Resenha - Hell To Pay - Dokken
Por Thiago Sarkis
Postado em 31 de dezembro de 2004
Nota: 8 ![]()
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Chamem o médico porque o Dokken está dando sérios sinais de vida. Depois de lançamentos apagados em estúdio e de um ao vivo tirado do fundo do poço - não foi da cartola, infelizmente -, o grupo retorna de fato à ativa com "Hell To Pay" e uma nova formação.
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A voz de Don Dokken deve ter passado por um excelente tratamento, pois volta a brilhar numa sonoridade bem clássica da banda. Parece que os conflitos internos estavam mais em jogo do que a competência em si. As relações desgastadas quase levaram o conjunto ao colapso total. Todavia, o vocalista e o baterista, Mick Brown, seguiram juntos e, ao lado de Jon Levin nas guitarras e Barry Sparks no baixo, conseguem colocar o Dokken nos trilhos.
Tecnicamente Jeff Pilson pouca falta faz. É provável que em termos de energia e, mesmo backing vocals, alguns problemas apareçam para Sparks, mas, por enquanto, ele deu conta do recado. Da mesma maneira o faz o novo guitarrista. Por sinal, já o quinto do Dokken. E veio carregado de responsabilidade, pois tem como predecessores ninguém menos que George Lynch, Reb Beach, John Norum e Alex DeRosso.
A proximidade do som da guitarra de Levin àquilo que Lynch apresentava em "Tooth And Nail" (1984) é um fator fundamental para o sucesso do disco. Soa já familiar e assim mesmo muito próprio, cheio de estilo. Excelentes timbres, solos competentes. Grande revelação!
Em destaque aparecem climas dark, em levadas não muito aceleradas, caso de "The Last Goodbye", "Haunted", "Still I’m Sad". Cadência acertada. De qualquer maneira, "I Surrender" parece-me a melhor do álbum, distinguindo-se por um acréscimo razoável de vibração e velocidade. Não se distancia tanto das outras neste sentido, mas a pequena variação já é suficiente para deixá-la em relevo. Além dessas, vale lembrar "Letter To Home", trazendo novamente o lado do Dokken imensamente inspirado pelos Beatles.
Bom trabalho também de mixagem (Wyn Davis / Brian Daugherty), masterização (Eddy Schreyer) e produção, pelo próprio Don Dokken. Resta saber se este é aquele o último suspiro de uma velha vida, ou o início de uma nova. Torçamos para a segunda opção. Neste ritmo, está muito bom!
Site Oficial – http://www.dokken.net
Don Dokken (Vocais)
Jon Levin (Guitarras)
Barry Sparks (Baixo)
Mick Brown (Bateria)
Material cedido por:
Century Media Records – http://www.centurymedia.com.br
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