Keep of Kalessin: entre o cru e a vanguarda do Black
Resenha - Armada - Keep of Kalessin
Por Ricardo Santos
Postado em 02 de junho de 2008
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Oriundos da Noruega, país que mais exporta bandas de Black Metal no planeta, o Keep of Kalessin é um quarteto formado por Obsidian Claw (guitarra), Thebon (vocais), Wizziac (baixo) e Vyl (bateria). Em 2006, lançam "Armada", seu terceiro álbum, que consolida seu nome no abarrotado cenário blacker de seu país.

Nossos camaradas noruegueses apostaram suas fichas em um som que é uma perfeita mescla entre os lados cru e vanguardista do Black Metal, algumas vezes soando áspero, outras melodioso, mas nada disso em excesso, e, acima de tudo, sem soar datado. Essas duas partes se contrapõem perfeitamente, dando uma identidade bem definida ao álbum. Além disso, eles ainda agregam alguns elementos de Thrash (alguns dos integrantes tocam em uma banda de Thrash Metal chamada Headspin) e Death Metal em algumas passagens. Felizmente, toda essa mistura não se tornou um balaio de gatos metálico, pois convivem, digamos assim, harmoniosamente dentro do contexto do disco.
Os músicos também demonstram bastante competência em seus instrumentos. Thebon tem uma grande performance nos vocais, alternando linhas guturais mais graves, típicas de vocalistas de Death Metal aos rasgados esganiçados, além de cantar de forma mezzo-limpa em alguns trechos. Os riffs de Obsidian Claw trazem diversas palhetadas ao estilo Thrasher de se tocar guitarra, e a cozinha de Vyl e Wizziac dita um ritmo impressionante às canções, resultando numa gigantesca muralha sonora. Assim, se não são músicos virtuosos, também não estão de brincadeira quando tocam seus instrumentos.
Agora, às canções. Com exceção dos dois desnecessários temas instrumentais "Surface" e "Deluge", que tiram um pouco do brilho do álbum, as oito canções restantes são uma verdadeira sessão de porrada auditiva, uma dádiva demoníaca. De "Crown of Kings" até a faixa título, a porradaria não dá muitas tréguas. Basta conferir "The Black Uncharted", que possue um ótimo interlúdio acústico, "Many Are We", "Winged "Watcher" e "The Wealth of Darkness", além de "Into the Fire", talvez a mais piradona do álbum.
Ao final das contas, "Armada" é um álbum muito interessante e bem bacana, de ótimas músicas e competente performance dos instrumentistas. A banda que lançará em breve "Kolossus" mostra garra e vontade de soar artisticamente relevante. Agora só nos resta aguardar e torcer que "Kolossus" seja ainda melhor que "Armada".
"Armada" - Keep of Kalessin
1. Surface
2. Crown of Kings
3. The Black Uncharted
4. Vengeance Rising
5. Many Are We
6. Winged Watcher
7. Into the Fire
8. Deluge
9. The Wealth of Darkness
10. Armada
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O músico que intimidou Ritchie Blackmore ao dividir o palco com ele
O único disco do Aerosmith que Slash considera ruim
O disco "esquecido" do Black Sabbath que Bruno Sutter considera maravilhoso
Mike Portnoy foi assistir ao Rush e publicou suas impressões online
As três melhores músicas do Megadeth segundo Dave Mustaine
Richie Faulkner (Judas Priest) lembra período em que tocou com Lauren Harris
A banda que Axl Rose achou melhor o Guns N' Roses não tentar imitar
Savatage volta à América do Sul em 2027, diz baixista
Ghost anuncia álbum ao vivo "2 Big to Rig Original Motion Picture Soundtrack"
O truque simples que criou o som monstruoso de guitarra de um clássico do AC/DC
O clássico do Genesis que Phil Collins não quis mais cantar por não entender a letra
Regis Tadeu explica por que "A Matter of Life And Death" do Iron Maiden é gospel
Por que o Carcass retomou as atividades, segundo Jeff Walker
Ozzy achava que Dio cantava bem, mas não tinha carisma
Prestes a completar 80 anos, baterista Chris Slade (AC/DC, The Firm) anuncia aposentadoria
A banda que Renato Russo detestava, e com a qual a Legião Urbana chegou a ser comparada
Cinco músicas do Metallica que não tem nada a ver com heavy metal, mas deram muito certo
Steve Morse diz que alguns membros do Deep Purple ficaram felizes com sua saída

Kinetic Orbital Strike despeja treze bombas punk/crust destruidoras
Ürütaü - Trabalho de estreia, qualidade de veteranos
A Magia Ancestral do Green Lung: O Impacto Monumental de "Woodland Rites"
Resenha - Skylab VI - Cadê Meu… Álbum?
Os 50 anos de "Journey To The Centre of The Earth", de Rick Wakeman
Guns N' Roses: o último grande álbum de rock feito a mão



