Venom: apesar do oportunismo, lançamento caprichado

Resenha - Seven Gates Of Hell (Singles 1980-1985) - Venom

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Por Maurício Gomes Angelo
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Os aficionados por Venom não tem do que reclamar. Praticamente todo o catálogo da banda vêm sendo colocado gradativamente no mercado nestes últimos anos. Raridades, demos, material promocional, singles, versões, covers, faixas ao vivo, praticamente tudo que é passível de se lançar. Não sejamos ingênuos: assim como acontece com inúmeras outras bandas – sempre ocorreu e sempre irá ocorrer – este tipo de ação, em geral, visa somente extrair dinheiro dos fãs, aproveitando-se da paixão dos mesmos. É a maneira mais fácil que a indústria possui para obter lucro. Usar da história de bandas clássicas, com uma grande quantidade de fãs, para ter aquilo que é o objetivo de sua existência.

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Não à toa, por serem seminais tanto para a New Wave Of British Heavy Metal, quanto para o thrash, death e black, o Venom é um dos maiores alvos disto. Há inúmeras coletâneas do grupo disponível, de vários selos diferentes. Existe algum crítico chato aqui falando em oportunismo? Triste, mas verdadeiro. E necessário. Se fazemos o “serviço sujo” do mercado – ou temos o dever de mostrá-lo ao público – que assim seja.

A própria Castle já tinha lançado, em 1992, uma coletânea de título “Singles 1980-1986”. As faixas presentes e a ordem das mesmas são rigorosamente iguais a esta, com o porém de que a anterior ia somente até a décima segunda, “Dead Of The Night”. Para não ficar tão descarado, o selo relança o material com quatro faixas extras e o raro EP “Hell At Hammersmith”, com uma embalagem caprichada, repleta de fotos históricas, informações importantes e um texto bem escrito.

O CD reúne todos os singles lançados pelo grupo em sua fase inicial, além destes bônus para os fãs. Apesar de trazer ótimas músicas que representam a essência daquilo que o Venom foi, e é, de toda a atmosfera sonora, lírica e gráfica que influenciou incontáveis bandas que vieram após eles, é bom lembrar que muitas das melhores faixas do grupo não foram lançadas no formato single e, portanto, não estão presentes aqui. Então, para quem espera encontrar um “best of” daqueles anos este não é a aquisição mais indicada.

Com isto claro, os que estiverem de fato interessados irão se deliciar com “Live Like An Angel, Die Like A Devil”, “In Nomine Satanas”, “Die Hard”, “Warhead”, “Seven Gates Of Hell”, “Manitou” e o EP. Sendo recomendado para aqueles que querem um registro alternativo da primeira fase da banda.

Apesar do oportunismo, a Castle teve a decência de caprichar no lançamento, dando o tratamento que ele merecia. E, somado ao inquestionável conteúdo sonoro presente aqui, a boa avaliação se justifica.

Site oficial: www.venomslegions.com

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Sobre Maurício Gomes Angelo

Jornalista. Escreve sobre cultura pop (e não pop), política, economia, literatura e artigos em várias áreas desde 2003. Fundador da Revista Movin' Up (www.revistamovinup.com) e da revrbr (www.revrbr.com), agência de comunicação digital. Começou a escrever para o Whiplash! em 2004 e passou também pela revista Roadie Crew.

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