Resenha - Enter The Gate - Narnia
Por Márcio Heck
Postado em 29 de maio de 2006
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Este quinto registro do Narnia gerou bastante expectativa, devido ser o primeiro disco lançado após o surgimento do excelente projeto Divine Fire, em que Christian Rivel, vocalista, e outros integrantes da banda, obtiveram resultados surpreendentes em todos os aspectos. Esperava-se fortes influências deste projeto, o que não aconteceu. Mas o que rolou foi um álbum diferente do esperado, em que os suecos se superaram mais uma vez.

Lançado primeiramente no Japão, em março/2006 e no mês seguinte na Europa, "Enter de Gate" é um disco atípico. Por mais que os integrantes tenham dito antes do lançamento que seria o trabalho mais pesado do Narnia, este é justamente o trabalho mais progressivo e com as melhores "lentas" já compostas por eles, como por exemplo, "Take me home" e "The Man from Nazareth", que roubam a cena do disco, por soarem diferentes de tudo que o grupo já gravou.
Mas antes das influências de progressivo, na primeira faixa, "Into The Game", que está no topo em rádios da Europa, caminham pelo hard/metal ao estilo Audiovision (outro projeto de Rivel). Também trilham pelo power metal em "People of the bloodred cross", rica em riffs e backing vocals muito bons. Ainda destaco "Enter the Gate", que traz uma levada diferenciada e "Aiming Higher", que tem uma introdução que lembra bastante a música "Long Live the King".
"Enter the Gate" vem recheado de boas composições, bom gosto e agressividade na medida certa, porém, não existem aqueles milhares de riffs espalhados pelo disco como nos dois primeiros álbuns, nem soa com a atmosfera neoclássica que consagrou a banda no "Long Live The King". O que ouvirmos agora é o resultado das diversas influências dos integrantes, dando lugar ao próprio estilo do Narnia.
O ambiente criado pelos teclados é original e deliciosa de se ouvir em algumas introduções, como na música "Show all the world" e nos pianos de "The Man from Nazareth". Nas guitarras, Carljohan Grimmark continua se distanciando de suas influências de Malmsteen, mas impondo sua peculiaridade com seus solos impossíveis. Andreas Olsson, baixista, tem uma atuação discreta, e na bateria, Andreas Johansson, é bastante técnico em seu instrumento. Christian Rivel nos vocais dispensa maiores comentários. Seu ponto positivo foi não explorar os agudos, onde algumas vezes soa forçado. Mats Levén (ex-Malmsteen, At Vance) participa como convidado nas vozes de apoio.
Com nove músicas que exploram diferentes ambientes, Narnia consegue trazer mais um ótimo disco, sem se distanciar de suas características. O trabalho não chama a atenção na primeira audição, por isso, ouça bastante antes de opinar e provavelmente você irá concordar comigo. Long Live The King!
Christians Voice
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Fãs de Angra piram: Rafael Bittencourt confirma que Edu Falaschi vai ao Amplifica em 2026
O melhor disco de heavy metal de 2025, segundo o Loudwire
Para Mikael Akerfeldt (Opeth), o rock/metal progressivo virou regressivo
Dave Mustaine fala sobre "Ride the Lightning" e elogia Lars Ulrich: "Um excelente compositor"
Loudwire escolhe parceria feminina como a melhor música de heavy metal de 2025
"Parecia Def Leppard ou Bon Jovi": vocalista explica recusa a convite do Pantera
O categórico argumento de Regis Tadeu para explicar por que Jimi Hendrix não é gênio
O maior cantor de todos os tempos para Steven Tyler; "Eles já tinham o melhor"
Dave Mustaine elogia performance vocal de James Hetfield em "Ride the Lightning"
Os 5 discos de rock que Regis Tadeu coloca no topo; "não tem uma música ruim"
Motörhead "salvou" baterista do Faith No More de ter que ouvir Ted Nugent
Tony Iommi faz um balanço do ano que passou e promete álbum solo para 2026
A "canção romântica" dos Titãs que era a preferida de Renato Russo
Dave Mustaine revela condição nas mãos
Fernanda Lira diz que para criminalidade reduzir é preciso "não votar em quem odeia pobre"
A reação de Charles Gavin, dos Titãs, ao encontrar seu grande ídolo do rock inglês
Como o ícone do Reggae Bob Marley inspirou o lendário Max Cavalera
As 10 bandas com fãs mais tristes, segundo estudo (quase metade é de rock/metal)
O impagável anti-rock
Slash: Como ele largou os vícios em drogas, álcool e cigarro?
Guns N' Roses: As melhores músicas segundo a Ultimate Classic Rock
Jared Leto: a reação ao se ver no papel do Coringa
Spike: os sete piores solos de guitarra
Metallica fala para banda cover jogar processo no lixo
Ozzy Osbourne: os conselhos do Madman sobre masturbação



