Resenha - Longe Demais Para Voltar - Mal Nenhum
Por André Toral
Postado em 02 de janeiro de 2001
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Formada em Volta Redonda, no interior do Estado do Rio de Janeiro, e composta por Gel Melo (guitarra e violão), Newton Jr. (Vocalista), Max Henrique (baterista), Mário Resende (guitarra a violão) e Jefferson Rodegheri (baixista e tecladista), o Mal Nenhum acaba de soltar seu CD-demo chamado "Longe Demais Pra Voltar".

Incrível como algumas bandas, mesmo não sendo profissionais, acabam passando uma imagem totalmente matura, musicalmente dizendo. Este é o caso desta, que parece estar junta há tanto tempo, devido ao entrosamento que transparece ao se ouvir o material. O som se volta para o rock and roll básico, mas levado bastante a sério, já que as letras, em português, não são fúteis quanto as das demais bandas. Outro destaque fica por conta do controle exercido, nos aspectos instrumentais e vocais, onde ninguém quis mostrar que é melhor do que o outro, ou seja, nada de exageros.
A faixa-título, para começo, é do tipo de rock and roll totalmente influenciado pelo velho "Golpe de Estado", com bom instrumental, vocal e muito bom gosto nos arranjos; justifica sua execução em rádios, pois seu ritmo é bastante agradável e agitado. "Vivo" traz dedilhados introdutórios que anunciam muito mais rock, destacando-se o bom trabalho exercido no solo da canção. Um pouco mais pesada, "Eis o Mundo" apresenta um riff pesado e ótimo posicionamento do vocal nas melodias que a compõem. Considerando-se que todas as bandas assim tem de ter baladas, "Esse Tempo" se diferencia pelo seu ritmo e inteligência na composição de arranjos, sendo muito bonita; é outra que já foi executada em rádios. "Quando Eu Encontrar Todas As Razões" possui um clima inicial com estupenda atuação de guitarra-solo, com muita melodia, bem como dedilhados que dão um toque ainda mais especial, até se tornar uma balada com muita fúria, pois contém peso distribuído na hora certa; em determinado momento, ganha uma aceleração muito interessante.
É uma pena que nesse país um rock tão inteligente e maduro como o do "Mal Nenhum" não seja tão aceito como aquelas porcarias "engraçadinhas", com letras estúpidas e instrumental sofrível. De qualquer forma, isso não impede que uma banda tenha seu lugar ao sol, merecidamente, como se espera para esta banda. Ótimo começo! Agora, é só acelerar os esforços para divulgação e aproveitar todas as oportunidades e bocas que apóiam o rock and roll nacional.
Para contactar a banda: [email protected]
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Abbath encerra show após meia música em festival finlandês
A música do Titãs com Andreas Kisser na guitarra e Iggor Cavalera na bateria
As 50 melhores músicas do Queen, segundo a Classic Rock
As 10 melhores e mais influentes capas do rock, segundo a Ultimate Classic Rock
As 10 melhores músicas do Alice in Chains, segundo a Metal Hammer
O baterista que David Gilmour chamou de melhor do mundo após conseguir tocar com ele
O grande cantor de quem Phil Collins era fã, mas cujas atitudes o incomodavam
Regis Tadeu explica por que Blackmore voltou ao palco com o Deep Purple após 33 anos
O baterista que James Hetfield achou "terrível" na primeira vez em que ouviu tocar
Agora é oficial: Slipknot anuncia demissão de Sid Wilson
Regis Tadeu explica morte dos Mamonas Assassinas: "Imprensa não contou"
Era do grunge foi a pior época para o metal, de acordo com Max Cavalera
A música "sem graça" que zoa o punk rock e se tornou hit do Van Halen
Jim Root justifica postagem feita após rumores da demissão de Sid Wilson do Slipknot
13 bandas de death metal cujo primeiro álbum é o melhor, segundo a Loudwire
A lendária cantora que Eric Clapton detesta: "Reconheço, mas não me faz sentir nada"
James Hetfield afirma que é "quase impossível" manter o ritmo do passado
Ozzy Osbourne dá a cura para a ressaca



A Magia Ancestral do Green Lung: O Impacto Monumental de "Woodland Rites"
Resenha - Skylab VI - Cadê Meu… Álbum?
Left To Die, o supergrupo tributo ao seminal Death, lança seu primeiro disco



