Resenha - Metal Discharge - Destruction

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Por Gilberto Minholi
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Se alguém ainda duvidava que simplicidade e técnica poderiam ocupar o mesmo espaço, eis aqui a prova cabal de que sim, isto é possível! Pois é assim que soa o Destruction! Tudo bem que no começo da carreira a coisa era bem tosca, mas eles evoluíram, aprenderam a tocar melhor e é isso que eu quis dizer quando utilizei a palavra "técnica" poucas linhas acima. Agora, quanto à simplicidade... significa simplesmente que, ainda bem, trata-se de uma banda que sabe fazer música sem soar "chato-indulgente", como é raro às vezes em certos grupos que tentam mostrar que tocam pra caramba e coisa e tal. Bem, quem curte a banda sabe do que eu estou falando e do seu passado "tosco-glorioso".

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"The Ravenous Beast" abre o álbum de forma digna e mostra que a banda continua sendo um tanque de guerra abrindo fogo contra tudo e todos, a faixa-título também mantém o pique de soco na cara até que surge "Rippin’ The Flesh Apart" com um início mais ameno, mas com peso de sobra, a qual abre caminho para "Fear Of The Moment", com uma parte central com, digamos assim, um certo groove muito bem sacado.

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"Mortal Remains", "Desecrators Of The New Age", "Historical Force Feed", "Savage Symphony Of Terror" são mais algumas tipicamente arrasa-quarteirão e que antecedem a faixa "Made To Be Broken" a qual têm uma pegada que lembra o falecido Pantera até certa altura, mas que depois volta a ser o Destruction de sempre.

O trabalho termina com a ótima "Vendetta" que no seu cadenciado início mostra um vocal um pouco diferente, mais grave e malígno e que ficou muito legal. Resumindo, o Destruction continua a sua saga em defesa do bom e velho Thrash Metal, e com um novo aliado, para acompanhar Schmier e Mike, o baterista Marc Reign que demonstra na sua pegada precisa, que merece o posto que ocupa.

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Em suma, está longe de ser excepcional, mas é um bom disco, bem direto, sem firulas e mais uma vez com grandes riffs de guitarra, porém, que peca um pouco na sua produção que não chega a ser tão fraca como era em trabalhos mais antigos, mas que fica bem aquém do trabalho anterior, o matador The Antichrist.

Aumente o volume e acabe com o pescoço!!!!

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Duração – 39:13 (10 músicas)

Website oficial: www.destruction.de

Formação:
Schmier – baixo e vocal
Mike – guitarra
Marc Reign – bateria


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