Resenha - Midnattens Widunder - Finntroll

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Por Clóvis Eduardo
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Agora o escriba aqui enlouqueceu de vez, afinal, que tipo de metal faz o Finntroll? Ou melhor, que tipo de música? Pois bem, para você que faz parte de algum grupo folclórico, questões assim serão facilmente explicadas. Não que o Finntroll seja uma banda que mescla polka e folk com heavy metal, mas sim uma que utiliza a sonoridade técnica de um verdadeiro animador de festas tradicionalistas. Portanto, seja cuidadoso na avaliação depois da audição do primeiro CD do grupo, Midnattens Widunder.

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Ao fim da nona e última música, você pode querer nunca mais pegar qualquer outro trabalho do Finntroll nas prateleiras (se é que dá para encontrar algum nas lojas brasileiras) ou pode também ter apenas uma reclamação a fazer: que a duração do CD é pequena demais. São 29 minutos de um black metal apurado e recheado de preciosidades num debut que para muitos não tem a menor importância, afinal, é a primeira banda da Finlândia que tem a característica de cantar no idioma do país natal. Em meu curto conhecimento de música, é a primeira vez que eu vejo (ou melhor, ouço) uma coisa dessas.

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Afinal, é black metal devido ao ritmo, à música folclórica ou às letras? Na dúvida de como caracterizar, fica a critério de cada um ouvir e descobrir o que é, já que ritmos mais cadenciados também dão o tom do negócio desses caras. Alguns trechos e introduções colocam você dentro de uma festa. Sim, uma festa! O mais interessante deste trabalho é a variedade e o poderio de ritmos que as músicas vão adquirindo. Com certeza vale você dar uma conferida.

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Vários outros ritmos e instrumentos são utilizados nas músicas, e digo que nenhum deles sequer desmerece estar presente. Tudo fica muito bem arranjado no grupo, cuja inspiração é a cultura nórdica local. Citar faixa por faixa... Bem, imagino que você não queira dar um nó na língua ao pronunciar e não entender ao menos o significado do título de cada uma - o finlandês não é das línguas mais estudadas em nosso país. Aliás, duvido mesmo que alguém se arrisque nele.

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Assim, destaquemos a faixa-título, que tem aquela força e pegada típica da ferocidade contagiante do black metal. O vocalista Kattla é o grande nome da banda, usando tons mais rasgados e gritados tendo ainda uma grande versatilidade nos tons limpos. As harmonias de fundo do tecladista Trollhorn fazem uma base fantástica para todo o enredo das músicas, mas não dá para esquecer as performances do guitarrista Teemu, do baixista Tundra e do batera B. Dominator, que completam um time muito bem arrumado.

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Está certo que nenhum desses nomes fazem parte da grande mídia, a não ser pela notícia passada de que a morte de Teemu ainda não teve seu motivo esclarecido. No entanto, é Midnattens Widunder que chama a atenção. O poder do Finntroll nos momentos de quebradeira é de tirar o chapéu e o fôlego. Se você quer uma coisa diferente mas sem fugir muito do metal, vá atrás da banda. Sua cabeleira em alguns momentos vai cortar o ar e, repito, você só irá reclamar da curta duração do CD.

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(Spikefarm Records - importado)




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Sobre Clóvis Eduardo

Clóvis Eduardo Cuco é catarinense, jornalista e metaleiro.

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