Dreamquest: projeto pouco inspirado de Luca Turilli

Resenha - Lost Horizons - Luca Turilli's Dreamquest

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Por Ricardo Seelig
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Nota: 2

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Gostando-se ou não do Rhapsody Of Fire (e devo dizer que eu sou um fã da banda), é inegável o talento de seus dois principais compositores, o guitarrista Luca Turilli e o tecladista Alex Staropoli. As músicas cinematográficas, as letras que mais parecem roteiros de filmes, transformaram a banda italiana em um dos principais nomes da cena metálica na última década, desenvolvendo um estilo único e repleto de personalidade.
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Não satisfeito com isso, Luca mantém uma carreira solo, onde lançou três discos (“King Of The Nordic Twilight” em 1999, “Prophet Of The Last Eclipse” em 2002 e “The Infinite Wonders Of Creation” em 2006), e agora também deu à luz a um novo projeto, chamado Luca Turilli´s Dreamquest. Haja criatividade …

Em “Lost Horizons”, estréia de seu novo grupo, Turilli não toca guitarra. As seis cordas ficaram a cargo de seu parceiro no Rhapsody Of Fire, Dominique Leurquin. Completam o grupo a vocalista Myst, o polivalente Sascha Paeth no baixo e o baterista Robert Hunecke-Rizzo. E Luca Turilli, você deve estar se perguntando, faz o que? Bem, ele ficou encarregado dos teclados, pianos, sintetizadores e programação dos efeitos eletrônicos.

Antes de começar a analisar o disco, eu vou deixar uma coisa bem clara: não sou daquelas pessoas que acham que o Heavy Metal e a música eletrônica são incompatíveis, muito pelo contrário. Gosto muito de ouvir inovações na música pesada, pensá-las e analisá-las, descobrir o caminho que tomarão no futuro. Mas tudo isso só faz sentido quando vem acompanhado de inspiração e talento, qualidades que, infelizmente, Luca parece ter destinado apenas a sua banda principal.

Sendo assim, ouvir “Lost Horizons” é um martírio. Suas treze faixas unem, em um mesmo caldeirão, Heavy Metal, música clássica, elementos góticos, vocais femininos e batidas eletrônicas dignas dos piores momentos do technopop oitentista. O resultado final é um som chato, sem identidade e repleto de pretensão.

Resumindo: “Lost Horizons” só deve atrair aqueles colecionadores completistas do Rhapsody Of Fire, que querem ter tudo o que a banda e seus integrantes lançam. Se você não for um deles, passe longe.

Faixas:
1. Introspection
2. Virus
3. Dreamquest
4. Black Rose
5. Lost Horizons
6. Sospiro Divino
7. Shades Of Eternity
8. Energy
9. Frozen Star
10. Kyoto´s Romance
11. Too Late
12. Dolphin´s Heart
13. Gothic Vision

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Sobre Ricardo Seelig

Ricardo Seelig é editor da Collectors Room - www.collectorsroom.com.br - e colabora com o Whiplash.Net desde 2004.

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