Come: bom e velho Hard Rock por demais escondido
Resenha - Magnified - Kingdom Come
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 11 de abril de 2009
Nota: 5 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O leitor que acompanhou os lançamentos na década de 1980 deve se lembrar do alemão Kingdom Come, cujo debut auto-intitulado de 1988 gerou muita polêmica em função da incrível semelhança do timbre de voz de seu líder, Lenny Wolf, com o de Robert Plant, do Led Zeppelin. A crítica e os ofendidos fãs do extinto Zeppelin malharam o Kingdom Come a ponto de chamá-los de ‘Kingdom Clone’, o que foi um desperdício, pois sua música era de excelente qualidade.

A partir daí passaram-se uma infinidade de músicos pela banda, mas sempre tendo à frente um insistente Lenny que nunca deixou de liberar discos, geralmente mesclando ao seu Hard Rock algumas das tendências musicais do momento. Assim sendo, agora o Kingdom Come chega com "Magnified", cuja belíssima capa diz muito sobre os rumos que a Música vem tomando neste novo milênio, onde parte do público vem deixando de lado os discos propriamente ditos para simplesmente acumular arquivos compactados em seus computadores.
"Magnified" é o décimo-primeiro álbum de estúdio que mostra agora um retorno mais acentuado àqueles arranjos com as características do rock pesado setentista, sendo apresentados de forma obscura e muito, mas realmente muito distorcidos. E é claro que tudo não deixa de ser esporadicamente pontuado por muitas ocasiões escancaradamente alternativas, seja com efeitos eletrônicos (quase) sutis ou passagens orquestradas.
O resultado final é algo moderno e meio hipnótico, mas que fatalmente dividirá as opiniões em função da irregularidade de seu repertório, que consegue transmitir as mais variadas sensações ao ouvinte, indo desde uma empolgação que somente o bom e velho Rock´n´Roll pode proporcionar a uma melancolia quase doentia. Destaques? Talvez – e só talvez – as baladas "24 Hours" e "Unwritten Language", além de "So Unreal", rockaço que provavelmente será novamente comparado aos feitos do Led Zeppelin.
A habilidade que Lenny Wolf desenvolveu como produtor vem sendo lapidada há décadas, e não há como questionar algo neste ponto em "Magnified". O Kingdom Come não teme seguir o caminho que ache o correto para sua música, tanto que a mesma mudou muito desde o início de sua trajetória. O bom e velho Hard Rock ainda está lá, mas o problema é que muitas vezes se encontra por demais escondido...
Formação:
Lenny Wolf - voz e guitarra
Eric Foerster - guitarra
Frank Binke - baixo
Hendrik Thiesbrummel - bateria
Kingdom Come – Magnified
(2009 / Planet Music Media - importado)
01. Living Dynamite
02. No Murderer I Kiss
03. 24 Hours
04. So Unreal
05. When I Was
06. Over You
07. Sweet Killing
08. Unwritten Language
09. Hey Mama
10. The Machine Inside
11. Feeding The Flame
Homepages:
http://www.kingdomcome.de
http://www.myspace.com/lennywolf
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O hit do rock nacional que boa parte do Brasil não sabe o que significa a gíria do título
Dave Mustaine admite que pode não ter outra chance de falar com James Hetfield e Lars Ulrich
Nazareth é a primeira atração confirmada do Capital Moto Week 2026
O melhor riff da história do heavy metal, segundo Max Cavalera (ex-Sepultura)
As cinco piores músicas do Iron Maiden, segundo o Loudwire
O "Big Four" das bandas de rock dos anos 1980, segundo a Loudwire
Dave Mustaine afirma que não há motivos para não ser amigo dos integrantes do Metallica
As cinco melhores músicas do Iron Maiden, segundo o Loudwire
O maior guitarrista do grunge de todos os tempos, segundo Jerry Cantrell do Alice in Chains
A lenda da banda que foi batizada por suas músicas durarem menos do que 1 minuto
Spiderweb - supergrupo de prog com membros do Genesis, Europe e Angra lança single beneficente
Rush anuncia mais um show em São Paulo para janeiro de 2027
Bootleg lendário do Pink Floyd gravado por Mike Millard será lançado oficialmente em CD no RSD
5 bandas de rock que melhoraram após trocar de vocalista, segundo Gastão Moreira
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
Venom compartilha foto de bar brasileiro pintado com a icônica capa do disco Black Metal
Charlie Brown Jr: como Chorão foi corrompido após ficar rico, segundo Tadeu Patolla
Tamanho é documento?: os Rock Stars mais altos e baixos



"Ritual" e o espetáculo sensorial que marcou a história do metal nacional
Blasfemador entrega speed/black agressivo e rápido no bom "Malleus Maleficarum"
Tierramystica - Um panegírico a "Trinity"
GaiaBeta - uma grata revelação da cena nacional
Before The Dawn retorna com muito death metal melódico em "Cold Flare Eternal"
CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal



