Resenha - Alive Or Just Breathing - Killswitch Engage
Por Alexandre Avelar
Postado em 19 de julho de 2003
Depois de explodir na Suécia, o death melódico começa a conquistar adeptos nos EUA, seja pelo crescente sucesso de bandas como In Flames e Soilwork naquele país, seja pelo surgimento de bandas norte-americanas praticantes do estilo, como o Beyond The Embrace e o Killswitch Engage. Felizmente, a Sum Records já colocou à disposição dos fãs brasileiros do estilo o CD de estréia do Beyond The Embrace, e o segundo disco (o primeiro pela Roadrunner Records) do Killswitch Engage, justamente este "Alive Or Just Breathing".
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Ainda quanto ao Beyond The Embrace e o Killswitch Engage, vale ressaltar que, apesar de adeptas do death melódico, tais bandas possuem estilos diversos, sendo que o Beyond The Embrace segue uma linha mais "tradicional", lembrando o In Flames de "Whoracle" e "Colony", enquanto o Killswitch Engage lembra o que vem fazendo o Soilwork desde "A Predator's Portrait", mas com características próprias.
Em "Alive Or Just Breathing", o Killswitch Engage contava ainda com o vocalista Jesse Leach, que posteriormente deixou a banda por problemas com as cordas vocais, sendo substituído por Howard Jones. Independentemente das qualidades a serem mostradas pelo novo vocalista no próximo disco do Killswitch Engage, é de se lamentar a perda de um talento como o demonstrado por Leach neste CD, com sua imensa capacidade de mesclar vocais agressivos, death, melódicos e guturais de forma sempre agradável e natural, a exemplo de Speed, vocalista do Soilwork, a despeito da diferença de estilo e de timbre vocal que existe entre um e outro.
Quanto ao CD em si, o que pode assustar a princípio é o visual da banda, bem próximo ao das execráveis bandas de new metal americano, e também o fato de que a faixa de abertura do CD, "Numbered Days", parece uma cruza de Pantera com Machine Head e Fear Factory, ou seja, não é nada original.
Fora isso, o resto do CD é bem interessante, o que começa a transparecer a partir da segunda faixa, "Self Revolution", onde começam a surgir riffs na linha do In Flames, os vocais passam a alternar momentos mais "death", agressivos, a outros mais melódicos. Surgem a partir daí também passagens instrumentais bem trabalhadas, som de baixo mais evidente, riffs de thrash metal (palhetadas) e melodias vocais na linha do Soilwork, embora com entonação diferente.
Em "Fixation On The Darkness" há bastante pedal duplo, sendo que a bateria, um dos destaques do CD, foi tocada pelo também guitarrista e produtor do CD Adam Dutkiewicz (que nome complicado!), uma vez que o baterista Tom Gomes só foi recrutado quando as gravações já estavam prontas. Ainda quanto à esta faixa, vale ressaltar o belo refrão, e alguns riffs de guitarra influenciados pelo estilo de Zakk Wilde, guitarrista de Ozzy Osbourne.
A partir da quarta faixa, "My Last Serenade", o álbum passa a soar mais linear, apesar das constantes variações apresentadas no decorrer das músicas, assim como faz o Soilwork. Assim, ao longo do restante do disco, há um desfile de riffs certeiros, melodias grudentas, instrumental preciso, em músicas de curta duração, geralmente entre três e quatro minutos cada uma.
A partir da faixa número 07, "To The Sons Of Man" (com menos de dois minutos de duração), o lado mais brutal do Killswitch Engage começa a aflorar, especialmente em "Vide Infra", onde há elementos que remetem aos momentos mais pesados e brutais de bandas como The Crown, At The Gates e Arch Enemy.
Outro destaque fica por conta da faixa de encerramento do disco, "Rise Inside", que é precedida por uma pequena faixa introdutória bem suave ("Without a Name"), começa com uma introdução de contrabaixo, um início cadenciado, e depois explode em peso e agressividade, encerrando o CD de forma magistral.
Grande promessa o Killswitch Engage. Felizmente, a cada dia que passa, o fantasma do new metal, que tanto assombrou o metal norte-americano, parece agora ter o mesmo destino que o famigerado grunge, com o surgimento de novas bandas investindo no peso e na qualidade musical. Vamos esperar e torcer para que o Killswitch Engage seja bem sucedido e mantenha a proposta honesta apresentada neste CD.
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