Resenha - Wild Seed of Mother Earth - Voodoo Hill

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Por Sílvio Costa
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Nota: 8


Vocalistas competentes existem até muitos por aí. Agora um sujeito que é capaz de fazer a diferença qualquer que seja o estilo aí já é bem mais difícil. Glenn Hughes é, seguramente, uma das maiores vozes do rock e é capaz de transformar qualquer trabalho numa peça indispensável. Este segundo disco do Voodoo Hill é a maior prova disto.

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Quem conheceu o The Cage, com os talentos de Tony Martin e Don Airey, vai se surpreender com o trabalho do Voodoo Hill. Além de toda a competência, talento e versatilidade de Hughes, Dario Mollo parece bem mais à vontade aqui. São solos inspirados (ouça o que ele faz em "My Eyes Don't See it" e comprove), harmonizações belíssimas e muito bom gosto na escolha dos timbres. A 'sabbathica' "Can't Stop Falling" é uma das mais interessantes do disco. O trabalho oscila entre o hard rock pesado e um heavy metal diversificado. Parece que Dario Mollo está mais interessado em mostrar que é um músico versátil, capaz de transitar com facilidade por diversos estilos de rock pesado, sem abrir mão da qualidade técnica e do bom gosto na hora de elaborar arranjos.

Apesar da batida meio chatinha, a faixa-título merece destaque principalmente por trazer Glenn Hughes também no baixo. O mesmo acontece em "16 Guns", com um andamento mais interessante e bastante peso nas guitarras e no baixo de Hughes. Algumas faixas remetem a um ambiente setentista bem ao gosto do cantor, que nos brinda com uma seqüência de grandes interpretações. Ele está muito mais agressivo do que costuma ser e suas interpretações estão mais "vivas". É o vocalista certo para a pegada hard rock desenvolvida por Mollo neste CD.

A produção é caprichada e todos os detalhes são muito bem cuidados. O apuro técnico dos músicos é valorizado por um som cristalino. Dario Mollo, é lógico, aparece em destaque, mas o baterista Roberto Gualdi e o baixista Fulvio Gaslini merecem destaque por formarem uma das mais competentes cozinhas do hard rock/AOR da atualidade. Embora não haja muito espaço para quebradeiras e variações rítmicas muito acentuadas, a pegada dos dois impressiona pela precisão e pela criatividade, especialmente do batera.

Esse é um daqueles discos que ficam vários dias sem sair do aparelho de som. Embora seja um som bastante simples, se compararmos com o que tem sido feito atualmente, é uma música muito honesta e que conquista exatamente por isso. Não teria como ser melhor a união de uma das maiores vozes do rock com um guitarrista criativo, competente e talentoso.

Site oficial: www.dariomollo.com/voodoo

Material cedido por:
Hellion Records - http://www.hellionrecords.com
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São Paulo - SP - BRASIL
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Sobre Sílvio Costa

Formado em Direito e tentando novos caminhos agora no curso de História, Sílvio Costa é fanzineiro desde 1994. Começou a colaborar com o Whiplash postando reviews como usuário, mas com o tempo foi tomando gosto por escrever e espera um dia aprender como se faz isso. Já colaborou com algumas revistas e sites especializados em rock e heavy metal, mas tem o Whiplash no coração (sem demagogia, mas quem sabe assim o JPA me manda mais promos...). Amante de heavy metal há 15 anos, gosta de ser qualificado como eclético, mesmo que isto signifique ter que ouvir um pouco de Poison para diminuir o zumbido no ouvido depois de altas doses de metal extremo.

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