Carro Bomba: mais atual, mas não mais suave ou acessível

Resenha - Nervoso - Carro Bomba

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Por Fábio Cavalcanti
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Nota: 7


Fazer música com um pé no chamado "rock 'n' roll das antigas" nunca foi o forte da maioria das bandas de rock nacionais. Mas, pesquisando a fundo no cenário underground, pode-se encontrar algumas poucas bandas que usam e abusam do rock mais cru, direto e "sem frescuras" (tudo isso feito com bastante competência, diga-se de passagem). Um grande exemplo é o Carro Bomba, que lançou em 2008 o seu terceiro álbum: "Nervoso".

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Para quem não conhece, o Carro Bomba, inicialmente um "power trio", lançou 2 álbuns com fortes influências do rock setentista, sempre favorecendo o peso e a agitação. Dessa vez, após mudanças na formação (em especial, a adição do vocalista Rogério Fernandes como quarto membro), a banda resolveu apostar em uma sonoridade diferente e mais atual. Mas, se você pensou em algo mais suave ou mais acessível, errou feio!

A faixa de abertura "Punhos de Aço", com sua guitarra pesada e bateria "matadora", certamente levará o ouvinte a fincar seus dentes e se preparar para receber mais "pedrada" em faixas como "Sangue de Barata", "Bomba Blues" (esta bem "stoner rock"), "Válvula" e "Intravenosa". Já as arrastadas "Fui" e "O Passageiro da Agonia" podem desagradar os fãs do lado mais "setentista" da banda, por sugarem muito da fonte do "sludge metal".

As letras de "Nervoso" também conseguem chamar atenção, por serem bastante fiéis à proposta realmente "agressiva" do álbum. Com isso, temos um trabalho ainda mais homogêneo, e com uma identidade muito bem definida. Mas, não pense em simples "revolta adolescente". Escutando as faixas "O Foda-se" e "O Foda-se II" com atenção, nota-se algo mais "profundo" do que aquilo que os títulos sugerem...

Sim, o Carro Bomba arriscou fazer um som mais pesado e atual, conseguindo um resultado positivo. Não, este não é o melhor trabalho da banda. Por outro lado, "Nervoso" terá um espaço especial na discografia do quarteto se for mantido como uma experimentação "única". Afinal, sejamos sinceros: o que mais chama atenção no Carro Bomba não é a "chupação" do rock "das antigas", feita com extrema competência em seus 2 primeiros álbuns? Pois então...

Músicas:
1. Punhos de Aço
2. Sangue de Barata
3. Bomba Blues
4. Fui
5. Válvula
6. O Passageiro da Agonia
7. O Foda-se
8. O Foda-se II
9. Intravenosa


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Sobre Fábio Cavalcanti

Baiano, sempre morou em Salvador. Trabalha na área de Informática e ¨brinca¨ na bateria em momentos vagos, sem maiores pretensões. Além disso, procura conhecer novas - e antigas - bandas dos mais variados subgêneros do rock. Por fim, luta para divulgar, sempre que possível, o pouco conhecido cenário rocker da tão sofrida ¨Terra do Axé¨.

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