Resenha - Soundtrack to Your Escape - In Flames

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Por Clóvis Eduardo
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(Nuclear Blast - nacional)

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Soundtrack to Your Escape é, no mínimo, um disco polêmico. Típico para os puristas reclamarem, os americanos levantarem as orelhas e a mídia baixar o sarrafo. E como baixou! O novo disco do In Flames virou tema de debate de cabeludos com artigos de couro e também de boys de calças largas. Vergonha. Mesmo assim, é um trabalho de fato pouco digerível na primeira audição. Na segunda já está melhor, na terceira umas três músicas se salvam e na 20ª é o melhor trabalho de 2004. Querendo ou não, é o que o acontece.

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O quinteto sueco formado por Anders Fridén (vocal), Björn Gellote e Jesper Stömblad (guitarras), Daniel Svensson (bateria) e Peter Iwens (baixo) se dobra e desdobra para tentar superar Reroute to Remain (2002), álbum anterior. Não conseguiu, mas ainda assim apresentou inovações que podem pegar no gênero musical que o In Flames se encaixa. No último disco as músicas tinham um acompanhamento de teclado mais forte do que neste novo CD. Algumas músicas ficaram interessantes e boas. Há de se considerar a forte mudança ocorrida de Clayman (2001) até Soundtrack to Your Escape. Na escalada musical da banda, as mudanças são claras. E a qualidade, de média para alta.

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Culpar produtor é uma prática condenável. Se você ouve o CD e ele não é bom, a culpa é dos compositores. Se você leva letra e música montada ao estúdio, o produtor não irá virá-las de cabeça para baixo (a não ser que os caras sejam muito desleixados com seu próprio trabalho). Dizer que o new metal entrou nos cérebros dos suecos é uma ofensa aos criadores de Jotun, Artifacts of the Black Rain e Jester Script Transfigured, para citar apenas três exemplos antigos.

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Separando o joio do trigo, The Quiet Place, Dead Alone, Like You Better Dead e Superhero of the Computer Age são minhas preferidas. As partes em que Fridén ataca com vocais limpos não são grosseiras como o anunciado há meses, muito menos podem matar alguém do coração. Até sou obrigado a concordar que o teor de "nervosismo" durante as músicas aumentou e muito.
As bases são pesadas, mas não estão lá em baixo. E se estivessem? Pergunto o que um fã de carteirinha do In Flames (além de mim, é claro) pensou quando botou o negócio para tocar.

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O barulho vindo da bateria tem uma sonoridade diferente e a captação do caixa está muito leve, o que dá mais destaque aos riffs e melodias. O trabalho no geral está plenamente aceitável. Tirando o refrão de F(r)iend e o som de "radinho fora de estação" (na atual turnê, usado como introdução por longos quatro minutos).

Gosto do In Flames e gostei muito de Soundtrack to Your Escape. Está na hora de a banda aparecer no Brasil, soltando alguns clássicos e músicas novas. Àqueles que acham que a banda passou a integrar o cast de bandas de new metal, pergunte a um amigo que curte o famigerado gênero (todo mundo conhece um) se ele já ouviu In Flames. Uma das respostas que obtive foi "nunca ouvi". Outro sujeito disse "não é new metal, não. Nem tem DJ!". Palavra de quem "entende".

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