Resenha - 11 Dreams - Mercenary
Por Clóvis Eduardo
Postado em 15 de abril de 2005
Surpreender-se com som hoje realmente é difícil. Fora ou não do metal, há uma dificuldade em distinguir o que é de musicalidade nova. O Mercenary dá uma mexida nos padrões clichês, mas não foge da regra de fazer boa música. Apenas mistura tudo de um jeito singular, e o bacana, é que toda vez que você termina de ouvir uma música, o dedo segue para o botão "repetir".

É difícil considerar um CD indispensável para a coleção metálica dos apaixonados pelo estilo. Mas o pessoal que leva a sério o metal melódico bem tocado, com uma musicalidade forte e o death metal com vocais violentos e aterrorizantes, vai se dar bem ao escutar Mercenary. Em resumo, a banda vem a parecer com Soilwork, um dos grandes nomes do metal sueco, mas o resultado é milhões de vezes melhor, isso sem hipérboles. Até a capa, feita por Nickas Sundin, guitarrista do Dark Tranquillity e exímio desenhista é uma beleza.
Para quem não conhece, o grupo vem da Dinamarca e já tem mais de dez anos. Lançou bons álbuns como "First Breath" em 1998 e "Everblack" em 2002. Mas agora desponta com "11 Dreams", uma nova fase na carreira do grupo, que tem na formação o vocalista Mikkel, os guitarristas Martin e Jakob o baixista Kral o tecladista Morten e o baterista Mike.
"Into the Sea of Dark Desires" é a faixa instrumental que antecede "World Hate Center", canção digna de melhores do ano saca? Pancadas desumanas no caixa e bumbo acrescidos de uma soberba de teclados estilo Wintersun. Os vocais são nervosos nesta música, mas de total variação. Caso você pegue canções como a própria "11 Dreams", terá uma sensação diferenciada. Por isso aconselho a deixar o cd rolar inteirinho e descobrir qual será de fato, a entonação preferida.
E como o disco mesmo diz, são onze faixas, das quais nenhuma delas é dispensável. Até a balada "Times Without Changes" tem uma presença muito bem encaixada no cd, e precede "Loneliness", uma música de sete minutos e que contém todos os elementos para caracterizar uma excelente canção. Tudo, absolutamente tudo é muito ativado. Vocal com interpretação, riffs de qualidade e solos animais, cozinha insistente e uma harmonia nos teclados deslumbrantes. Resta apenas curtir, este cd que faz perder o fôlego a cada audição.
Track List:
01. Into the Sea of Dark Desires (1:05)
02. World Hate Center (4:59)
03. 11 Dreams (6:51)
04. reDestructDead (5:47)
05. Firesoul (7:36)
06. Sharpen the Edges (5:35)
07. Supremacy v2.0 (8:12)
08. Music Non Stop (4:12)
09. Falling (6:56)
10. Times Without Changes (2:58)
11. Loneliness (7:38)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O maior guitarrista de todos os tempos, de acordo com a Guitar World
A banda que James Hetfield odeia e Robert Trujillo ama: "É por isso que eu os odiava"
A declaração de James Hetfield não surpreende, considerando de onde veio
Os álbuns do Iron Maiden que colocam Bruce Dickinson e Steve Harris em lados opostos
Fãs esculacham o Metallica após discurso feito por James Hetfield em show
Guns N' Roses vai gravar novas músicas em 2027, garante Slash
Iron Maiden e Judas Priest estavam acertando turnê juntos para 2026, segundo Ian Hill
O disco injustiçado dos anos 90 do Iron Maiden, de acordo com Regis Tadeu
150 clássicos do heavy metal que foram lançados há mais de 40 anos
Alissa White-Gluz admite sentir muito medo de morrer
A música de Eric Clapton que tem o solo de guitarra favorito de Brian May
O dia em que Steve Harris virou checador de fatos do baterista do Nightwish
Dave Mustaine revela sua admiração pelo Stone Temple Pilots
A música em que Ozzy Osbourne se vingou do pastor que o chamava de Anticristo
O músico que Joan Jett considera a personificação do verdadeiro rock and roll
A única música tocada no Festival de Woodstock que atingiu o primeiro lugar nas paradas
O verso de "Igreja" que fazia Arnaldo Antunes deixar palco dos Titãs por desconforto
A melhor banda que Paul Stanley, vocalista do Kiss, já viu ao vivo


Kiss - há 44 anos, "Creatures of the Night" marcou o retorno da banda ao hard rock pesado
Ninguém tinha sobrenome na casa onde os Rolling Stones gravaram "Exile on Main St."
A Tempestade (ou O Livro dos Dias): 30 anos da despedida
"Se o Rádio Não Toca", o raro registro ao vivo de Raul Seixas que ganhou edição definitiva
Carach Angren - Sete histórias para um inferno
Paura mira em velhos problemas humanos e entrega muito metalcore em "Primitive Chaos"
Flotsam and Jetsam entrega fúria e maturação em "Rats in the Temple"
Pride Of Lions Mantém a Tradição do AOR Clássico em "Unbridled"
Quase vinte anos do seu lançamento, "Over The Under" ainda soa vigoroso
Alice In Chains: Sete músicas, que podem mudar a vida de uma pessoa



