Resenha - AssassiNation - Krisiun

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Por Ricardo Seelig
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9

"AssassiNation", sexto álbum do Krisiun (sem contar o split "Curse Of The Evil One" de 92 e os EPs "Unmerciful Order" de 93 e "Bloodshed" de 2004), acaba de chegar às lojas e deve gerar calorosas discussões entre os fãs do grupo. O que mais chama a atenção no disco, além do peso absurdo, é a adição de andamentos mais quebrados ao som da banda, e isso, certamente, irá dividir opiniões entre os devotos mais xiitas.

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Particularmente, esta variação me agradou muito. Não abrindo mão em nenhum momento do peso que sempre caracterizou a sua música, a opção do grupo por andamentos mais intrincados e variados deu ainda mais consistência à brutalidade característica de seu som. A velocidade extrema que estamos acostumados a ouvir nos álbuns do trio está presente, mas agora não é o prato principal.

A evolução de seus instrumentistas os levou, sem maiores traumas, a compor naturalmente passagens mais intrincadas e elaboradas em suas músicas. O resultado elevou o som do Krisiun a outro nível. A velocidade, que estava se tornando mais uma característica folclórica do que um diferencial em sua música, continua marcante, mas a inclusão de andamentos variados, aliados a riffs inspiradíssimos, tornou o som do Krisiun muito mais atraente e completo do que apenas "aquela banda que toca à velocidade da luz" (ouça a introdução de "Fathers Perversion" e comprove).

A bateria reta de Max Kolesne cedeu lugar à um verdadeiro massacre sonoro recheado de técnica por todos os lados. A guitarra de Moyses despeja riffs pesadíssimos, muito mais centrados no peso do que na velocidade pura e simples. E o vocalista e baixista Alex Camargo tem em "AssassiNation" aquela que pode ser considerada a sua melhor performance em todos os discos do grupo.

Um enorme destaque precisa ser feito para a produção de Andy Classen (Holy Moses), que deixou o som da banda cristalino, totalmente audível mesmo com todo o peso despejado em cada segundo.

"AssassiNation" é o aquele tipo de álbum que funciona perfeitamente como conjunto, mas algumas faixas acabam se sobressaindo, como é o caso de "Bloodcraft", "Suicidal Savagery" e "Decimated".

Sem exageros, com este trabalho o Krisiun aumenta, instantaneamente, o patamar do death metal a um nível inédito, nunca antes alcançado por nenhum outro grupo. Se antes de "AssassiNation" já eram considerados por muitos o maior representante do estilo em todo o mundo, depois dele será muito difícil qualquer outra banda chegar perto dos gaúchos (e isso não é um comentário patriótico, muito pelo contrário).

Excelente, e desde já um dos melhores álbuns de 2006. Compre.

Faixas:

1. Bloodcraft
2. Natural Genocide
3. Vicious Wrath
4. Refusal
5. H.O.G. (House Of God)
6. Fathers Perversion
7. Suicidal Savagery
8. Doomed
9. United In Deception
10. Decimated
11. Summon

Bonus Track
12. Sweet Revenge (Cover do Motorhead)


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