Resenha - Termination Bliss - Deathstars
Por Ricardo Seelig
Postado em 09 de maio de 2006
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
É engraçado, incoerente e precisa ser compartilhado com vocês: a crítica especializada brasileira de heavy metal, que tanto reclama e discursa contra o preconceito em relação ao metal, não aplica este discurso quando o assunto são os novos caminhos que a música pesada vem trilhando mundo afora.

Na verdade, vamos ser justos: quando estes caminhos não ferem tão radicalmente o que, para eles, é a essência do metal, são elogiados. Exemplos? O último álbum do Kamelot, "The Black Halo", excelente em todos os sentidos. Mas, quando estas novas influências extrapolam o que seria esta tal linha imaginária que delimita até onde o metal pode ir, daí a coisa pega. Mais exemplos? A birra com o Cradle Of Filth, que apesar de ter lançado ótimos álbuns ainda encontra críticos à granel. A resistência inicial ao som do Rammstein, que agora é reverenciado. Pois bem, isso está acontecendo novamente, na sua frente, neste momento, bem na sua cara, com a banda sueca Deathstars.
Com apenas dois discos lançados ("Synthetic Generation" de 2002, e o novo, "Termination Bliss"), o grupo é a bola da vez da crítica especializada brasileira. Termos como "esquisitões", "visual andrógino", "melodias repetitivas", "passagens viajantes", "barulhinhos esquisitos", "esdrúxulos", "esquizofrênicos", "monótonos", estão sendo usados à exaustão em praticamente todas as matérias a respeito do grupo. Mas, na boa, eu recomendo que você escute o grupo antes de adotar como sua uma opinião alheia.
Para mim, o som do Deathstars soa como uma união de elementos de grupos como Sisters Of Mercy, Rammstein, Metallica, Dimmu Borgir, Cradle Of Filth e Nine Inch Nails. Resumindo, a sonoridade une riffs pesados à batidas dançantes. A grosso modo, soa como um Rammstein cantando em inglês.
"Tongues", por exemplo, a faixa de abertura de "Termination Bliss", une estes elementos a um backing vocal feminino gótico, em um resultado final que agrada muito. Outra que me chamou bastante atenção foi "Blitzkrieg", com bumbos duplos e um riff cativante.
Outros bom momentos acontecem em músicas como "Cyanide" (o primeiro single), "Greatest Fight On Earth", "Play God", "Trinity Fields", "Death In Vogue" e a faixa título.
Um ótimo disco, que merece uma audição sem preconceitos. Quem tiver esta maturidade apreciará um trabalho honesto e de grande qualidade.
Faixas:
1. Tongues
2. Blitzkrieg
3. Motherzone
4. Cyanide
5. Greatest Fight On Earth
6. Play God
7. Trinity Fields
8. The Last Ammunition
9. Virtue To Vice
10. Death In Vogue
11. Termination Bliss
Bonus Tracks:
12. Termination Bliss (Piano Remix)
13. Blitzkrieg (Driven On Remix)
Outras resenhas de Termination Bliss - Deathstars
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Yngwie Malmsteen explica "não" a David Lee Roth e por que não trabalharia com Dio
Duff McKagan reflete sobre o dramático fim do Velvet Revolver
Epica esgota ingressos para show com orquestra e coral em São Paulo
Angra realizará primeiro show da carreira na Finlândia
Ator RJ Mitte, mais conhecido por "Breaking Bad", morre aos 34 anos
Marty Friedman admite ter pisado na bola em saída do Megadeth
Johnny Ramone: o guitarrista que revolucionou o rock com três acordes faria 78 anos
O que realmente significa quando um álbum é lançado em versão remasterizada?
O rockstar que se gaba de ter Donald Trump e Elon Musk na agenda do telefone
Por que é importante que artistas se posicionem politicamente
A música de 1984 que o Metallica tocou ao vivo uma única vez
A música do Venom inspirada em um dos grandes clássicos do Kiss
A noite em que Noel Gallagher ouviu "a melhor música de sua vida"
Graham Bonnet Band lança "The Fifth Force Of Nature", que traz participação de Bruce Dickinson
A origem satânica de "War Pigs", clássico anti-guerra do Black Sabbath



Carach Angren - Sete histórias para um inferno
Paura mira em velhos problemas humanos e entrega muito metalcore em "Primitive Chaos"
Flotsam and Jetsam entrega fúria e maturação em "Rats in the Temple"
Pride Of Lions Mantém a Tradição do AOR Clássico em "Unbridled"
Quase vinte anos do seu lançamento, "Over The Under" ainda soa vigoroso
Use sua ilusão: o pseudo disco perfeito do Guns N' Roses
30 anos de "A Tempestade" - o álbum que se tornou a despedida de Renato Russo
Os 40 anos de "Reign in Blood", obra-prima do Slayer e um dos maiores clássicos do thrash metal
Iron Maiden: Review do novo álbum publicado na revista Kerrang


