Megadeth: Pena que o começo da banda chegou junto com seu final

Resenha - Killing Is My Business... And Business Is Good! - Megadeth

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por Rafael Carnovale
Enviar correções  |  Comentários  | 

Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


É ironia pura fazer a resenha desse cd, o primeirão do Megadeth, lançado em 1984, quando se anuncia o fim da banda. E principalmente após o lançamento de seu primeiro cd ao vivo (o duplo RUDE AWAKENING) e este relançamento, com um encarte recheado de fotos e notas dos membros da banda, e com uma capa nova, com Mr. Vic Rattlehead bem mais assustador. Mas este cd há muito merecia um relançamento digno, pois é um dos melhores, senão o melhor da banda. Mustaine acabara de ser despedido do Metallica, e queria a todo custo lançar uma banda que fizesse frente a Hetfield e cia. Então preparou esse debut, com uma formação muito habilidosa, da qual só restou o baixista Dave Elfeson, e com uma pegada tipicamente heavy/thrash dos anos 80. O cd abre com Last Rites/Loved to Death, uma doce introdução para uma pancadaria bem trash, próxima do que o Metallica fez em Kill em All, só que bem mais agressiva. Os vocais de Mustaine eram bem mais esganiçados, gritados, bem diferentes do estilo mais “melódico” que ele adotou em seus cd’s mais recentes. A música é altamente saudosista, uma porrada heavy com pegada agressiva, que mereceria ser ouvida mais vezes. Logo depois vem a faixa título, uma pedrada thrash mais cadenciada, altamente contagiante. Como era bom ouvir esses sons. Outro destaque fica para The Skull Beneath the Skin, uma pedrada bem heavy anos 80, aonde Mustaine despeja toda sua agressividade contida numa levada contagiante. Rattlehead é a história do famoso mascote da banda, e impõe mais velocidade ao cd, sendo uma das melhores. O nível do cd continua alto nas 2 faixas seguites, Chosen Ones, e a semi tranqüila Looking Down the Cross, com riffs cadenciados e muitas mudanças de andamento, característica que marca várias faixas do cd. As 2 últimas faixas não deixam nada a desejar, a famosa Mechanix, que teria inspirado a clássica The Four Hoursemen do Metallica, e realmente as duas têm similaridades, mas isso não tira o mérito da música, que é excelente, sendo junto com Rattlehead os destaques principais. O que seria o LP fecha com These Boots, que apesar do começo um tanto estranho mostra ser do mesmo pique de todas as faixas, embora pareça diferente pelas guitarras mais “brincalhonas”. De bônus temos as demos de Last Rites/Loved to Death, Mechanix e The Skull Beneath the Skin, com uma gravação mais precária, e algumas diferenças no vocal e guitarras. A ressaltar o bom trabalho de guitarras da dupla Mustaine/Chirs Polland. Pena que o começo da banda chegou junto com seu final (ironia). Será?

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Outras resenhas de Killing Is My Business... And Business Is Good! - Megadeth

2238 acessosMegadeth: O 30° aniversário do clássico álbum de estreia da banda5000 acessosMegadeth: Padrões do Thrash Metal que são seguidos até hoje5000 acessosMegadeth: Mais rápido, agressivo e pungente que sua antiga banda5000 acessosTradução - Killing Is My Business... - Megadeth

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

MegadethMegadeth
Cinco vezes onde a banda foi melhor que o Metallica

2651 acessosHeavy Metal: os 10 melhores riffs dos anos noventa495 acessosMarty Friedman: ouça "Miracle", single do novo álbum solo3487 acessosMetallica: e se James Hetfield cantasse no Megadeth?0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Megadeth"

Kiko LoureiroKiko Loureiro
Conviver com Mustaine contribui pra sua carreira?

Thrash MetalThrash Metal
A história contada pelos próprios músicos

MegadethMegadeth
Uma dica para presentear o garoto Kiko

0 acessosTodas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDs0 acessosTodas as matérias sobre "Megadeth"

Meet & GreetMeet & Greet
Como os roqueiros de verdade se comportam

Pink FloydPink Floyd
A história por trás do clássico "Animals"

Punk RockPunk Rock
Site lista os discos mais representativos da história do estilo

5000 acessosBruce Dickinson: sua coleção de clássicos do Metallica5000 acessosFotos de Infância: Cradle Of Filth5000 acessosCannibal Corpse: o pescoço gigante de George Fisher5000 acessosIron Maiden: Nicko usa bateria microfonada e odeia trigger5000 acessosMetallica: as dez músicas mais difíceis de tocar na guitarra5000 acessosOzzy Osbourne: Phil Campbell quase mata fãs do coração

Sobre Rafael Carnovale

Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?

Mais matérias de Rafael Carnovale no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online