Megadeth: Mais rápido, agressivo e pungente que sua antiga banda

Resenha - Killing Is My Business... And Business Is Good! - Megadeth

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Por Maurício Gomes Angelo
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Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Começar dizendo que este foi o primeiro álbum do Megadeth surgido após a expulsão de Dave Mustaine do Metallica por abuso de álcool (convenhamos que para alguém ser expulso de uma banda de thrash metal por excesso de álcool... nosso jovem guitar hero devia ser mesmo uma máquina!) e tem em seu estilo a nítida vontade de soar mais rápido, agressivo e pungente que sua antiga banda é redundância, mas enfim, convenções cumpridas, prossigamos.
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Relançado este ano em nosso país pela Century Media com uma nova capa, “Killing Is My Business... And Business Is Good! (um ótimo título) é pau do início ao fim, trazendo a clássica voz esganiçada (fanha para alguns) de Dave Mustaine, esbanjado solos afiados e riffs sensacionais com seu comparsa Chris Polland, complementado pelo sustentáculo perfeito de David Ellefson e a atuação apenas correta de Gar Samuelson.

“Skull Beneath The Skin” é até hoje uma das melhores da banda, com várias mudanças de andamento e instrumental caprichadíssimo – característica básica da obra “megadethiana” – sendo companheira de “Rattlehead”, “Looking Down The Cross” (soturna porém empolgante, com camadas densas de precisão) e “Mechanix” no hall de clássicos imortais. “Mechanix”, como todos sabem, seria a versão “primitiva” de “The Four Hoursemen” do Metallica, com diferenças consideráveis entre as duas, todavia, a executada por James Hetfield e cia. é superior. A produção não traz o esplendor desejado, poderia ser melhor se metade da grana não tivesse sido gastada em drogas, ainda assim esta certa “tosquice” dá contornos mais intensos a “aura dos anos 80” impregnada aqui, o que é naturalmente positivo.

Apesar do release confirmar a presença de “These Boots”, cover improvável do hit de Nancy Sinatra, que também estava presente no LP original, ela não aparece no cd, o que é estranho. Incomoda também a falta de bonus tracks, pois este álbum foi relançado há algum tempo lá fora com várias bônus e encarte aditivado, então porquê o lançamento brasileiro tão cru? Perguntas que ficam no ar. No final, temos apenas 27 minutos de thrash metal.

“Killing Is My Business... And Business Is Good!” é um bom início, mas não o ápice da banda, que se solidificaria e refinaria sua técnica nos anos seguintes.

Apesar dos “contras”, este álbum está cheio de peculiaridades, e seus agradecimentos é um dos momentos mais curiosos, ali está explícito o sentimento do grupo (ou seria Mustaine?) ao ver seu primeiro filho ir ao mundo. E tudo não estaria no lugar se não houvesse uma alfinetada vocês-sabem-em-quem, e aqui está ela: "agradecemos ao Metallica por provar o verdadeiro sangue do metal correndo em nossas veias". Então tá Dave, o recado foi dado.

Formação:
Dave Mustaine (Vocal/Guitarra)
Chris Polland (Guitarra)
David Ellefson (Baixo)
Gar Samuelson (Bateria)

Site Oficial: http://www.megadeth.com

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Sobre Maurício Gomes Angelo

Jornalista. Escreve sobre cultura pop (e não pop), política, economia, literatura e artigos em várias áreas desde 2003. Fundador da Revista Movin' Up (www.revistamovinup.com) e da revrbr (www.revrbr.com), agência de comunicação digital. Começou a escrever para o Whiplash! em 2004 e passou também pela revista Roadie Crew.

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