Mythological Cold Towers: música, madura e bem estruturada
Resenha - Vanished Pantheon - Mythological Cold Towers
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 10 de dezembro de 2008
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Natural de Osasco (SP) e na ativa desde 1994, o Mythological Cold Towers já conquistou boa parte do público com a qualidade e abrangência musical de seus registros. "The Vanished Pantheon" é seu terceiro álbum e novamente se revela uma obra um tanto quanto incomum, principalmente se comparada com o que vem sendo disponibilizado mundo afora.

Mantendo a tradição de seu último disco, o repertório de "The Vanished Pantheon" contém poucas músicas, mas todas de longa duração – são cinco faixas que beiram os 50 minutos – e cuja concepção lírica aborda o desaparecimento de continentes como Lemúria e Atlântida. A linha musical se aproxima do Doom, ainda que certas experimentações lhes injetem um caráter bastante épico e de uma peculiar atmosfera negra, violenta e mística.
E assim funciona a coisa toda, geralmente de forma surpreendente em cada uma das cinco composições - quando analisadas de forma individual. O ‘modus operandi’ do conjunto têm nos riffs distorcidos, orquestrações e intrigantes linhas vocais ásperas como a base de sua música, madura e bem estruturada. E talvez este venha a ser o ponto que venha a desagradar parte do público: esta mesma base acaba por exibir certa similaridade entre as faixas, que por sua vez gera uma audição mais longa do que deveria. Ou seja, há algumas passagens que não conseguem segurar a atenção do ouvinte.
A produção também poderia ser algo mais límpida, pois a constante faceta dramática de "The Vanished Pantheon" praticamente clama por isso. O Mythological Cold Towers tem em mãos um típico álbum que dividirá as opiniões – e isto está longe de ser algo depreciativo, pois este feito geralmente só é alcançado por quem segue seus próprios passos quando elabora um trabalho artístico – e este já é um motivo mais do que suficiente para a banda merecer muitos elogios.
Formação:
Samej - voz
Shammash - guitarra
Lord Mephyr - baixo
Flagellum - teclados
Hamon - bateria
Mythological Cold Towers - The Vanished Pantheon
(2008 / Somber Music – nacional)
01. When the Solstice Reachs The Apogee
02. Tula
03. The Shine Of Lemuryan Cataclysm
04. Ancestral Solar Emblem
05. The Vanished Pantheon
Homepage: www.mythologicalcoldtowers.com
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As 11 melhores bandas de rock progressivo dos EUA, segundo a Loudwire
A música do Queen que Freddie Mercury considerava melhor que "Bohemian Rhapsody"
Como Paulo Ricardo faz para evitar que suas músicas soem muito metal ou hard rock
Max Cavalera explica o que fez o Sepultura mudar o som em "Chaos A.D."
As 25 melhores bandas de todos os tempos, segundo a Classic Rock
A banda americana dos anos 1970 que é a maior influência da nova baterista do Rush
O projeto que é os "quatro tenores do rock", segundo Eric Martin
Nocturno Culto explica por que o Darkthrone nunca mais tocou ao vivo
Rush inicia novo capítulo de uma carreira baseada em fortes convicções
O melhor álbum dos Rolling Stones de todos os tempos, segundo Keith Richards
Hellripper anuncia 4 shows no Brasil em turnê inédita para 2027
Como Mark Knopfler adaptou um defeito para escapar de tocar guitarra "do jeito errado"
A música do Judas Priest que mistura rock, funk e jazz, segundo Ian Hill
A banda dos anos 80 que Kurt Cobain dizia ter envelhecido rápido demais
O guitarrista mais rápido que Slash viu tocar; "literalmente explodiu minha cabeça"
O guitarrista que é "facilmente o melhor" que Jimmy Page já viu de perto, segundo o próprio
O vocalista que fez teste para o AC/DC antes de Axl Rose assumir no lugar de Brian Johnson
O dia que Andre Matos criticou a voz da cantora Marisa Monte



Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
Tarja Turunen: Frisson Noir - o álbum que os fãs sempre quiseram ouvir
Michael Jackson - "Thriller" é clássico. Mas é mesmo uma obra-prima?
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar



