Resenha - Music Remains The Same: A Led Zeppelin Tribute - Led Zeppelin

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Por Tiago Lucas Garcia
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Aposto que antes de você clicar no atalho para ler esse review você pensou: “Lá vem outro tributo caça-níqueis”. Porám, dessa vez não se trata daqueles tributos bizarros que se encontra no supermercado (aqueles tributos orquestrados de qualidade para lá de duvidosa) e muito menos de um mega investimento de uma grande gravadora. A intenção desse aqui é colocar bandas de metal para reescrever os clássicos do Led. Entre essas bandas de metal podemos ouvir nesse play: Grave Digger, Primal Fear, Blaze, Doro, Angra entre outros. O estranho é que mesmo contando com a presença de um representante brasileiro e de bandas consagradas por aqui, muita gente nunca ouviu falar desse tributo...
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Bem, como cada faixa de um tributo é tocada por uma banda diferente ou vou fazer uma analise “track-by-track”... sigam-me:

Angra, Kashmir: Logo no começo dá para perceber que o intuito do Angra foi colocar a própria cara no clássico. Umas percussões a lá “Holy Land” e o estilo guitarristico da dupla Kiko/Rafael são bem evidentes em toda a faixa. Vale destacar também o vocal de Eduardo Falaschi que ficou muito apropriado ao estilo “épico oriental” da música.

Blaze, Dazed and Confused: O ex-vocalista do Maiden manda bem numa versão quase doom (na verdade se trata de uma versão bem pesada de um blues, mas para ouvidos metálicos se trata de “doom”) do som do primeiro álbum do quarteto Inglês.

Primal Fear, The Rover: Confesso que não ouvi muitas vezes esse som (do álbum Physichal Graffiti), mas essa versão do Primal Fear soa “100% Primal Fear”. Talvez se fosse colocado no meio de um dos álbuns dos alemães eu nem iria perceber que se tratava de um cover. É para esse tipo de versão que serve um tributo.

Doro, Babe I´m Gonna Leave You: Doro aproveita os “crescendos” e “diminuendos” desse som para mostrar seus dotes vocálicos. A musica se adequou muito bem ao seu estilo.

Elegy, Rock ´n´ Roll: Os holandeses do Elegy ficaram com a incumbência de gravar um dos maiores clássicos do Led, e se deram bem. Colocaram umas notas a mais aqui e acolá, umas mudanças de tempo e o reciclaram de forma digna.

Tierra Santa, Communication Breakdown: Os espanhóis do Tierra Santa fizeram uma versão “frenética” para Communication Breakdown. Ficou parecida com algo do Judas Priest.

Grave Digger, No Quarter: O Grave Digger reescreveu de forma excelente a “viajante” No Quarter. Era de se esperar que o Grave Digger escolhesse uma musica mais pesada, mas a escolha dessa faixa se mostrou perfeita. Soa como uma das antigas baladas dos alemães, como “Yesterday”.

Masterplan, Black Dog: O recém formado Masterplan ficou com o clássico “cachorro preto”. Destaque para Jorn Lande que mais uma vez mostra que sabe coverizar muito bem vocalistas dos anos 70.

Consortium Project: O projeto do guitarrista francês Patrick Rondat e do vocalista Ian Perry gravou de forma adequada à faixa de abertura do Led Zeppelin III.

Mago de Öz, Whole Lotta Love: Os “madrileños” do Mago de Oz desfiguraram inverteram e remexeram inteiramente a musica do Led. Assim como em suas músicas colocaram uma passagem com whistle (flauta irlandesa) e violinos. Incluíram também passagens mais épicas. No final o resultado ficou interessante.

Axxis, Good Times Bad Times: O Axxis fez uma versão legal, porem não muito inovadora da faixa do primeiro álbum do Led.

White Skull, Stairway To Heaven: E o “gran finale” ficou com o White Skull que gravou “aquela musica” que todo o humano que não é surdo já ouviu. De novo só a já esperada(em se tratando de uma banda de metal tradicional) pisada no acelerador no final da musica.

Considerações Finais... O mais legal de um “cover” é quando a banda se apropria da essência da musica coverizada para criar uma nova musica, incorporando características próprias. Por isso é bem interessante quando ocorre de bandas de um determinado estilo fazerem covers de músicas de outros estilos(mesmo que seja de hard rock para metal). Aí reside a maior qualidade desse tributo. Que mais tributos nessa linha possam freqüentar nossos cd-players, quem sabe tributos metálicos ao Uriah Heep, Rainbow...

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