Resenha - Donavon Frankenreiter - Donavon Frankenreiter
Por Ricardo Seelig
Postado em 13 de maio de 2005
Nota: 6 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O músico e cineasta havaiano Jack Johnson conquistou muitos fãs com o seu som. Seus quatro álbuns ("Brushfire Fairylales", de 2001 ; "On and On" e a trilha de seu próprio filme, "Thicker Than Water", ambos de 2003 ; e o recém lançado "In Between Dreams") emplacaram diversos hits ao redor do mundo e revelaram um artista com estilo próprio, ainda que, em diversos momentos, extremamente repetitivo.

Dito isso, vem a pergunta: de quantos Jack Johnsons o mundo precisa? Se depender da roda de amigos do cara, de pelo menos mais dois. Um deles se chama G. Love e é assunto para outro dia, porque hoje a gente vai falar do outro.
Com nome esquisito e som similar ao do padrinho, Donavon Frankenreiter lançou o seu primeiro CD em 2004. Pegando carona na quantidade de fãs conquistados por Johnson ao longo dos anos, seu primeiro álbum foi sucesso em todo o mundo. Puxado pelo hit "Free" (não por acaso composta em parceria com Jack Johnson, e com participação do próprio dividindo os vocais), que ainda toca direto nas rádios de todo o Brasil, o álbum revela algumas faixas interessantes.
"It Don't Matter" abre o disco e revela de cara a fórmula seguida em todas as faixas: música bonitinha, sem compromisso, tranquila e sem maiores pretensões artísticas. Agradável, alegrinha, pronta para ouvir, curtir e esquecer logo depois. A voz agradável de Donavon se destaca, em uma levada com pitadas de funk e reggae.
O hit "Free" vem na seqüência, e é, realmente, a melhor faixa do CD. Filho direto de qualquer um dos discos de Jack Johnson, mantém o clima leve e despretencioso do álbum. Perfeita para impressionar os seus amigos "antenados" e "moderninhos".
O álbum ganha força quando Donavon sai da sombra de Johnson e tenta descobrir a sua própria identidade, em faixas como a bela 'Butterfly" e "Bend In The Road". Uma pena que isso só aconteça nestas duas músicas. Nas restantes, Donavon só repete, ainda que com extrema competência, a fórmula adotada por Jack Johnson.
Ou seja: se você curte o som de JJ, compre. Se você não conhece o som de JJ, compre também, porque é uma ótima maneira de conhecer. Se você procura um CD sem maiores pretensões artísticas, que seja só legal e agradável, e não dá muita bola para coisas como originalidade, escute.
Descubra qual é a sua praia, que você vai descobrir o que quer fazer. Porque, para mim, um Jack Johnson já está de bom tamanho.
Faixas:
1. It Don’t Matter
2. Free (com Jack Johnson)
3. On My Mind
4. Our Love
5. What’cha Know About (com G. Love)
6. Butterfly
7. Bend In The Road
8. Day Dreamer
9. Make You Mine
10. Call Me Papa
11. Heading Home
12. So Far Away
13. Swing On Down
Coloque WHIPLASH.NET entre suas fontes favoritas do Google
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As bandas de metal que Hetfield não compreende; "Como diabos conseguem lembrar das músicas?"
A música do Led Zeppelin que melhor define Robert Plant, segundo Jimmy Page
O melhor álbum de rock progressivo de cada ano dos anos 1970, segundo a Loudwire
O álbum dos anos setenta que Slash disse ter marcado "o fim do rock como nós conhecíamos"
Por que Lemmy Kilmister não gostava de "Ace of Spades", música mais famosa do Motörhead
Seis anos após último show com o Aerosmith, baterista Joey Kramer reaparece
A melhor música já escrita em todos os tempos, segundo Bob Dylan e Billy Joel
Os 11 maiores solos com pedal wah da história do rock e metal, segundo a Loudwire
O melhor disco dos anos 80, segundo a Classic Rock
Hollywood Vampires anuncia álbum ao vivo "At Montreux Jazz Festival"
Brasil de fora da tour de despedida do Rhapsody, mas Epica promete "celebração especial"
Bruce Dickinson lamenta ter perdido "metade da vida" dos filhos
O "absurdo" que atribuem ao Led Zeppelin, na opinião de Paul Stanley
O hit que Angus Young desprezou e se tornou mais conhecido do que qualquer música do AC/DC
Os guitarristas mais influentes para Jonathan Donais (Anthrax, Shadows Fall)
O solo de Slash que, para Kiko Loureiro, consegue o que Ritchie Blackmore fazia nos anos 70
Eloy Casagrande comenta genialidade e falta de técnica que cobrou um preço de Bill Ward
Slash falhou em seguir o conselho de Keith Richards, que mesmo assim foi lá e o apoiou


Headhunter DC - Death Metal como arma, identidade e resistência
Black Swan - Quando a experiência se transforma em poder de fogo
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto



