Resenha - A Street Between Sunrise and Sunset - Satellite

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Por Bruno Coelho
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Nota: 7


Bastante curioso este debut da banda polonesa Satellite, chamado "A Street Between Sunrise and Sunset". Fundada em 2000 e composta quase que totalmente por músicos ou ex-músicos de outra banda polonesa chamada Collage (totalmente desconhecida por mim), o Satellite aposta nas composições do talentosíssimo baterista Wojtek Szadkowski (ô nomezinho complicado) e faz um som bem prog, mas com nenhuma pitada de metal.

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A arte do álbum é maravilhosa e ficou a cargo de Mark Wilkinson, conhecido por várias capas do Marillion e do Fish. Infelizmente, ficamos com o elogio apenas para a capa, porque de maravilhoso o álbum não possui nada mais. É óbvio que a técnica de todos os músicos é excepcional, mas para quem gosta de guitarra como eu, fica tudo muito calminho, muito "ambient"...

É importante ressaltar que apesar de não ter nenhuma veia metálica, Wojtek mostra habilidade soberba na parte melódica do disco, que, sem sombra de dúvidas, possui passagens memoráveis. Apesar de ser basicamente um mar mais calmo que o Pacífico Sul, "A Street Between Sunset and Sunrise" apresenta mais um músico de grande talento: o tecladista Darek Lisowski, sem dúvida o maior destaque individual aqui. Apesar de capaz de criar os mais diversos climas, Darek não está no nível de um Derek Sherinian ou de um Jordan Rudess, mas ainda assim desfila bom gosto por todas as faixas, roubando o disco.

Caso você goste de Marillion e Fish, Genesis e Yes, compre sem medo algum. Faixas como as enormes "The Evening Wind" e a faixa título são de muito bom gosto. As curtas "No Disgrace" (com mais guitarras que qualquer outra no disco) e "Midnight Snow" também agradam bastante, mas podem não empolgar o fã de um prog mais "turbinado" como o do Rush e muito menos o do Dream Theater.

Um álbum técnico e correto, bem tocado e bem gravado, faltando uma produção mais pegadora, com mais punch, e uma mixagem mais generosa com a guitarra! Bem legal para um começo mas longe de ter as qualidades de um álbum nota 10.

Indicado para amantes de Genesis, Yes, Asia, ELP, Rick Wakeman, Marillion e afins.

Contra indicado para quem gosta de violência e brutalidade, guitarras velozes, solos furiosos e bumbo duplo! A não ser que tenha a mente BEM aberta ou esteja precisando de doses cavalares de calmante!




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Sobre Bruno Coelho

Bruno Coelho é Arquiteto, escritor, poeta, produtor de eventos, pai, tradutor, intérprete e professor de inglês. Morou em cinco capitais brasileiras e hoje dedica-se ao árduo labor de organizar eventos na capital maranhense de São Luís. Fã do Dream Theater, Tool, Symphony X, Pain of Salvation e Evergrey, encontra espaço pra novas bandas e vertentes sempre.

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