Resenha - DC Cooper - DC Cooper

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Por Jeferson Alan Barbosa
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O que aconteceria se juntássemos a classe e a técnica de um dos melhores vocalistas surgidos na década de 90, somada ao peso e técnica dos músicos de uma banda que tem se mantido forte, ativa e muito respeitada dentro do cenário Hard Mundial nos últimos anos ?

Pois é, neste seu primeiro trabalho solo, DC Cooper conseguiu a façanha de gravar um cd primoroso, que agrada tantos os mais radicais como os velhos fãs do Hard-Rock, pois fica claro a tremenda competência desse vocalista nas composição, interpretações, e arranjos por parte da banda, que é nada mais, nada menos o Pink Cream 69.

Sendo fã desse extraordinário vocalista, confesso que aguardei com enorme expectativa ao lançamento deste cd que alcançou a casa das 35.000 cópias vendidas, isso de 98 a 99, fato este que deve ter ferido profundamente o ego do Sr. André Andersen, líder do Royal Hunt, fazendo com que o mesmo despedisse DC injustamente através de um anúncio vinculado via Internet.

A produção deste CD ficou a cargo de Dennis Ward, baixista e produtor do Pink Cream 69, o que nos deixa ainda mais com a certeza de estarmos ouvindo um trabalho de sua banda.

Os destaques vão para as músicas Easy Living do Uriah Heep, que na minha sincera opinião trata-se de um dos melhores covers feitos até hoje, onde a voz afinada de DC Cooper se encaixa perfeitamente ao coro melódico dessa canção.

The Angel Comes mostra um ótimo trabalho das guitarras de Alfred Koffler e Tory Ostby além de um refrão maravilhoso.

Until the End é uma linda balada com um grande clima romântico.

Whitin Yourself é uma pancada sonora, e, se tocada pelas guitarras de Glenn Tipton e K.K. Downing se encaixaria perfeitamente em um CD do Judas Priest se DC tivesse sido aproveitado no teste para o lugar de Rob Halford.

Freedom emociona, e com certeza é o ponto alto deste trabalho, nela DC Cooper mostra o quanto é competente com sua bela voz melódica, alcançando altas notas, maravilhosa !! vale o CD !!! a performance da banda também é matadora.

Take Me In é o mesmo caso de Whitin Yourself, mostrando que DC Cooper também sabe mesclar o melódico ao Heavy Metal, e que os fãs poderiam comprovar alguns anos depois na banda Silent Force.

The Union mescla um pouco de cada momento ouvido no decorrer do CD, com direito a um belo coro feminino e a participação de David Readman, vocalista do PC 69.
Uma ótima faixa, que fecha o CD com um tom de despedida, um final emocionante!!!
Esta música também foi a última a ser apresentada por DC quando de sua apresentação em São Paulo no End of Century Metal em 27/11/99, ao vivo, foi mais emocionante ainda!!!!

Para finalizar, ouvindo este cd podemos considerá-lo da seguinte maneira:
 Um clássico do estilo.
 Uma aula dada por músicos de extrema competência.
 Uma obra de arte na carreira desse grande vocalista que é DC Cooper.

Nota 10


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Sobre Jeferson Alan Barbosa

Comecei a ouvir Rock aos 12 anos, no inicio dos anos 80, meu primeiro disco foi "PETER FRAMPTON Special" mas foi através do extinto programa "Som Pop" exibido pela TV Cultura que passei a conhecer aquelas que seriam as minhas bandas preferidas, KISS e IRON MAIDEN. Como não tinha dinheiro, a única solução era pedir discos emprestados aos amigos, sendo que os primeiros foram: Fireball e Made In Europe (DEEP PURPLE), Saint n' Sinners (WHITESNAKE), Heaven and Hell (BLACK SABBATH), Iron Maiden (IRON MAIDEN) e Killers (KISS). Possuo um vasto acervo pessoal que incluem fotos, pôsteres e reportagens de muitas bandas, sendo o maior deles o da banda KISS. Assisti a inúmeros shows mas, destaco entre eles como sendo os de maior importância, as duas primeiras edições do Rock in Rio (85 e 91), onde assisti o melhor show da minha vida, o JUDAS PRIEST na tour do disco "Painkiller".

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