Resenha - Ghost Reveries - Opeth
Por Alexandre Trentini
Postado em 30 de setembro de 2005
Nota: 10 ![]()
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O velho e amado Opeth está de volta depois do bem sucedido álbum experimental Damnation. Mas dessa vez veio para se firmar entre os grandes nomes do metal da atualidade. Desde o Blackwater Park a banda só tem evoluído em seus trabalhos. E eis aqui mais uma pérola.
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O que esperar de uma banda como o Opeth depois de tudo o que eles já fizeram? Boa pergunta não é mesmo? Digo ainda mais um detalhe, o que esperar do Opeth com mais um integrante efetivo na banda? Per Wiberg (teclados), o mesmo que gravou o Damnation e saiu em turnê com a banda pelo álbum como músico convidado teve seu trabalho tão apreciado por Akerfeldt que agora ele é membro oficial da banda. Sim agora a banda possui 5 músicos!
Imaginem um Blackwater Park com teclados, um pouco mais progressivo e com passagens acústicas mais presentes ainda, mas mesmo assim mantendo o peso do Death Metal. Imaginem um álbum totalmente coeso com uma maturidade ainda maior, esbanjando criatividade, feeling, peso, técnica, melancolia. Sim, essa é a cara do Ghost Reveries.
O álbum já começa com um banquete a la Opeth como estamos costumados a ouvir, Ghost Of Perdition tem o peso característico, vocais guturais, passagens acústicas muito bem trabalhadas com arranjos de teclado.
Em seguida temos The Baying of The Hounds, outra música bem no estilo da cozinha da banda, nota-se nessa música solos muito bem feitos, passagens acústicas lindas, riffs bem elaborados nas partes de peso, acompanhamento do teclado coeso e bem encaixado.
Beneath The Mire já começa a mudar a cara do álbum, cada vez mais se nota a diminuição das vozes guturais e as passagens acústicas são mais presentes do que as partes de peso, gosto muito dessa melodia, e o final dela é muito lindo, bem progressivo, com sons sintetizados diferentes, coisas jamais vistas no Opeth, estamos começando a mudar um pouco a concepção das músicas dessa banda.
Agora chegamos no que eu chamo de progressividade: Atonement nos remete ao Damnation, mas a riqueza dessa música está além do que eu jamais vi no Opeth, tem tanto detalhe, tantas frases lindas que provavelmente se esta música estivesse no Damnation seria considerada o diferencial do álbum. Sim essa música é uma balada com tudo o que se tem direito, talvez a mais bela melodia calma do Opeth já escutada por mim até hoje.
Reverie/The Harlequin Forest, forte candidata a uma de minhas músicas preferidas do Opeth, com certeza a melhor do álbum. Essa música tem um ar diferente das músicas pesadas do Opeth. Ela tem um peso forte, misturado com uma melodia sem igual, mas a voz nessa música é mais marcada pela voz normal do Mikael, e não a gutural apesar de aparecer em certas partes também. Mas partes acústicas também são notadas e a melodia dela é impressionante, partes progressivas de maneira jamais criadas pelo Opeth são notadas nessa música também, partes que remetem ao Damnation de certa forma também pelo uso do teclado.
Hours of Wealth é linda, dedilhados característicos da banda, mais uma balada fortemente influenciada pelo Damnation e também de baladas anteriores da banda, o teclado de Per caiu como uma luva, e o resto da banda também como sempre.
Agora o peso voltou, The Grand Conjuration é um Doom/Death Metal de primeira categoria, o teclado na parte de peso deixou a música bem sombria, ótima performance da banda, música sinistra, belíssima, bem na cozinha Opeth, peso, quebradas, passagens acústicas, vocais guturais, vocais normais, e agora temos que nos acostumar, teclado fazendo bases assombrosas.
Isolation Years é mais uma balada belíssima com ótimos arranjos, ótima composição para fechar o álbum com chave de ouro provando mais uma vez que o Death Metal tem seus representantes de muita sensibilidade e criatividade e que o Opeth é uma das melhores bandas dos últimos tempos.
Esse álbum é o equilíbrio cativante de Blackwater Park misturado com a criatividade e genialidade do Damnation, é a fórmula perfeita que define o Opeth. Eu falo sem medo, que esse é o melhor álbum da banda e forte candidato ao melhor lançamento de 2005.
Não encontrei nenhuma parte chata nas músicas nem um único riff sem graça, o cd ta brilhante, 10 é pouco para avaliar tamanha genialidade.
O Opeth é
Michael Akerfeldt - Guitarra/Vocais
Peter Lindgren - Guitarra
Martin Mendez - Baixo
Martin Lopez - Bateria
Per Wiberg - Teclados/Backing Vocais
Site oficial: http://www.opeth.com
Alexandre Trentini
20 anos, estudante de Engenharia de Computação na PUC-PR. Entrou para o mundo do rock em 1998 com o álbum Psycho Circus do Kiss, a partir de então se interessou por música e se aprofundou no assunto, conhecendo bandas como Metallica, Iron Maiden, Black Sabbath, Angra, Dream Theater entre outras. Aos poucos começou a definir seu estilo favorito que é o Progressivo, mas nunca deixou de escutar qualquer vertente do rock que existe desde o Hard Rock até o Metal mais brutal e extremo. Suas bandas favoritas e suas principais influências são: Pain of Salvation, Opeth, Dream Theater, Iced Earth, Metallica, Iron Maiden, Symphony X, Anathema, Paradise Lost, Deep Purple, Pink Floyd, Rush entre muitas outras.
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