Resenha - Ghost Reveries - Opeth

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Por Alexandre Trentini
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Nota: 10


O velho e amado Opeth está de volta depois do bem sucedido álbum experimental Damnation. Mas dessa vez veio para se firmar entre os grandes nomes do metal da atualidade. Desde o Blackwater Park a banda só tem evoluído em seus trabalhos. E eis aqui mais uma pérola.

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O que esperar de uma banda como o Opeth depois de tudo o que eles já fizeram? Boa pergunta não é mesmo? Digo ainda mais um detalhe, o que esperar do Opeth com mais um integrante efetivo na banda? Per Wiberg (teclados), o mesmo que gravou o Damnation e saiu em turnê com a banda pelo álbum como músico convidado teve seu trabalho tão apreciado por Akerfeldt que agora ele é membro oficial da banda. Sim agora a banda possui 5 músicos!

Imaginem um Blackwater Park com teclados, um pouco mais progressivo e com passagens acústicas mais presentes ainda, mas mesmo assim mantendo o peso do Death Metal. Imaginem um álbum totalmente coeso com uma maturidade ainda maior, esbanjando criatividade, feeling, peso, técnica, melancolia. Sim, essa é a cara do Ghost Reveries.

O álbum já começa com um banquete a la Opeth como estamos costumados a ouvir, Ghost Of Perdition tem o peso característico, vocais guturais, passagens acústicas muito bem trabalhadas com arranjos de teclado.

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Em seguida temos The Baying of The Hounds, outra música bem no estilo da cozinha da banda, nota-se nessa música solos muito bem feitos, passagens acústicas lindas, riffs bem elaborados nas partes de peso, acompanhamento do teclado coeso e bem encaixado.

Beneath The Mire já começa a mudar a cara do álbum, cada vez mais se nota a diminuição das vozes guturais e as passagens acústicas são mais presentes do que as partes de peso, gosto muito dessa melodia, e o final dela é muito lindo, bem progressivo, com sons sintetizados diferentes, coisas jamais vistas no Opeth, estamos começando a mudar um pouco a concepção das músicas dessa banda.

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Agora chegamos no que eu chamo de progressividade: Atonement nos remete ao Damnation, mas a riqueza dessa música está além do que eu jamais vi no Opeth, tem tanto detalhe, tantas frases lindas que provavelmente se esta música estivesse no Damnation seria considerada o diferencial do álbum. Sim essa música é uma balada com tudo o que se tem direito, talvez a mais bela melodia calma do Opeth já escutada por mim até hoje.

Reverie/The Harlequin Forest, forte candidata a uma de minhas músicas preferidas do Opeth, com certeza a melhor do álbum. Essa música tem um ar diferente das músicas pesadas do Opeth. Ela tem um peso forte, misturado com uma melodia sem igual, mas a voz nessa música é mais marcada pela voz normal do Mikael, e não a gutural apesar de aparecer em certas partes também. Mas partes acústicas também são notadas e a melodia dela é impressionante, partes progressivas de maneira jamais criadas pelo Opeth são notadas nessa música também, partes que remetem ao Damnation de certa forma também pelo uso do teclado.

Hours of Wealth é linda, dedilhados característicos da banda, mais uma balada fortemente influenciada pelo Damnation e também de baladas anteriores da banda, o teclado de Per caiu como uma luva, e o resto da banda também como sempre.

Agora o peso voltou, The Grand Conjuration é um Doom/Death Metal de primeira categoria, o teclado na parte de peso deixou a música bem sombria, ótima performance da banda, música sinistra, belíssima, bem na cozinha Opeth, peso, quebradas, passagens acústicas, vocais guturais, vocais normais, e agora temos que nos acostumar, teclado fazendo bases assombrosas.

Isolation Years é mais uma balada belíssima com ótimos arranjos, ótima composição para fechar o álbum com chave de ouro provando mais uma vez que o Death Metal tem seus representantes de muita sensibilidade e criatividade e que o Opeth é uma das melhores bandas dos últimos tempos.

Esse álbum é o equilíbrio cativante de Blackwater Park misturado com a criatividade e genialidade do Damnation, é a fórmula perfeita que define o Opeth. Eu falo sem medo, que esse é o melhor álbum da banda e forte candidato ao melhor lançamento de 2005.

Não encontrei nenhuma parte chata nas músicas nem um único riff sem graça, o cd ta brilhante, 10 é pouco para avaliar tamanha genialidade.

O Opeth é

Michael Akerfeldt - Guitarra/Vocais
Peter Lindgren - Guitarra
Martin Mendez - Baixo
Martin Lopez - Bateria
Per Wiberg - Teclados/Backing Vocais

Site oficial: http://www.opeth.com


Alexandre Trentini
20 anos, estudante de Engenharia de Computação na PUC-PR. Entrou para o mundo do rock em 1998 com o álbum Psycho Circus do Kiss, a partir de então se interessou por música e se aprofundou no assunto, conhecendo bandas como Metallica, Iron Maiden, Black Sabbath, Angra, Dream Theater entre outras. Aos poucos começou a definir seu estilo favorito que é o Progressivo, mas nunca deixou de escutar qualquer vertente do rock que existe desde o Hard Rock até o Metal mais brutal e extremo. Suas bandas favoritas e suas principais influências são: Pain of Salvation, Opeth, Dream Theater, Iced Earth, Metallica, Iron Maiden, Symphony X, Anathema, Paradise Lost, Deep Purple, Pink Floyd, Rush entre muitas outras.


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