Resenha - Running To The Top - Push
Por Fernando DeSantis
Postado em 02 de maio de 2002
Nota: 7 ![]()
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A banda santista Push, que toca um power metal melódico de alta qualidade, coloca no mercado pela gravadora Megahard seu primeiro disco, intitulado "Running To The Top". Formado por Paulo Sérgio (vocal e guitarra), Ney Anies (baixo), Rod Luzzi (bateria) e Paulo Marcos (vocal e guitarra), a banda demonstra ser composta por músicos de qualidade, que de certa forma não conseguem esconder a influência de bandas como Gamma Ray e Helloween, da época do "Walls Of Jericho".

O disco é porrada do começo ao fim, sem dar tempo para o ouvinte respirar. O destaque da banda fica por conta da presença dos dois vocalistas, que tornam o Push bastante original. Os vocais dos dois "Paulos" combinam muito bem, as linhas de vozes foram muito bem elaboradas e os dois rapazes demonstram um bom entrosamento. A cozinha também segura as pontas e o destaque fica para o baixista Ney, que é muito técnico.
Na faixa de abertura, "No More Illusions", os dois vocalistas fazem um ótimo trabalho no refrão, enquanto a faixa "Lost In Time" com um refrão grudento, acerta em cheio no gosto dos fãs do estilo. Porém, o destaque do disco, sem sombra de dúvidas é a impressionante "Running To The Top", a faixa título do álbum. O início da música é avassalador e empolgante e as demais passagens da canção são muito bem elaboradas, fazendo com que essa música seja o "carro chefe" do disco. A faixa "Terror In A Dreamland", demonstra uma outra grande influência da banda: Megadeth. É impressionante como o Push conseguiu soar tão parecido com a banda de Mustaine. Além das 10 faixas próprias, o disco ainda conta com um cover de "Sabbath Bloody Sabbath", do Black Sabbath, interessante.
O grande pecado do disco de estréia do Push fica por conta da fraca produção. Se a banda tivesse investido mais nesse quesito, com certeza o resultado final seria muito mais interessante. A gravação ficou abafada, o que acabou deixando o som muitas vezes embolado. Porém esse problema não tira os méritos da banda santista, que tem muita estrada pela frente e já aponta como uma das grandes promessas do Metal nacional.
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