Testament: "Spitfire Collection" traz fase mais moderna

Resenha - Spitfire Collection - Testament

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Por Maurício Dehò
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Nota: 8

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Em tempos de espera pelas apresentações no Brasil e o novo álbum do Testament, prometido para ainda este ano pelos próprios americanos, e com o batera Nick Barker como “novo elemento”, a ST2 lança agora em abril, no Brasil, mais uma coletânea da banda, “The Spitfire Collection”. Desta vez, os sons escolhidos são os da fase em que eles estiveram com esta gravadora (Spitfire), que compreende os cinco últimos CDs: de “Live at the Fillmore” (1995) à reunião no “Live in London” (2005).
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Primeiramente, é bom falar da opinião da banda sobre o tal “The Best of...”, já que em entrevista ao Whiplash, o vocalista Chuck Billy deixou claro que foi uma decisão que não teve participação alguma da banda e que não traria novidade alguma para os fãs. O fato é que a Sheridan Square Entertainment (hoje Redux Records) comprou a Spitfire e resolveu pelo lançamento, o que de certa forma isenta a ST2 por aqui, por no caso ser apenas uma distribuidora. Outro ponto é que a maioria das coletâneas serve apenas como caça-níqueis para as gravadoras faturarem um pouco. Mas isso é outro assunto...

Quanto à música, são 14 faixas em quase 56 minutos de uma seleção bem esperta ao tentar compreender a fase mais moderna e mais recente do lendário Testament, sempre com a dupla infalível Chuck Billy e o guitarrista Eric Peterson. Isso, pois se deu um jeito de colocar todos os antigos clássicos usando de ao vivos e regravações, e passando só por dois álbuns de estúdio.

E é assim, quente, que começa “The Spitfire Collection”, com três clássicos indiscutíveis e que dispensam maiores considerações, executados no “Live at the Fillmore”: “The New Order”, “Souls of Black” e “Practice What You Preach”. Nas apresentações em San Francisco (EUA), tocam James Murphy (guitarra), Greg Christian (baixo) e John Tempesta (bateria).

Depois disso, é a vez do disco mais pesado dos americanos, próximo do death metal, principalmente pelos vocais bem mais graves que de costume de Chuck, o “Demonic” (1997). Ele teve participações de Glen Alvelais (guitarra), Derek Ramirez (baixo) e Gene Hoglan (bateria). A primeira, “Hatreds Rise” até pega leve, mas o peso mesmo vem com a cadência, os guturais e o climão sinistro da sensacional “The Burning Times”, não dá pra ficar parado! Encerrando, vem a curta “John Doe”, experimental nas guitarras, mas também um bom som.

Hora então das estrelas do “The Gathering”, de 1999, com uma verdadeira seleção no line-up: James Murphy na guitarra, Steve DiGiorgio (Death) no baixo e Dave Lombardo (Slayer) na bateria, num álbum já clássico, que voltou mais às raízes thrash, mas não perdeu em nada no peso para o seu antecessor. O destaque maior entre as três faixas escolhidas com certeza é “Down For Life”, que parece resumir um pouco do que os americanos fizeram em duas décadas e tem riffs e linhas de bateria memoráveis (impossível não acompanhar batucando até paradinha no refrão!). Apesar de as faixas serem boas (mas, afinal, o álbum todo está entre os melhores da banda), o que se sente é que algumas faixas a mais poderiam ser inclusas e que fizeram falta, como “True Believer” e “D.N.R”. Tempo não seria o problema. Porque usar apenas 56 minutos em uma coletânea e não a encher de faixas, batendo nos 80 minutos que cabem num CD?

Depois disso, a nostalgia retorna, primeiramente com as regravações feitas dois anos mais tarde no “First Strike Still Deadly”. A compilação segue com DiGiorgio e marcou o retorno de Alex Skolnick na guitarra e John Tempesta na bateria, numa época em que o câncer atingiu Chuck e James Murphy, além de apresentar boas versões do que já era muito bom, com “Over the Wall”e as lendárias “The Preacher” e “Into the Pit”, originalmente do “The New Order”.

Chegando ao fim, duas músicas do “Live in London”, CD e DVD que marcaram definitivamente a volta da formação original, que saiu em uma turnê comemorativa e teve dois bateristas se revezando — com justiça, cada faixa conta com um. Primeiro, “Trial by Fire” com John Tempesta e a sua bela introdução, feita com primor por Eric e Alex (além da porrada que vem depois). E, fechando a coletânea, aí sim a o grupo como surgiu de fato ao mundo, com Louie Clemente, Greg, Chuck, Eric e Alex na pesada “Disciples of the Watch”.

“The Spitfire Collection” tem defeitos e qualidades de qualquer coletânea que surge por aí, com uma bela mãozinha das composições fantásticas que o Testament fez ao longo do tempo (e uma arte gráfica muito boa!). Claro que vale mais para colecionadores ou para quem não tem os discos desta época e poderia ter mais músicas ou algumas poucas escolhas melhores. De qualquer modo, que é bom curtir o Thrash do Testament, isso é inegável...

Track List (por álbum):
- Live at the Fillmore (1995)
1. The New Order
2. Souls Of Black
3. Practice What You Preach
- Demonic (1997)
4. Hatreds Rise
5. The Burning Times
6. John Doe
- The Gathering (1999)
7. Careful What You Wish For
8. Down For Life
9. Riding The Snake
- First Strike Still Deadly (2001)
10. Over The Wall
11. The Preacher
12. Into The Pit
- Live in London (2005)
13. Trial By Fire
14. Disciples Of The Watch

Lançamento ST2 - nacional - 2007

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Sobre Maurício Dehò

Nascido em 1986, é mais um "maidenmaníaco". Iniciou-se no metal ao som da chuva e dos sinos de "Black Sabbath", aos 11 anos, em Jundiaí/SP. Hoje morando em São Paulo, formou-se em jornalismo pela PUC e é repórter de esportes, sem deixar de lado o amor pela música (e tentando fazer dela um segundo emprego!). Desde meados de 2007, também colabora para a Roadie Crew. Tratando-se do duo rock/metal, é eclético, ouvindo do hard rock ao metal mais extremo: Maiden, Sabbath, Kiss, Bon Jovi, Sepultura, Dimmu Borgir, Megadeth, Slayer e muitas, muitas outras. E é de um quarteto básico que espera viver: jornalismo, esporte, música e amor (da eterna namorada Carol).

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