Resenha - Black Holes and Revelations - Muse

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Por Rodrigo Simas
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Nota: 8


É verdade que no Brasil a banda ainda pode ser considerada bastante desconhecida, mas isso já é uma realidade passageira. Se há poucos anos ninguém tinha ouvido falar, com o lançamento de Absolution (2003) os mais antenados descobriram o que já era sucesso para os Europeus. Com Black Holes and Revelations, o quarto trabalho de estúdio, é questão de tempo para o trio estourar por aqui.

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Matthew Bellamy, o cantor, guitarrista, tecladista, compositor e líder do Muse, falou em diversas entrevistas que o processo de composição e produção do novo disco havia sido bastante influenciado pelo que ele estava vivendo na época. No caso, na cidade de Nova Iorque, em boates e discotecas. Faltava ver onde isso afetaria a música, e se ele conseguiria manter sua identidade intacta.

A resposta já vem na primeira faixa, a épica "Take a Bow", que faz a ponte perfeita entre o CD anterior e a nova fase, e de cara já revela as novas influências eletrônicas, quem soam como um instrumento a mais na mixagem e não como um direcionamento principal, tranqüilizando os fãs mais radicais.

Se musicalmente o Muse adicionou novas influencias, suas letras também ganharam um forte tom político, e é com a mesma intensidade de sempre que versos como "You behold/And beholden for all that you've done/And spin/Cast a spell/Cast a spell on the country you run/And risk/You will risk/You will risk all their lives and their souls..." são cantados por Bellamy.

O clima New Order nos teclados de Starlight funciona e mostra que mesmo flertando com o pop eletrônico, o Muse consegue um resultado excelente, mas que precisa tomar cuidado para não ultrapassar a linha que afeta sua identidade, como é o caso de Supermassive Black Hole, o primeiro single e facilmente a faixa mais descartável de Black Holes and Revetaltions.

Mesmo para os que não conseguirem digerir os novos arranjos, faixas como "Invincible", "Assasain", "Exo-Politics", "City Of Delusion" ou "Knights Of Cydonia" vão fazer a alegria dos apreciadores dos discos anteriores, com riffs mais pesados, climas épicos e a pirotecnia instrumental que é marca registrada dos ingleses.

Mesmo não sendo seu melhor trabalho, Black Holes and Revelation mantém o Muse no topo, mostrando que a banda tem coragem de sobra para arriscar e criatividade de sobra para conseguir evoluir e adicionar novos elementos e se manter fiel as suas raízes.




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Sobre Rodrigo Simas

Designer, carioca e tricolor. Começou a ouvir música aos 11 anos, com Iron Maiden, Metallica e Rush. Tem como hobby quase profissional, a música. Além de produzir shows e eventos, trabalhou por 5 anos em loja especializada em Heavy Metal, e já escreveu para alguns sites e revistas de música. Hoje escuta de tudo um pouco, e cada vez mais descobre que existem apenas dois tipos de música: a boa e a ruim, independente do estilo. Bandas e artistas favoritos: Dave Matthews Band, Peter Gabriel, Rush, Iron Maiden, Led Zeppelin, Ben Harper, Radiohead, System of a Down... e a lista continua...

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