Resenha - Olelê - Ultramen
Por Rodrigo Simas
Postado em 28 de janeiro de 2002
Nota: 8 ![]()
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Com o "boom" de bandas gaúchas que está acontecendo nos últimos anos ( o Sul está se tornando um dos maiores pólos de bandas boas no Brasil ) o Ultramen se destaca como , senão a melhor, com certeza uma das melhores da safra que vem do Rio Grande do Sul.

Esse "Olelê" , segundo álbum do Ultramen, mostra qualidade acima da média em vários aspectos: boas letras, ótimos riffs/arranjos, excelentes linhas vocais e uma variação de ritmos com muita personalidade e originalidade.
Os gaúchos já esbanjam experiência e acima de tudo mostram que vieram pra ficar... aliás vá para o Sul e pergunte quem não conhece o Ultramen... tocando inclusive em grandes festivais como o Planeta Atlântida.
O estilo é uma mistureba que no final das contas fica excelente, pois eles conseguem reunir em um só CD músicas totalmente rock, algumas mais puxadas para o reagge, outras pro pop/rock, alguns riffs totalmente heavy metal e até rap. Tudo com muito bom gosto e muita competência.
Destaques? Não falar de músicas como "Ultramanos", "Bem Mal", a própria "Olelê" e a maravilhosa "Peleia" (que mais parece um hino para o Rio Grande do Sul para o ano 2020) é até hipocrisia, pois o Ultramen merece todo reconhecimento que está tendo. Muito legal também são as inclusões do DJ Anderson com tiradas excelentes e muito inteligentes.
Tonho Crocco (voz), Zé Darcy (bateria), Pedro Porto (baixo), Júlio Porto (guitarra, que não está mais na banda), Marcito (percussão), Malásia (percussão) estão de parabéns e merecem os votos mais sinceros que continuem com esse trabalho que ainda vai render muitos frutos em futuro próximo com certeza.
Realmente "não podemos se entregar pros ômi de jeito nenhum" . Longa vida ao Ultramen.
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