Resenha - Third World Genocide - Nuclear Assault

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Por Fábio Faria
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Nota: 6


Nome de destaque surgido em meados da década de oitenta, o Nuclear Assault tinha como característica principal a fusão do então recém-criado thrash metal com o hardcore. Depois de uma longa pausa em suas atividades, no início de 2002, o conjunto recebeu a oferta para uma turnê de reunião visando a realização de alguns shows. Você provavelmente já sabe o desenrolar dos fatos: turnê bem sucedida, álbum ao vivo lançado('Alive Again', de 2003) e contrato para gravar disco novo.

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Tudo nos conformes, entretanto, ao escutar este 'Third World Genocide' os fãs do Nuclear Assault, acostumados com clássicos como 'Game Over' ou 'Handle With Care', provavelmente sentirão um tremendo desgosto e uma grande falta de criatividade por parte do conjunto nova-iorquino. Não que o material seja uma porcaria completa, não é assim, porém as expectativas são sempre grandes quando se têm numa formação músicos como Danny Lilker e John Connelly, que tiveram influência indiscutível para muitos jovens músicos.

A veia hardcore está presente no álbum, as guitarras sujas e rápidas também, o vocal sempre esquisito de Connelly, enfim, todas as supostas qualidades - e definitivamente eram no passado - estão preservadas nas treze faixas de 'Third World Genocide'. A questão é que faltou algo importantíssimo na hora de compor: o tesão. Sendo assim, tudo soa muito previsível, sem vigor algum e de certa maneira mecânico, ou seja, parece que os músicos se limitaram a usar uma fórmula já testada e aprovada por eles mesmos. O excesso de confiança no "esquema grande retorno" foi equivocado. A produção do álbum é fraca, nas músicas não existem passagens marcantes ou refrães idem. Gostaria de evitar essa palavra, mas não tem jeito, é um tédio só.

Uma ou outra faixa pode até causar empolgação em um primeiro instante, como a que dá nome ao disco ou 'Glenn's Song', no entanto, isso se dissipa rapidamente no desenrolar da maioria das composições. O Cd contém ainda a costumaz música punk na carreira do Nuclear Assault, no caso 'Whine And Cheese' e uma canção "engraçada" chamada 'Long Haired Asshole' (NR: só eu que não entendi a piada?)

A acusação feita sempre que uma banda retoma suas atividades de que tudo não passa de golpe publicitário, que os integrantes são gananciosos e coisas do tipo não se aplicam totalmente ao caso do Nuclear Assault. Principalmente se for considerado este 'Third World Genocide'. Para ter lucro com esse lançamento, os integrantes do grupo devem apostar numa turnê bem planejada, com um repertório recheado de canções antigas e arquivar essas novas composições na pasta "besteiras do passado".

Músicas:
1. Third World Genocide
2. Price of Freedom
3. Human Wreckage
4. Living Hell
5. Whine and Cheese
6. Defiled Innocence
7. Exoskeletal
8. Discharged Reason
9. Fractured Minds
10. The Hockey Song
11. Eroded Liberty
12. Long Haired Asshole
13. Glenn's Song

Formação:
Danny Lilker (baixo/vocal)
Glenn Evans (bateria)
John Connelly (guitarra/vocal)
Erik Burke (guitarra)

Website: http://www.nuclearassault.us

Material cedido por:
Hellion Records - http://www.hellionrecords.com
Rua 24 de Maio, 62 - Lojas 280 / 282 / 308 - Centro.
São Paulo - SP - BRASIL
CEP: 01041-900
Tel: (11) 5083-2727 / 5083-9797 / 5539-7415
Fax: (11) 5549-0083
Email: hellion@uol.com.br




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Sobre Fábio Faria

"Maidenmaníaco" convicto, nascido em 1973, passou a escutar Rock com 10 anos de idade. Primeiro disco adquirido foi "Destroyer" do Kiss. Logo depois conheceu o álbum "Killers" do Iron Maiden, e a identificação foi instantânea. Curte todos os estilos e sub-estilos do Rock e do Metal. Sem preconceito, escuta desde Black Sabbath, Yes, Janis Joplin, Slayer, In Flames, Sex Pistols até Dream Theater, U2, Blind Guardian, Slipknot, Carcass, etc. Bandas favoritas: Iron Maiden e Beatles.

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