Resenha - Lust Stained Despair - Poisonblack
Por Marcelo Rissi
Postado em 30 de dezembro de 2006
Nota: 6 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
"Lust Stained Despair" é o segundo álbum dos finlandeses do Poisonblack, banda de Ville Laihiala, ex-vocalista do finado "Sentenced". Comparado ao registro de estréia, o atual é musicalmente bastante superior. Infelizmente, porém, para quem já teve a oportunidade de ouvir qualquer trabalho de Ville Laihiala no Sentenced (principalmente um dos três últimos álbuns), pode ficar de alguma forma decepcionado, pois o padrão de qualidade das músicas ora apresentado no Poisonblack está bem aquém. E a comparação entre ambas as bandas é inevitável, visto que o Poisonblack adota, tanto musicalmente como nas linhas de voz, um estilo muito próximo ao do Sentenced.

O álbum "Lust Stained Despair" não é de todo ruim; aliás, inclusive melhora muitos dos pontos fracos em que a banda pecou no passado em seu álbum de estréia. Um dos pontos positivos começa justamente nos vocais, visto que Ville Laihiala, além das guitarras, também passou a assumir o posto de vocalista, e este possui notadamente um alcance e uma potência bem maior que a do vocalista anterior J. P. Leppäluoto (que deixou o Poisonblack para poder se dedicar melhor à sua banda principal Charon).
As músicas também estão num nível mais elevado em relação ao trabalho anterior, e o próprio frontman explica esse fato ao afirmar que, após o lançamento do primeiro álbum do Poisonblack ("Escapexstacy") e com o fim do Sentenced, o período em que ele se afastou do mundo da música e silenciou foram fundamentais para que pudesse colocar sua "cabeça no lugar" e voltar a compor novamente a todo vapor.
Ocorre porém, que está faltando aparentemente uma "dose extra de pique" à banda ou mesmo um pouco mais de experiência e tempo de estrada, para que esta chegue a criar composições que estejam ao nível de bandas que executam o mesmo gênero musical. As canções soam, em certos momentos, um tanto sem graça e repetitivas, não cativando o ouvinte, que, inclusive, pode até perder o interesse em prosseguir ouvindo o álbum até o fim.
É claro que algumas faixas se destacam e fogem a esta regra, tais como "Nothing Else Remains", "The Darkest Lie" e "Soul in Flames", mas a grande maioria das músicas, em regra, pouco chamativas e pouco cativantes, fazem com que este álbum seja considerado apenas regular.
É difícil a qualquer um que já ouviu Ville Laihiala atuando em álbuns como "The Cold White Light" ou "The Funeral Album", admitir que um trabalho composto por este grande vocalista pode perfeitamente passar despercebido.
Formação:
Ville Laihiala - vocals, lead guitar
Janne Markus - guitar
Marco Sneck - keyboards
Antti Remes - bass
Tarmo Kanerva - drums
Website: www.poisonblack.com
Outras resenhas de Lust Stained Despair - Poisonblack
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Angela Gossow afirma que Kiko Loureiro solicitou indenização por violação de direitos autorais
A música de guitarra mais bonita da história, segundo Brian May do Queen
As 11 bandas de rock progressivo cujo primeiro álbum é o melhor, segundo a Loudwire
A banda iniciante de heavy metal que tem como objetivo ser o novo Iron Maiden
"Provavelmente demos um tiro no próprio pé" diz Rich Robinson, sobre o Black Crowes
5 discos obscuros de rock dos anos 80 que ganharam nota dez da Classic Rock
Produção do Bangers Open Air conta como festival se adaptou aos headbangers quarentões
Ouça o single punk gravado por Dave Murray antes do sucesso com o Iron Maiden
A opinião de Regis Tadeu sobre polêmica do Arch Enemy e Kiko Loureiro: "Virou paranoia"
O álbum do Testament onde os vocais melódicos de Chuck Billy não funcionaram
O álbum de rock rural que mistura candomblé e umbanda que Regis Tadeu adora
O primeiro disco que Max Cavalera comprou; "Ouvia todos os dias"
Arch Enemy publica vídeo com demos de música alvo de polêmica com Kiko Loureiro
Os 5 álbuns que marcaram Nando Mello, do Hangar: "Sempre preferi Coverdale a Gillan"
O exagero de John Bonham que Neil Peart não curtia; "Ok, já chega!"
Opinião: Não gosto de "Sgt Pepper's" dos Beatles
A única música de "Somewhere in Time" do Iron Maiden que não fala sobre espaço e tempo
As 10 melhores músicas do Nirvana segundo o Loudwire


Carach Angren - Sangue, mar e condenação no Holandês Voador
Testament - A maestria bélica em "Para Bellum"
Auri - A Magia Cinematográfica de "III - Candles & Beginnings"
Orbit Culture carrega orgulhoso a bandeira do metal moderno no bom "Death Above Life"
Legião Urbana: O discurso de tristeza e morte no álbum A Tempestade



