Running Wild: uma obra coesa, homogênea e definitiva

Resenha - Black Hand Inn - Running Wild

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por Rodrigo Simas
Enviar correções  |  Comentários  | 

Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Relançado em 2007 com duas faixas bônus, "Black Hand Inn" (1994) é considerado por muitos uma continuação ao clássico "Pile Of Skullls" (1992). Por outros, como a melhor performance em estúdio do Running Wild. Com a entrada do multi-banda Jörg Michael na bateria e do competente Thilo Hermann na guitarra, Rock ‘n’ Rolf – compositor, fundador e líder do grupo – conseguiu criar uma obra coesa, homogênea e definitiva em sua vasta discografia.
5000 acessosRolling Stone: as 10 melhores bandas de Heavy Metal5000 acessosVarg Vikernes: "Sou muito mais assustador na vida real..."

Unindo características de vários sub-gêneros do heavy metal, o Running Wild criou uma identidade própria que, mesmo com a entrada de novos membros e as constantes mudanças de formação, dificilmente é abalada. Desde "Under Jolly Roger", seu terceiro álbum, lançado em 1987, o grupo entrou de cabeça no conceito pirata, que hoje em dia se confunde com sua própria história e influencia desde sua música até seus temas, letras, capas e roupas.

"Black Hand Inn" é um trabalho conceitual - mesmo que algumas músicas não sigam o enredo ao pé da letra - e conta a trama de um homem que descobre um grande segredo escondido da humanidade e por isso é injustamente queimado na fogueira como um demônio. Melodias épicas, riffs primorosos e a típica bateria power-metal acompanham Rolf Kaspareck durante toda a história, que começa com a introdução “The Curse” e prepara o clima para a homônima “Black Hand Inn”.

Fortemente influenciadas pelo metal oitentista, mas usando todas as ferramentas de uma produção mais moderna, as 11 faixas que compõem a obra original (além das duas bônus: as boas “Dancing On A Minefield” e “Poisoned Blood”) são, em sua grande maioria, speed/power-metal da melhor categoria, calcadas em riffs inspirados por bandas como Judas Priest e Accept e os inigualáveis vocais de Rock ‘n’ Rolf, em ótima fase.

As excelentes “The Privateer”, “The Phantom Of The Black Hand Inn” e “Powder And Iron” já valem o dinheiro investido e representam tudo o que há de melhor em Black Hand Inn, que ainda mostra um lado mais rock ‘n’ roll em “Soulless” e na menos veloz “Fight The Fire Of Hate”. A longa “Genesis (The Making And The Fall Of Man)” - com seus mais de 15 minutos de duração - encerra a história marcando (junto com "Pile Of Skulls") o auge do Running Wild, que começou a decair de produção a partir do próximo trabalho, "Masquerade", bem menos criativo (mas ainda assim interessante) que seus predecessores.

Site oficial:
http://www.running-wild.de

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Running Wild"

Metal AlemãoMetal Alemão
About.com elege as melhores bandas

Top 10Top 10
Os mais influentes álbuns de Metal Tradicional

0 acessosTodas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDs0 acessosTodas as matérias sobre "Running Wild"

Rolling StoneRolling Stone
As 10 melhores bandas de Heavy Metal

Varg VikernesVarg Vikernes
"Sou muito mais assustador na vida real porque sou real!"

Mórbida semelhançaMórbida semelhança
Alice Cooper e Gretchen

5000 acessosAutismo: rockstars famosos autistas, ou com suspeita de autismo5000 acessosGuitarristas: 15 músicos que provavelmente você não conhece5000 acessosEm 03/02/1959: Buddy Holly, Ritchie Valens e Big Bopper morrem em acidente aéreo5000 acessosGuns N' Roses: "não sei se isto pode ser chamado de reunião", diz Gilby Clarke5000 acessosIron Maiden: Nicko McBrain e o conflito com sua fé cristã5000 acessosThe Agonist: Alissa descreve demissão como "pior traição da vida"

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Sobre Rodrigo Simas

Designer, carioca e tricolor. Começou a ouvir música aos 11 anos, com Iron Maiden, Metallica e Rush. Tem como hobby quase profissional, a música. Além de produzir shows e eventos, trabalhou por 5 anos em loja especializada em Heavy Metal, e já escreveu para alguns sites e revistas de música. Hoje escuta de tudo um pouco, e cada vez mais descobre que existem apenas dois tipos de música: a boa e a ruim, independente do estilo. Bandas e artistas favoritos: Dave Matthews Band, Peter Gabriel, Rush, Iron Maiden, Led Zeppelin, Ben Harper, Radiohead, System of a Down... e a lista continua…

Mais informações sobre Rodrigo Simas

Mais matérias de Rodrigo Simas no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online