Resenha - Domination - Morifade
Por Bruno Coelho
Postado em 11 de novembro de 2004
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Os suecos do Morifade nunca foram uma banda muito grande dentro do cenário metal mundial. Aliás, pelo que parece, vamos começar a setorização de produção de bandas de qualidade em determinados estilos. Parece que a Suécia leva jeito mesmo é para o Death Melódico, a Finlândia para o Melódico, a Alemanha para o Power e o Thrash e os EUA para porra nenhuma... talvez o Prog, pelas mãos do Dream Theater, Shadow Gallery, Magnitude 9 e Symphony X. Tá bom, os EUA tiveram a cena Thrash da Bay Area também, vai! Mas e hoje em dia? O Brasil, internacionalmente, talvez tenha marcado mais com o Thrash/Death do que com o Prog/Melódico do Angra e do Shaman...

Se o futuro mostrar que minha observação é coerente, terei criado uma justificativa ridícula (porém correta) para o que venho notando ultimamente. Vejam bem! Existem bandas excelentes de todos os estilos em todos os países por aí. Mas parece que cada país se destaca mais com um determinado estilo. A Itália também se destaca por um certo estilo e não vamos esquecer da NWOBHM (como o nome já explicita, britânica). Vai ver que cada país tem uma vocação mais forte para um determinado estilo.
O Morifade é uma ótima banda, conta com ótimos músicos e possui algumas ótimas composições. O que parece ter faltado neste Domination foram momentos mais inspirados, refrãos mais grudentos e uma produção menos burocrática. Já sou conhecido por observar mais a fundo a produção dos álbuns e me encanto realmente com a parte técnica das gravações. Andy La Rocque (o produtor) usou de timbres já ultrapassados para as guitarras e os samples utilizados na "triggagem" da bateria também são um tanto quanto "Rhapsody-do-Legendary-Tales" demais para mim. Reparem bem ao ouvirem o disco como os timbres dos instrumentos lembram bastante o som de bandas italianas como Vision Divine, Labyrinth e Rhapsody! Acho que Andy estudou a cartilha errada do Melódico ou, talvez, o Morifade tenha insistido para soar daquele jeito...
Mas do que ia importar essa baboseira toda sobre produção se o disco superasse tudo isso com as composições? Bom, como já disse, infelizmente, não foi esse o caso. O disco é agradável, com muitas variações de andamento e linhas melódicas bem trabalhadas. O problema é que ele não chega a encantar, convencer o ouvinte a acompanhar as letras no encarte e cantar junto com a banda. Os maiores destaques vão para o vocalista Stefan Petersson que, de certa forma, possui um timbre de voz muito parecido ao do King Diamond (a oitava faixa, Erase, mostra isso com clareza) e para o tecladista Fredrik Eriksson que possui uma ótima técnica e soube encaixar bem o teclado nas composições da banda.
Claro que dá para destacar algumas faixas, como A Silent Revolution, The Second Coming e Panopticon. Apesar de ser curto (apenas 9 faixas), o disco conta ainda conta com 5 bônus exclusivos para a América do Sul, incluindo um cover para a faixa Judas, do disco Walls of Jericho do Helloween. Algumas faixas bônus chegam até a superar as faixas do disco em si, como Cast a Spell e As Time Decide - a melhor do disco inteiro.
De uma forma ou de outra ainda está faltando um pouquinho mais para o Morifade decolar. Espero que não demore! Alguém tem que provar que essa minha teoria ridícula sobre a relação entre países/estilos de metal realmente não faz o menor sentido!
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Rick Rubin descartou uma das maiores bandas do grunge; "Não acho que sejam muito bons"
Moonspell atinge o ápice no maravilhoso "Opus Diabolicum - The Orchestral Live Show"
A regra não escrita que o Iron Maiden impõe nos solos de guitarra, segundo Adrian Smith
Fabio Lione afirma que show do Angra no Bangers Open Air será legal
"Deveríamos nos chamar o que, Iron Maiden?": Geddy Lee explica manutenção do nome Rush
A música apocalíptica do Metallica lançada há mais de 40 anos que ainda faz sentido
A foto polêmica em que Stevie Nicks mostrou mais do que queria e depois se arrependeu
Jon Oliva publica mensagem atualizando estado de saúde e celebrando o irmão
Michale Graves não se enxerga mais como parte do punk e já começou mudança na carreira
A lenda do rock que ajudou o AC/DC a abrir caminho nos EUA, segundo Malcolm Young
Por que em "Ride the Lightning" o Metallica deu um grande salto em relação a "Kill 'Em All"
Frontman do Corrosion of Conformity, Pepper Keenan lembra teste para baixista do Metallica
Exausto das brigas, guitarrista não vê a hora de o Journey acabar de vez
O guitarrista com o qual Ronnie Romero (ex-Rainbow) se recusaria a trabalhar


Carach Angren - Sangue, mar e condenação no Holandês Voador
Testament - A maestria bélica em "Para Bellum"
Auri - A Magia Cinematográfica de "III - Candles & Beginnings"
Orbit Culture carrega orgulhoso a bandeira do metal moderno no bom "Death Above Life"
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos


