Resenha - Planet Panic - Pretty Maids
Por Rafael Carnovale
Postado em 05 de maio de 2002
Nota: 7 ![]()
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Hard rock na veia. Os roqueiros do Pretty Maids retornam à ativa após um hiato de 2 anos. Ronnie Atkins e Cia. nos brindam com um petardo aonde mostram todo seu talento rockeiro. Porém este cd, seguindo a linha de seu antecessor, "Anything Worth doing than Overdoing", nos traz mais peso nas composições, com uma pegada mais heavy metal, tendência que a banda vem gradativamente absorvendo com competência. As 2 primeiras faixas, "Virtual Brutality" e "Playing God" demonstram claramente tal tendência. Influências claras de Judas Priest e Accept podem ser notadas. São boas músicas, uma boa entrada com peso e agressividade.

Já a faixa seguinte, "He Who Never Lived", já traz a pegada mais hard anos 80 que caracteriza a banda, com um destaque para o batera Michael Fast e para as guitarras de Ken Hammer. A banda só peca quando tende para o lado mais cadenciado e lento, com uma certa monotonia, o que se observa nas faixa "Not What You Think" e "Worthless", e nas baladas "Natural High" e "Enter Forevermore". De longe a banda já fez bem melhor. Mas isso não compromete o produto de todo, que tem seu grande destaque na puro hard "Who’s Gonna Change", onde a banda demonstra toda sua competência e coesão, e no cover para o clássico "One Way to Rock" de Sammy Hagar, música reproduzida com fidelidade ao original, sem inovações, mas o resultado final ficou a contento.
Um bom cd que vale uma conferida. A banda já fez muita coisa melhor, mas este álbum não pode ser considerado ruim.
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