Resenha - Ghost Reveries - Opeth
Por Rodrigo Arruda
Postado em 17 de março de 2006
Nota: 10 ![]()
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5 caras, 3 suecos e 2 uruguaios, um puta som que mescla o death metal característico do Morbid Angel e o rock progressivo de Genesis e Camel... Difícil imaginar, tem que escutar!
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Ghost Reveries é o último álbum do quinteto encabeçado por Mikael Akerfeldt, oriundo dos cafundós da Suécia - Sörskogen para ser exato. A 'obra' de um modo geral está enraizada na linha seguida nos últimos trabalhos da banda - Blackwater Park e Damnation/Deliverance, - mais acessíveis do que os primeiros trabalhos.
Primeiros acordes: Ghost of Perdition, uma porrada que abre o CD, começa cadenciada em 3x4 e com vocais guturais. Segue em diversas linhas, passando por momentos, ora 'deathzão', ora 'genesiano'. A música dá a tônica do álbum como um todo.
Momento Led Zeppelin: Atonement, com uma harmonia meio hindu e percussão, lembra muito o quarteto inglês. Somente com vocais limpos e um clima místico criado pelo mellotron de Per Wilberg, agora membro oficial da banda.
Estilo Damnation: Hours of Wealth e Isolation Years nos remetem ao disco exclusivemente de rock progressivo da banda. Ótimas melodias, vocais limpos e de novo o mellotron faz a ambientação com maestria.
Melhor do álbum: Harlequin Forest, segue a linha típica das composições do Opeth, mas com originalidade. Tem passagens que lembram Bleak de Blackwater Park, algumas outras nos remetem aos tempos de Orchid e Morningrise. Fecha com uma levada sincopada no estilo da música título de Deliverance.
Cansativa: A música de trabalho do álbum, que já tem videoclip, Grand Conjuration é a menos empolgante pelo fato de que, depois dos 7 minutos de música, ela começa a se repetir. Os caras devem ter optado por fazer uma música mais acessível pra conquistar o público norte americano. Ainda assim uma grande canção, mas a pior do disco.
Excelente aperitivo pra quem vai conferir a banda em solo brasileiro, pela primeira vez. Pra quem não conhece ainda, uma boa mostra do que significa o som, muitas vezes incompreensível, desta ótima banda sueca.
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