Resenha - After the Fire - Pharaoh
Por Paulo Finatto Jr.
Postado em 15 de outubro de 2003
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Se Tim Aymar ficou mundialmente conhecido por trabalhar ao lado de Chuck Schuldiner (Death) na banda Control Denied, Mas poucos conheciam muito a fundo a carreira de vocalista do Sr. Aymar, tanto que era quase desconhecida esta sua outra banda, pelo qual o vocalista já estava presente desde 1998. O Pharaoh pouco se parece com o Control Denied, isso por seguir em uma linha mais extrema do metal, mas sim por encaminhar-se entre o heavy tradicional e o power metal americano oitentista.

"After the Fire" é o primeiro disco do Pharaoh, banda esta formada por Matt Johnsen (guitarra), Chris Kerps (baixo) e Chris Black, além de, é claro, Tim Aymar (vocal). Pode parecer que o tempo entre 1998 e 2003 seja um grande espaço para uma banda lançar o seu ‘debut’, mas devemos ressaltar que no caso do Pharaoh o disco estava pronto para sair em 2000, mas por problemas de sua antiga gravadora (a Icarus – da Argentina), o disco acabou saindo muito tempo depois pela estreante e italiana Cruz Del Sur Music, e aqui pelo Brasil, pela também estreante Zenor Recordz Brasil (www.zenorecordz.hpg.com.br). Falando propriamente do material, o disco acaba não se sobressaindo muito, infelizmente o estilo de cantar do Tim Aymar não é muito certeiro para um heavy que flerta o melódico como no caso do Pharaoh. Mas posso dizer que se o problema é o estilo de cantar do Tim Aymar em algumas músicas, o restante da banda manda realmente muito bem, com grande destaque ao baterista Chris Black e a dupla de guitarristas, que variam com perfeição melodias mais "soladas" e bases extremamente pesadas.
O disco abre com a música que deve mais agradar o ouvinte que conferir o disco, a faixa título "After the Fire". Nesta música, nota-se claramente que a melodia de voz de Tim Aymar está muito bem encaixada no instrumental mais pesado do Pharaoh, o que acaba se tornando o "estilo" em que a banda mais demonstra qualidades. Já "Forever Free" é uma música com maiores melodias, e mesmo não tendo um encaixe 100% entre instrumental e vocal, acaba de destacando como uma composição bem forte e magistralmente executada. Se o vocalista Tim Aymar seguisse o seu estilo de cantar como no começo de "Heart of the Enemy", certamente teríamos em mãos um dos melhores lançamentos de 2003! De certa forma "Solar Flight" segue numa linha parecida de "After the Fire", e também sendo por este motivo, um dos carros-chefe do disco. Fechando bem o material, "Never, Not Again" chama muito a atenção por ser uma música mais cadenciada e muito bem feita. Já a última, "Slaves", é novamente algo mais rápido e pesado, propriamente power metal – inclusive com coros no refrão. Outro bom momento musicalmente no CD.
Num balanço geral, fico achando que somente Tim Aymar é um ponto a melhorar dentro da banda. Se for para ele seguir em um estilo mais "agressivo" ao cantar, o interessante seria investir em músicas mais rápidas e pesadas. Já se em um próximo disco o seu vocal andar por um lado mais melodioso, as músicas devem ser melodiosas igualmente, para não haver nenhum deslize nesta carreira que está começando a ser formada pelo Pharaoh. Por último, parabéns à Zenor Recordz por trazer ao Brasil mais um bom lançamento nacional.
Line-up:
Tim Aymar (vocal);
Matt Johnsen (guitarra);
Chris Kerps (baixo);
Chris Black (bateria).
Track-list:
01. Unum (Intro)
02. After the Fire
03. Flash of the Dark
04. Forever Free
05. Heart of the Enemy
06. Solar Flight
07. Now Is the Time
08. Never, Not Again
09. Slaves
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Tributo a Syd Barrett une Pink Floyd, David Bowie, Violeta de Outono e John Paul Jones
Bruce Dickinson diz que prefere gravar novo álbum do Iron Maiden a fazer outra turnê
Baixista se manifesta pela primeira vez sobre retorno do Faith No More
A banda dos anos 2000 que mais orgulhava Geddy Lee por seguir os passos do Rush
A banda punk que Bono considera a melhor de todos os tempos
Steve Hackett (Genesis) e Steve Rothery (Marillion) anunciam álbum colaborativo
A música do Queen que Freddie Mercury considerava melhor que "Bohemian Rhapsody"
O músico que Freddie Mercury considerava o maior de todos os tempos
A banda que explodiu nos anos 90 e fez Robert Plant pensar em desistir
A opinião de Mark "Barney" Greenway, do Napalm Death, sobre Lemmy e o Motörhead
Para Bruce Dickinson, um vocalista que não consegue mais cantar deixa de ser lendário
Vocalista do Moonspell sobre tradução literária: "É mal pago, mas adoro"
Amy Lee justifica turnê do Evanescence só com vozes femininas
As 10 melhores músicas que Adrian Smith escreveu para o Iron Maiden, segundo a Metal Hammer
As Cinco Melhores Músicas de Andre Matos - Parte 1
Jimmy Page sobre a pior capa do Led Zeppelin: "Eu assumo a responsabilidade por ela"
Bruce Dickinson: a banda brasileira de Metal que surpreendeu o vocalista
Cinco bandas de rock/metal que tiveram finais muito tristes


"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
Michael Jackson - "Thriller" é clássico. Mas é mesmo uma obra-prima?
Iron Maiden: Virtual XI não é nem oito, nem oitenta



