Poisonblack: honrando com folgas o termo "heavy"
Resenha - A Dead Heavy Day - Poisonblack
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 17 de janeiro de 2009
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Desde que estreou em disco no ano de 2003, o Poisonblack vem rachando as opiniões da crítica especializada. Não importa, pois seu terceiro álbum, "A Dead Heavy Day", independente do possível ceticismo acerca do trabalho, tem muitos elementos para novamente cair no agrado dos velhos fãs e, melhor, possivelmente atrair novos interessados pelo grupo ao redor do globo.

Com "A Dead Heavy Day" o conjunto se afasta um pouco dos limites do Gothic Metal e outra vez segue investindo em estruturas mais pesadas, com maior ênfase nas guitarras. E, mesmo sendo do conhecimento de todos que a proposta de Ville Laihiala sempre foi elaborar algo distinto do saudoso Sentenced, inegavelmente há várias características aqui, que, conscientemente ou não, continuam resgatando algo da atmosfera de sua ex-banda.
Laihiala continua explorando sua voz de forma angustiada ao lado de ocasiões mais introspectivas, e com certeza é o ponto-chave na sonoridade do Poisonblack – mas é claro que isso não exime a força dos riffs constantemente bem trabalhados, uma seção rítmica muito atuante e refrões tão atraentes. Os teclados? Estão lá, mas geralmente em segundo plano e dando apenas uma tônica mais melancólica às composições.
E a sinergia destes fatores comprova que os finlandeses estão funcionando como uma banda perfeitamente lubrificada, tanto que o repertório se sustenta completamente. Além da grudenta "Bear The Cross" (ô refrãozinho!) que foi o merecido primeiro single, há vários outros destaques, tendo nas saturadas "Diane" e "Me Myself And I" as óbvias faixas pesadas e, principalmente, a emocional "Only You Can Tear Me Apart", que começa lenta e vai crescendo gradualmente, se revelando uma boa síntese da proposta do CD.
Mas, estranha observação: por mais incongruente que possa parecer, as canções são previsíveis, mas ainda assim não comprometem os pouco mais de 56 minutos de audição, que se tornam realmente gratificantes para quem admira a carreira de Laihiala. "A Dead Heavy Day" é o mais forte álbum do Poisonblack e honra com folgas o termo ‘heavy’ de seu título. Esta versão é importada e com um preço bem salgado, mas merece uma conferida!
Formação:
Ville Laihiala - voz e guitarra
Janne Markus - guitarra
Marco Sneck - teclados
Antti Remes - baixo
Tarmo Kanerva - bateria
Poisonblack - A Dead Heavy Day
(2008 / Century Media Records – importado)
01. Introuder
02. Diane
03. Left Behind
04. Bear The Cross
05. A Dead Heavy Day
06. Me Myself And I
07. X
08. Human-Compost
09. The Days Between
10. Hatelove
11. Low Life
12. Only You Can Tear Me Apart
Homepage: www.poisonblackbrasil.tk
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Iron Maiden anuncia reta final da "Run for Your Lives" e confirma que não fará shows em 2027
Mikael Åkerfeldt (Opeth) não conseguiria nem ser amigo de quem gosta de Offspring
Download Festival anuncia novas atrações e divisão de dias para a edição 2026
Sepultura lança "The Place", primeira balada da carreira, com presença de vocal limpo
Nicko McBrain celebra indicação do Iron Maiden ao Rock and Roll Hall of Fame
Bruce Dickinson, do Iron Maiden, já desceu a mamona do Rock and Roll Hall of Fame
A maior dificuldade de Edu Ardanuy ao tocar Angra e Shaman na homenagem a Andre Matos
João Gordo explica o trabalho do Solidariedade Vegan: "Fazemos o que os cristãos deveriam fazer"
Rock and Roll Hall of Fame anuncia indicados para edição 2026
Indireta? Fabio Lione fala em "ninho de cobras" e "banda de palhaços" após show do AC/DC
AC/DC - um show para os fãs que nunca tiveram chance
Por que Joe Perry quase perdeu a amizade com Slash, segundo o próprio
A música do Metallica que James Hetfield achou fraca demais; "Tá maluco? Que porra é essa?"
"Burning Ambition", a música que dá título ao documentário de 50 anos do Iron Maiden
Loudwire lista 45 nomes que mereciam uma vaga no Rock and Roll Hall of Fame
Roadrunner: os álbuns mais desprezados de todos os tempos
Vocalistas: cantora clássica analisa cinco ícones do Heavy Metal
A banda brasileira que "mudou o jogo para sempre", segundo Dave Grohl do Foo Fighters



"Ritual" e o espetáculo sensorial que marcou a história do metal nacional
Blasfemador entrega speed/black agressivo e rápido no bom "Malleus Maleficarum"
Tierramystica - Um panegírico a "Trinity"
GaiaBeta - uma grata revelação da cena nacional
Before The Dawn retorna com muito death metal melódico em "Cold Flare Eternal"
CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal



