Resenha - Enter The Gate - Narnia
Por Márcio Heck
Postado em 29 de maio de 2006
Nota: 9 ![]()
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Este quinto registro do Narnia gerou bastante expectativa, devido ser o primeiro disco lançado após o surgimento do excelente projeto Divine Fire, em que Christian Rivel, vocalista, e outros integrantes da banda, obtiveram resultados surpreendentes em todos os aspectos. Esperava-se fortes influências deste projeto, o que não aconteceu. Mas o que rolou foi um álbum diferente do esperado, em que os suecos se superaram mais uma vez.

Lançado primeiramente no Japão, em março/2006 e no mês seguinte na Europa, "Enter de Gate" é um disco atípico. Por mais que os integrantes tenham dito antes do lançamento que seria o trabalho mais pesado do Narnia, este é justamente o trabalho mais progressivo e com as melhores "lentas" já compostas por eles, como por exemplo, "Take me home" e "The Man from Nazareth", que roubam a cena do disco, por soarem diferentes de tudo que o grupo já gravou.
Mas antes das influências de progressivo, na primeira faixa, "Into The Game", que está no topo em rádios da Europa, caminham pelo hard/metal ao estilo Audiovision (outro projeto de Rivel). Também trilham pelo power metal em "People of the bloodred cross", rica em riffs e backing vocals muito bons. Ainda destaco "Enter the Gate", que traz uma levada diferenciada e "Aiming Higher", que tem uma introdução que lembra bastante a música "Long Live the King".
Gustavo Anunciação Lenza | Luis Alberto Braga Rodrigues | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
"Enter the Gate" vem recheado de boas composições, bom gosto e agressividade na medida certa, porém, não existem aqueles milhares de riffs espalhados pelo disco como nos dois primeiros álbuns, nem soa com a atmosfera neoclássica que consagrou a banda no "Long Live The King". O que ouvirmos agora é o resultado das diversas influências dos integrantes, dando lugar ao próprio estilo do Narnia.
O ambiente criado pelos teclados é original e deliciosa de se ouvir em algumas introduções, como na música "Show all the world" e nos pianos de "The Man from Nazareth". Nas guitarras, Carljohan Grimmark continua se distanciando de suas influências de Malmsteen, mas impondo sua peculiaridade com seus solos impossíveis. Andreas Olsson, baixista, tem uma atuação discreta, e na bateria, Andreas Johansson, é bastante técnico em seu instrumento. Christian Rivel nos vocais dispensa maiores comentários. Seu ponto positivo foi não explorar os agudos, onde algumas vezes soa forçado. Mats Levén (ex-Malmsteen, At Vance) participa como convidado nas vozes de apoio.
Com nove músicas que exploram diferentes ambientes, Narnia consegue trazer mais um ótimo disco, sem se distanciar de suas características. O trabalho não chama a atenção na primeira audição, por isso, ouça bastante antes de opinar e provavelmente você irá concordar comigo. Long Live The King!
Christians Voice
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