Flower Kings: prog que não soa uns 30 anos atrasado

Resenha - Sum Of No Evil - Flower Kings

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Por Carlos Marques
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"O progressivo sinfônico não morreu!" É isso que se pensa quando se ouve "The Sum of no Evil", o último disco dos suecos do Flower Kings. Aqui vemos um catálogo de arranjos do estilo que fará qualquer fã de Yes ou Genesis dar uma risadinha de reconhecimento.

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Se não chega a ser o trabalho mais original do prog contemporâneo, os "reis das flores" não podem ser acusados de meros retrógrados. Com graça e técnica conseguem passar do prog para o jazz e até aproximar-se de algo mais metálico em algumas partes, como em "The Sum of no Reason", dos 74 minutos da versão simples do disco. Essa variedade de estilos dá um sabor de novidade ao som, que poderia soar uns 30 anos atrasado se fosse apenas uma colagem de bandas da década de 70.

O que é claro em todo o disco é o bom gosto da banda. Ser prog sem ser brega é o primeiro desafio de quem quer trilhar a carreira progressiva, e isso os Kings cumprem com uma facilidade não vista em nenhuma outra banda sinfônica da atualidade. Soma-se a isso os excelentes arranjos vocais e as harmonias sempre originais e belas.

As longas canções, marca do gênero, não podiam faltar e aqui vêm em dose quádrupla. Três delas giram em torno dos 13 minutos, com destaque para "One More Time", faixa que abre o disco. Já "Love is the Only Answer" tem 24 minutos e consegue manter-se interessante por todo o tempo, sem parecer simples "encheção de lingüiça".

Em "The Sum of no Evil" os Flower Kings conseguem provar que o progressivo não é um gênero esgotado, mas ainda pode dar bons frutos. Quem não acredita, que ouça...




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