Resenha - Voliminal: Inside the Nine - Slipknot

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Por Maurício Dehò
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Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Nos anos 70, aposto que não havia quem não quisesse conhecer sobre aqueles caras pintados do Kiss. Além de conhecer a música, saber quem sobe ao palco para desempenhar seus papéis e como são os bastidores daquele verdadeiro circo de horrores. Quase no século XXI (claro que guardando as devidas diferenças e proporções), pode-se dizer o mesmo de Slipknot. Polêmicas à parte, quem nunca ficou curioso para descobrir um pouco mais daqueles nove loucos mascarados? É a isso que se presta o segundo DVD da banda, “Voliminal: Inside the Nine”.
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Com certo sucesso em seu objetivo, este lançamento duplo, que deve chegar (com atraso! está é uma edição importada) em versão nacional em meados de janeiro, consiste num documentário de cerca de 90 minutos. Ele registra a última turnê da banda, do álbum “Volume 3: The Subliminal Verses”, que pôs, definitivamente, o grupo americano num patamar mais alto no cenário musical e da música extrema.

O vídeo tem a direção do percursionista Shawn Grahan, mais famoso pela sua máscara de palhaço e não tem semelhanças com o primeiro lançamento, o ao vivo “Disasterpieces”. Usando e abusando dos efeitos visuais, ele tenta passar o caos que os nove integrantes do Slipknot vivem, apresentando muitos momentos dentro e, principalmente, fora do palco. Há espaço para uma privada entupida, que insiste, volta e meia, em voltar à tela, fãs dos mais variados tipos, um roadie que só vomita e, claro, os músicos. Como não se conhece o rosto deles, é difícil entender o que acontece em algumas passagens do começo. Aos poucos, começa a tornar-se perceptível quem é quem, pois mesmo aparecendo com o rosto desfocado, a identidade dos rapazes já é entregue.

Apesar da ótima chance de ver estes lados totalmente desconhecidos do Slipknot, outras confusões são deixadas no caminho por Shawn. O tempo não é linear e, assim como o espaço, não tem nenhuma identificação, portanto, nunca se sabe quando/onde se está. Além disso, a ênfase é na imagem e seus zilhões de efeitos e não no som, o que diminui a qualidade e dificulta aos brasileiros, que com certeza precisarão de legendas para entender tudo. Vale lembrar que os americanos são de uma banda realmente muito visual, o que até justifica a escolha do estilo de documentário.

O resultado final é positivo. “Voliminal” não é aquele lançamento para se ver várias vezes até enjoar, mas para os fãs e/ou curiosos é imprescindível dar uma espiada.

O segundo DVD traz até mais atrativos do que o principal. Para começar, todos os cinco clipes do terceiro álbum da banda, com destaque para “Vermillion” e “Before I Forget” com o seu conceito fenomenal. No lugar onde eles realmente mostram a que vem, o palco, há nove faixas ao vivo (cerca de 40 minutos no total), com os maiores clássicos: “Sic”, “People = Sh*t”, “Eyeless”, entre outras mais recentes. Elas foram retiradas de festivais e programas da TV (e quem diria, eles lotam estádio até no Japão!). A qualidade das gravações é, em geral, alta e mostra bem o quanto a banda funciona frente aos fãs, com destaque para o vocalista Corey Taylor e o guitarrista Mick Thompson.

Por último, e exatamente o mais interessante, são as entrevistas com todos os integrantes, separadas em blocos de uns sete minutos por músico. Isso resulta em cerca de uma hora de bate-papo. E não é só isso, toda a entrevista acontece sem as máscaras! Isso mesmo, chega de procurar na internet os seus reais rostos. Quebrando 10 anos de mistério, a maioria dos 9 se mostra em público (exceção, claro, de Corey e do guitarrista James Roth, ambos já conhecidos por causa do Stone Sour). O único que escapa das inúmeras câmeras, já que a tentativa de apresentar um visual bem diferente prossegue neste momento, é Craig Jones (aquele dos espetos, no canto esquerdo do palco com os samplers). Ele sempre declarou que gostaria de manter a privacidade e parece seguir a filosofia bem a sério.

Mais que desmascará-los e surpreender qualquer um (não vou contar para não estragar), as entrevistas, até mais que o documentário, mostram o que é o Slipknot e que eles não são apenas nove caras que querem tirar uma onda do mundo.

Resta saber qual o futuro. De férias prolongadas, eles planejam um novo álbum só para 2008. Mas qual será a sonoridade, será que a evolução continuará? E as máscaras, seguem na ativa?

O próprio Kiss teve lá suas dificuldades ao decidir não pintar mais o rosto e penou muito nas últimas décadas. Dá para entender, afinal, um grupo de mascarados pulando no palco não seria o mesmo que apenas um grupo pulando neste mesmo palco. Faltaria aquela mágica que alavancou o Slipknot, seja no fanatismo ou nas ínumeras críticas que receberam. Agora é esperar para ver. Enquanto isso, fãs e curiosos tem motivo para correr às lojas!

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Sobre Maurício Dehò

Nascido em 1986, é mais um "maidenmaníaco". Iniciou-se no metal ao som da chuva e dos sinos de "Black Sabbath", aos 11 anos, em Jundiaí/SP. Hoje morando em São Paulo, formou-se em jornalismo pela PUC e é repórter de esportes, sem deixar de lado o amor pela música (e tentando fazer dela um segundo emprego!). Desde meados de 2007, também colabora para a Roadie Crew. Tratando-se do duo rock/metal, é eclético, ouvindo do hard rock ao metal mais extremo: Maiden, Sabbath, Kiss, Bon Jovi, Sepultura, Dimmu Borgir, Megadeth, Slayer e muitas, muitas outras. E é de um quarteto básico que espera viver: jornalismo, esporte, música e amor (da eterna namorada Carol).

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