Gorefest: novos bons ares à carreira do grupo
Resenha - Rise To Ruin - Gorefest
Por Ricardo Santos
Postado em 04 de março de 2008
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Formado em 1989, na cidade de Goes, na Holanda, o Gorefest lançou cinco álbuns de estúdio, de 1991 a 1998, ano em que decidiram se separar, para seguirem seus projetos pessoais, após dois álbuns muito criticados, que apostavam mais no Death´n Roll (como o nome diz, uma mistura de Death Metal com o Rock And Roll dos anos setenta, algo parecido com o que o Entombed fez com seu "Wolverine Blues" e o Carcass com seu "Swansong"). Após sete anos separados, reatam laços musicais em 2005, e no mesmo ano soltam o bem sucedido "La Muerte". E, após dois anos de "La Muerte", lançam "Rise To Ruin", confirmando esses novos bons ares à carreira do grupo.

Mesmo não sendo tão conhecido no Brasil, o Gorefest lançou "Rise To Ruin" via Nuclear Blast / Laser Company / Rock Brigade nas terras tupiniquins. E os caras aparentam ter injetado sangue novo nas veias. Eles apostaram num som pesado e claramente influenciado pelo Death Metal escandinavo do fim dos anos 80 e início dos 90. Logo, fizeram um álbum sem frescuras, com uma sonoridade cortante, que só confirma a ótima fase criativa da banda.
A trupe liderada por Jan-Chris de Koijer (baixo e vocal) estava a fim de gravar um discão, bem produzido, com tudo aquilo que qualquer deathbanger espera, ou seja, feeling, riffs estupendos, bateria massacrante (sem tantos blasting-beats, mas ainda massacrante), etc. Os companheiros de Koijer no Gorefest são os guitarristas Boudewijn Bonebakker (nomezinho difícil este, hein?), Frank Harthoorn e o baterista Ed Warby. Deve-se citar o entrosamento deste time, que também produziu o álbum. É ótimo saber que cada vez mais as bandas estão tomando as rédeas da produção e não fazendo feio, e o Gorefest só é mais um exemplo. E a arte do encarte também merece meus elogios (a capa é demais).
Agora, vamos ao que realmente importa. Com tantos destaques, as canções não poderiam fazer feio, não é? Graças a Thor, não fazem feio mesmo. "Revolt" (com a participação do ex-Hatesphere Jacob Bredhal, presente também na "Speak When Spoken To") já faz o ouvinte entrar no clima do álbum, e avisa que o disco seguirá sem pedir licença, com riffs atrás de riffs da incrível dupla de guitarristas. E toda esta fórmula percorre as nove canções (onze na versão digipack). Vale citar que não é um disco de músicas curtas, sendo que a mais breve, "The War On Stupidity" dura quatro minutos e treze segundos, o que já não é pouca coisa. Tudo isto desemboca em alguns épicos, como "Babylons Whore´s" e seus nove estonteantes minutos de variações, riffs maravilhoso, peso, guturais (ótimos por sinal, parabéns ao Koijer)etc, etc, que fazem uma espécie de resumão do álbum. Portanto, temos aqui nove músicas muito bem distribuídas em cinqüenta minutos, que não me cansaram nem um pouco e não cansarão quem ouvir isto aqui também.
Enfim, o segundo disco da nova fase do Gorefest confirma que os caras ainda têm muita lenha pra queimar, e que ainda poderão gravar mais ótimos discos. "Rise to Ruin" é uma ótima pedida para que você conheça os outros álbuns do Gorefest gravados na década de noventa, como "Mindloss" e "False". Enfim, paulada no ouvido, simplesmente um discaço.
Gorefest - "Rise To Ruin"
(Nuclear Blast - nacional)
01. Revolt
02. Rise to Ruin
03. The War on Stupidity
04. A Question of Terror
05. Babylon's Whores
06. Speak When Spoken To
07. A Grim Charade
08. Murder Brigade
09. The End of It All
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Regis Tadeu atualiza situação de Dave Murray: "Tenho fonte próxima do Iron Maiden"
A banda britânica que ensinou Andreas Kisser a tocar guitarra
Grade de atrações do Bangers Open Air 2026 é divulgada
As melhores músicas românticas de 11 grandes bandas de metal, segundo o Loudwire
O festival que "deu um pau" em Woodstock, conforme Grace Slick
Ex-vocalista se recusa a autografar último álbum que gravou com o Fear Factory
Andreas Kisser posta foto da formação clássica do Sepultura em seu Instagram
Os discos do Slipknot e do SOAD que fizeram o Metallica repensar os seus próprios álbuns
José Norberto Flesch crava quem será a nova vocalista do Arch Enemy em seu perfil no X
A música quase descartada que se tornou a tablatura de guitarra mais pesquisada no mundo
Iron Maiden saberá a hora de encerrar suas atividades, segundo Dave Murray
Mikael Åkerfeldt enfrenta aversão a turnês em nome do sucesso do Opeth
Lauren Hart no Arch Enemy? Nome da vocalista explode nos bastidores; confira o currículo
Exodus lança a surpreendente "Goliath", faixa-título de seu novo disco
Iggy Pop escolhe "a pior música já escrita", um hit que retrata - literalmente - uma viagem
Bruno Sutter: a dica crucial de empreendedorismo que o salvou da falência
A faixa que não foi incluída em álbum dos Beatles após ser rejeitado mais de 100 vezes
Bruce Dickinson: "O Iron Maiden é melhor que o Metallica"


CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
O disco que "furou a bolha" do heavy metal e vendeu dezenas de milhões de cópias



