Resenha - Lilith - Contrappunto

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Por Thiago Sarkis
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Nós brasileiros vivemos reclamando que bandas nativas precisam sair do nosso país, assinar contrato com gravadoras de fora, e depois, provavelmente, obter alguma resposta por aqui. Porém, nunca paramos e valorizamos, por exemplo, uma empresa que trabalha em nosso território, como a Progressive Rock Worldwide, e descobre talentos tanto nacionais quanto internacionais. Pois é hora de fazer isso, já que graças ao investimento e coragem da PRW, temos no Brasil acesso a algo, ao qual poucas localidades do globo têm, em resumo, os lançamentos do espetacular grupo italiano Contrappunto.

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Aqueles que gostaram de "Subsidea", debute de Andrea Cavallo e seus súditos, podem ter uma pequena decepção na primeira audição de "Lilith", visto que os ouvidos precisarão se adaptar a este segundo disco.

O conjunto não mudou seu estilo, nem diminuiu a complexidade e grandiosidade nas estruturas sensacionais e inesperadas de suas composições. Porém, houve uma nítida desaceleração nas músicas.

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Em relação às faixas que constaram no álbum anterior, talvez as oito aqui presentes sejam até mais variadas, trabalhadas e difíceis de se executar. Todavia, é um rock progressivo em formato amansado no quesito peso, intensidade, e isso pode vir a chocar alguns ouvintes.

As guitarras, ainda bastante eficientes, cederam um pouco de seu espaço a seções semi-acústicas e focalização ainda maior nos teclados do líder Andrea Cavallo. Bateria e baixo, de certo que por conseqüência, entraram numa perspectiva de acompanhamento simples, criação e manutenção de temas, base estrutural. Nada de negativo, pelo contrário, mas o resultado disso é a perda daquele relativo peso do primeiro trabalho e o surgimento de alguns momentos bem sossegados, quase new age.

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As referências feitas durante toda essa crítica, de maneira alguma buscaram depreciar este excelente álbum, que contém magnificências como "Far From Here", "Moon", "Fantasia Pour Le Piano" e "Dive In Yourself". Elas serviram apenas como aviso, pois quem o faz amigo é, e espero que os leitores estejam agora especialmente hábeis a encurtar seus períodos de adaptação e alargar o tempo para o deleite de atuações fantásticas como a da vocalista Adelaide Loru.

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Site Oficial – http://www.geocities.com/SunsetStrip/2227/

Adelaide Loru (Vocais)
Sebastiano Di Paola (Guitarras & Violão)
Andrea Cavallo (Piano, Teclado & Sintetizadores)
Guido Fiori (Baixo)
Denis Militello (Bateria)

Material cedido por:
Megahard Records / Progressive Rock Worldwide – http://www.progressive.com.br
Caixa Postal: 41.698 / São Paulo / 05422-970 / Brasil
Tel: (0xx11) 3224-0709
Fax: (0xx11) 3224-8297
Email: [email protected]

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Sobre Thiago Sarkis

Thiago Sarkis: Colaborador do Whiplash!, iniciou sua trajetória no Rock ainda novo, convivendo com a explosão da cena nacional. Partiu então para Van Halen, Metallica, Dire Straits, Megadeth. Começou a redigir no próprio Whiplash! e tornou-se, posteriormente, correspondente internacional das revistas RSJ (Índia - foto ao lado), Popular 1 (Espanha), Spark (República Tcheca), PainKiller (China), Rock Hard (Grécia), Rock Express (ex-Iugoslávia), entre outras. Teve seus textos veiculados em 35 países e, no Brasil, escreveu para Comando Rock, Disconnected, [] Zero, Roadie Crew, Valhalla.

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