Resenha - Accidentally On Purpose - Gillan And Glover

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Por Thiago Sarkis
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Nota: 7


Se você lê essa resenha em busca de Deep Purple ou qualquer coisa similar, não prossiga. O projeto destes dois legendários músicos da banda britânica surgiu num período de conflitos com Ritchie Blackmore, e procura de direção totalmente díspar de "In Rock" (1970), "Machine Head" (1972), ou "Perfect Strangers" (1984).

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No final de 1987, Ian Gillan rompia com o Purple, e só mantinha real contato com Roger Glover. Desta amizade e do objetivo de produzirem algo fora da esfera hard rock, surgiu "Accidentally On Purpose" (1988), um álbum pop, com sintetizadores para todos os gostos, toques caribenhos, e passagens suaves de rockabilly.

A música cultuada na década de oitenta e o trabalho de gênios como Peter Gabriel parecem ser as maiores influências por aqui, e funcionam razoavelmente bem.

Da primeira à quarta música seguem-se dezenas de atmosferas pulcras, dando o recado da distância que ambos queriam manter do rock 'n' roll. A previsível rendição ao estilo que os consagrou ocorre a partir de "Via Miami", contudo, nada que se aproxime sequer a mais leve das composições já realizadas pelo Deep Purple.

Saxofones, percussões e vocal aveludado aparecem em destaque, tanto quanto os teclados. Deles emanam os melhores momentos em músicas inspiradas como "Clouds And Rain", "Telephone Box", "I Can't Dance To That".

As versões para "Can't Believe You Wanna Leave" de Little Richard, "Lonely Avenue" de Doc Pomus - eternizada por Ray Charles - e "The Purple People Eater" de Sheb Wooley cativam pelos experimentos bem acessíveis, e intervenções inesperadas, mas não chegam a brilhar.

Apesar da constância do disco, prefiro chamá-lo de tentativa a realização. Dá pra curtir muita coisa, sem dúvida, e nisso os trabalhos de Randy Brecker (trompa, sax) e do baterista Andy Newmark são essenciais. Porém, a sensação que se tem ao fim das treze faixas é de ouvirmos músicos deslocados em estilos que não compreendem tão bem. É legal escutar numa hora tranqüila, pra relaxar, mas eles tomaram a decisão correta ao voltarem pro Deep Purple.

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Sobre Thiago Sarkis

Thiago Sarkis: Colaborador do Whiplash!, iniciou sua trajetória no Rock ainda novo, convivendo com a explosão da cena nacional. Partiu então para Van Halen, Metallica, Dire Straits, Megadeth. Começou a redigir no próprio Whiplash! e tornou-se, posteriormente, correspondente internacional das revistas RSJ (Índia - foto ao lado), Popular 1 (Espanha), Spark (República Tcheca), PainKiller (China), Rock Hard (Grécia), Rock Express (ex-Iugoslávia), entre outras. Teve seus textos veiculados em 35 países e, no Brasil, escreveu para Comando Rock, Disconnected, [] Zero, Roadie Crew, Valhalla.

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