Resenha - AssassiNation - Krisiun

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Por Maurício Dehò
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Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Depois de conquistar o seu posto entre as grandes bandas do metal mundial com "Conquerors of Armageddon" (2000), o trio gaúcho formado pelos irmãos Max (bateria) e Moyses (guitarra) Kolesne e Alex Camargo (vocal e baixo) continuou com a velocidade lá em cima até o último álbum, "Works of Carnage" (2003). Porém, quem ouviu o último lançamento, o EP "Bloodshed" (2004), já teve um aperitivo e podia prever o que a banda de death/black metal traria pela frente.
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AssassiNation mostra como a banda amadureceu e não tem medo de se renovar. Para quem torce o nariz só de ouvir a última palavra, o Krisiun consegue neste novo lançamento se renovar, mas está longe de perder a identidade e as principais características do seu som. A velocidade, a brutalidade e o peso estão lá, mas agora a banda passou a investir em ritmos mais quebrados, mais variados, com algumas levadas mais cadenciadas. Ainda deve ser levado em conta que o Krisiun é conhecido como uma das bandas mais pesadas do mundo (isso se não for A mais pesada!) então, imagine o que é "cadenciado" para esses caras.

O CD começa com "Bloodcraft", a faixa mais longa, com cerca de 6 minutos, e é uma das melhores. Ela resume bem a nova proposta do Krisiun, com trechos rápidos e brutais, mas não constantes como se via antes, e sim intercalado com partes cadenciadas. Além das discussões sobre os novos ritmos, um dos pontos fortes são os riffs, bastante criativos e extremamente pesados.

A segunda é "Natural Genocide", que mostra outra tendência do álbum, com boas frases e solos de guitarra. Moyses continua com as suas guitarras sobrepostas e seus arpejos na velocidade da luz, mas também varia nos solos e utiliza efeitos bastante interessantes como em "Vicious Wrath". Nesta última Alex também detona com o seu baixo. No vocal, mais grave do que nunca, continua esbravejando com todo o ódio. A produção também é um dos pontos altos do CD e ficou a cargo de Andy Classen (Rotting Christ, Belphegor, Tankard, Graveworm, etc.)

Para provar que o velho Krisiun ainda está bem vivo, há músicas como "Refusal" e "Suicidal Savagery", que tem aquela levada que os consagrou. E se o primeiro que poderia ser criticado é Max, pelos ritmos mais cadenciados, ele mostra (e, claro, não só nessas duas músicas), que está longe de perder o fôlego. E dá-lhe blast beats, dois bumbos e viradas ultra-rápidas!

Ainda pode-se destacar "H.O.G (House of God)", uma das melhores, e "United in Deception". Para completar os pouco mais de 45 minutos e 10 músicas, há ainda uma introdução à la Testament em The New Order e um "outro", com "Summon", nada mais do que aquelas 'brincadeiras' com efeitos criando um clima bem sinistro e que a banda fez muito bem. Pra fechar, uma homenagem ao metal old-school com "Sweet Revenge", do Motorhead, numa versão bem legal (e pesada).

O resultado final é que os gaúchos não têm medo de evoluir. Ao fazer as mudanças que se pode ouvir neste álbum, o Krisiun se permite experimentar (coisa que depois de um tempo a maioria das bandas adora) e acaba sendo mais criativo, de um jeito bastante positivo. A banda tem tudo para manter o nome do Brasil lá em cima e seguir com a destruição.

Assassination já foi lançado no exterior e será lançado em território brasileiro no show do dia 28 de maio em Porto Alegre. O lançamento é da Hellion Records.

Faixas:
Bloodcraft
Natural Genocife
Vicious Wrath
Refusal
H.O.G (House of God)
Father's Perversion
Suicidal Savagery
Doomed
United in Deception
Decimated
Summon
Sweet Revenge (Motorhead)

Integrantes:
Alex Camargo (baixo/vocal)
Moyses Kolesne (guitarra)
Max Kolesne (bateria)

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Sobre Maurício Dehò

Nascido em 1986, é mais um "maidenmaníaco". Iniciou-se no metal ao som da chuva e dos sinos de "Black Sabbath", aos 11 anos, em Jundiaí/SP. Hoje morando em São Paulo, formou-se em jornalismo pela PUC e é repórter de esportes, sem deixar de lado o amor pela música (e tentando fazer dela um segundo emprego!). Desde meados de 2007, também colabora para a Roadie Crew. Tratando-se do duo rock/metal, é eclético, ouvindo do hard rock ao metal mais extremo: Maiden, Sabbath, Kiss, Bon Jovi, Sepultura, Dimmu Borgir, Megadeth, Slayer e muitas, muitas outras. E é de um quarteto básico que espera viver: jornalismo, esporte, música e amor (da eterna namorada Carol).

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