Tarot: o sétimo álbum da banda dos irmãos Hietala
Resenha - Crows Fly Black - Tarot
Por Rodrigo Simas
Fonte: Wings Of Darkness
Postado em 24 de outubro de 2008
Nota: 8 ![]()
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A banda dos irmãos Hietala já está na estrada há 20 anos e, apesar de gozar de grande reconhecimento na sua terra natal, a Finlândia, o Tarot acabou sendo impulsionado mundialmente depois que o baixista/vocalista Marco Hietala entrou para o Nightwish (além de passar pelo Sinergy), ainda em 2002.

"Crows Fly Black" é o novo CD do grupo, o sétimo de estúdio, e aposta em um heavy metal clássico, com pitadas de melódico e os sempre bons vocais de Marco, agora auxiliado por Tommi Salmela, em belos duetos. Grandes melodias, produção de primeira e refrões marcantes fazem parte do pacote, que deve agradar em cheio aos fãs do estilo.
Desde a abertura, com a homônima "Crows Fly Black", as composições ganham quando os riffs abrem espaços para grooves metálicos e melodias épicas, sempre climatizadas pelos bons teclados de Janne Tolsa, que consegue criar arranjos inteligentes, compensando os silêncios, mas sem roubar a atenção da estrutura principal. Os andamentos mais cadenciados também destacam os bons solos de Zachary Hietala, que sabe dosar bem sua guitarra, contribuindo com muito peso para todas as músicas, entre elas, as porradas "Traitor" e a climática "Messenger Of Gods".
Lançado alguns meses antes do CD, "You" foi o primeiro single e alcançou, pela primeira vez na história da banda, a primeira posição das paradas finlandesas. Entre os maiores destaques, as excelentes "Ashes To The Stars" e "Before The Skies Come Down", que representam as melhores características da banda, com impressionantes performances de Marco nos vocais - mostrando mais uma vez versatilidade para encaixar sua voz de maneiras completamente diferentes ao longo das 10 faixas que compõem o CD.
No geral "Crows Fly Black" é pesado, denso e soa bastante moderno, sem cair em modismos. Vale conferir, mesmo para quem não gosta de Nightwish. Muitos vão dizer que não traz absolutamente nada de novo para o estilo (o que é uma verdade), mas a banda consegue ainda assim criar uma identidade própria, com a personalidade e segurança de quem está na estrada há muito tempo.
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